Menina em espanhol

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Preciso encontrar uma pessoa que deixou uma ''carta'' suicida

2020.07.20 04:02 OmeletteDuFromagge Preciso encontrar uma pessoa que deixou uma ''carta'' suicida

O título ficou meio clickbait, mas não consegui pensar em algo melhor.
Eu uso um app chamado ''Slowly''. Ele é basicamente uma ideia de trocar cartas com pessoas de todo o mundo. O objetivo é você conhecer outras pessoas e treinar a língua (inglês, espanhol, etc).
Eu recebi uma carta hoje de uma menina do Reino Unido. O App não especifica a cidade nem nada, só o país. Eu tenho acesso ao Username dela, o aniversário, signo e só. A carta foi basicamente uma carta de suicídio. Ela cita que a família por parte de pai abandonou por ela ser LGBT, e que os próprios pais são homofóbicos e colocam ela pra baixo, além também pelo simples fato dela apoiar o BLM.
Enfim, a carta é longa e tem vários detalhes um tanto quanto preocupantes. O App avisou também que ela desativou a conta hoje, então eu não consigo responder essa carta. A minha pergunta pra vocês é: o que eu faço? o que eu devo compartilhar quando for procurar ajuda?
Eu e um amigo próximos pegamos esse ''caso'' porque ficamos bem preocupados. A gente já está separando alguns subreddits pra postar, e um deles é o arco_iris também, além do próprio sub do App.
TL;DR: Recebi uma carta suicida e não sei como agir, quem procurar e o que divulgar.

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(Como esse é meu primeiro post que eu tenho que editar, por favor me digam se está correto dessa forma, rs)
EDIT: Entramos em contato com o suporte do App, com algumas plataformas Britânicas de Prevenção de Suicídio, e eu tentei falar com alguns Mods de Subs grandes pra ver se eu conseguiria encontrar a menina. Vamos lá:

Resposta do suporte do App: Disseram que tentariam entrar em contato com a menina, tudo dentro da Política de Privacidade deles, e pra ver se conseguem enviar ela para alguma ajuda profissional. (''We will follow up the case based on our safety procedure, including but not limited to sending suicide helplines to this user and encouraging this user to seek for professional help'').

Resposta das plataformas: Eu entrei em contato porque achei, e como muitos me ajudaram aqui, seria a forma mais perto de tentar ajudar ela. Todas plataformas disseram a mesma coisa, que seria difícil encontra-lá, mas se por acaso eu conseguisse, para enviar os contatos deles para ela.

Mods: Ninguém respondeu. Mas ali foi um contato meio desesperado que eu tive pra ver se encontrava ela. Meio que acreditei que conseguiria encontrar ela de algum jeito, por aqui, por outra rede social, sei lá.

Agora eu vou enviar um e-mail pro suporte do App, que me pareceu a solução mais efetiva, pra eles me manterem atualizados, caso consigam contato com ela, ou algo do tipo. Acho difícil que algo aconteça, muito por ela ter desativado a conta, mas manterei as esperanças.

Agradeço aos amigos que responderam! Manterei vocês informados assim que algo novo aconteça.
Fica aqui meu recado também pra quem precisa de ajudar, pra quem está passando por um momento difícil, que estamos aqui para ouvir e ajudar! :)
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2020.05.01 03:25 biasann O caminho difícil pra chegar nos meus sonhos

Oi, sou nova aqui.. Não sei bem como mexe nesse app, mas vi esse grupo e muita gente desabafa aqui, então resolvi compartilhar com vocês o que eu ando passando. Para alguns pode ser algo idiota, (até porque existem pessoas que lidam com problemas reais, depressão, pobreza, doenças, etc) mas para mim anda sendo o que me aflige todos os dias.
Eu desde nova sempre fui muito criativa, fazia desenhos incríveis, aprendia qualquer matéria com muita facilidade, tudo o que eu fazia era bem feito. Você já estudou com alguma uma menina no fundamental que tinha toda cor de caneta colorida? Então essa era eu. Caderno sempre impecável. Aos 8 anos meus pais se separaram. Eu fui morar com minha mãe, somente eu e ela, via meu pai a cada 2, ou 3 anos mais ou menos.. Morava em Uberlandia-MG, mas como minha mãe achava muito perigosa a cidade para criar uma filha sozinha nos mudamos para uma cidade pequena de Goiás.
Me mudei aos 11 anos, isso em 2010, e comecei uma vida nova. Estava no 7° ano (era adiantada, pq já morei fora do país). E aconteceu que acabei repetindo de série. -Já não era mais adiantada! ☹️- Quando consegui passar para o 8° .... Repito.. Outra vez. E a mesma coisa se passou no 9°. Resumindo: Eu bombava uma vez, passava, bombava, passava. Bombei 3x.
A partir do momento em cheguei nessa cidade, perdi o interesse em estudar.Juntamente com o desinteresse vinha a loucura da puberdade..Aos 14 aprontei mais do que uma adolescente poderia aprontar. (Aprontar no sentido de: beijar muito, pular muro, ir em muitas festas, dar Pt, ser falsa, xingar a mãe, voltar de madrugada, usar drogas)
No final dos meus 16 anos conheci um homem, 10 anos mais velho que eu (inclusive era meu Sensei (prof de karatê) rsrs) e namoro com ele até hoje. Ele me fez mudar, evoluir, amadurecer e me ajudar a tornar a pessoa que sou hoje. Teve um ano ou outro que eu estava super focada em estudar e era uma das melhores da classe. 2018 terminei o 3° ano. Nesse ano fiz prova do Encceja (pra terminar estudos), bombei na redação então tinha que ir na escola para fazer as matérias de linguagens. Foi o melhor ano! Aprontei o ano todo, ficava atoa na sala de aula. (Aprontei no sentido de fazer muita bagunça e beber dentro da sala, lembrando que eu estava namorando).
Mas aí veio 2019. MEU DEUS! O QUE EU FAÇO AGORA???
Passei no vestibular para Letras-Português e Espanhol. (Faculdade 100% online)
-Gosto muito de Espanhol, como morei na Espanha quando era pequena sou fluente, então gostaria muito de trabalhar com algo que fez parte da minha vida. Meu sonho também é aprender inglês, japonês e coreano. Também escolhi essa faculdade porque na minha cidade, como é pequena, não possui muitos professores de Espanhol, sempre está em falta. -
Você deve pensar: ah, perfeito então, só estudar e já era! ✨😍
Só que não. Quem disse que consigo estudar? Disse mais cedo que meu namorado mudou minha vida, me fez ser uma pessoa melhor. Mas mesmo com ele não consegui recuperar a vontade de ser alguém que eu tinha quando criança. 2019 foi um ano desperdiçado, eu comecei a primeira matéria (Educação Inclusiva) muito empolgada, estudei, fiz a prova, passei, tirei nota super alta. Mas no final do semestre eu tinha que fazer um trabalho (super simples, com introdução, des e conclusão) e por não fazer acabei bombando no semestre inteiro.
No segundo semestre eu entrei em um app que contrata profissionais para fazerem trabalhos e paguei um para fazer. Porém, eu não tinha realizado as atividades online do segundo semestre, então não adiantou passar no semestre, né?
2020 chegou e estou no terceiro semestre. Matérias acumuladas, eu pago 230 por mês nessa faculdade que eu consigo desperdiçar todos os dias 😔 As matérias acumularam e estou pagando mais R$ 100 todo mês para repor. + Dinheiro desperdiçado né??
Todo dia é uma luta EU vs EUZINHA para eu colocar na minha cabeça que tenho que estudar. Eu entro no ambiente Virtual, olho, mas não tenho a CORAGEM de tirar algumas horas para estudar. Lembrando que: MINHA FACULDADE É SUPER FÁCIL! apenas um trabalho por semestre, 1 prova por mês e algumas atividades e vídeo aulas pra ver e realizar.
Me pego pensando as vezes, porque é tão difícil pra mim, porque não consigo realizar meu sonho? Porque eu sou tão descrente? Porque sou tão inútil ao ponto de não conseguir fazer uma faculdade tão fácil?? Eu queria essa coragem que as pessoas tem para estudar o tempo todo. Eu tenho objetivos, planos, mas não consigo realizá-los. Queria voltar a ser aquela criança criativa. Não quero colocar a culpa em alguém, não é justo. Mas penso as vezes que nunca tive pessoas para me incentivar.
Você deve pensar: "Ah, mas vc viajou para fora do país, como ngm te incentivou? Viaja pra fora do país quem tem dinheiro, quem conquistou coisas" -é aií que se engana! Na verdade não sei de onde meu pai tirou dinheiro na época para viajar. Meu pai era apenas((não no sentido de menosprezar a profissão, ok?! No sentido de ganhar pouco!))um lanterneiro, foi comprando uns carros usados, reformando e juntando dinheiro. Com a ajuda da irmã dele fomos morar na Espanha durante 2 anos e meio.
Estou há meia hora escrevendo, não sei se alguém irá ler até aqui, mas enfim, agora mesmo preciso fazer o trabalho do 3° semestre, para o dia 16, mas quem disse que consigo? Compro cadernos, marca textos para me incentivar, porém não sai nada. Parece que meus sonhos estão cada dia mais longes, porque a pessoa aqui não consegue vencer um simples obstáculo.
Admiro você, que tem objetivos em mente e não desvia do caminho. Eu cada dia me sinto mais uma perdedora. Sem contar que minha memória é péssima, não sei se é por conta da maconha, das pingas ou de falta de treino de cérebro mesmo. Obrigada por ler até aqui, escrevi isso e desabafando me sinto melhor.
Irei tentar ser alguém melhor para mim. Aliás, "tentar" NÃO. Eu irei conseguir.
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2020.04.21 00:15 flagr97 Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 3

Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 3
Anteriormente:
Parte 1
Parte 2

E aí meu povo, hora da parte 3. No final da última parte, terminei relatando que cheguei 20:30 numa pousada ridiculamente barata na minúscula cidade de Joaquin Gonzáles. Até agora esse foi meu trajeto:
Destaquei as cidades nas quais pernoitei
Essa cidadezinha merece um destaque pelo rolê mais aleatório possível: Fui jantar em um restaurante do lado da pousada. Vi que o preço da cerveja estava bom porque pensava que fosse de no máximo 600mL. Era de 1L. E vamos de alcoolismo.

Enquanto meu prato estava sendo preparado, vi um senhor tentando falar inglês com a atendente, que falhava miseravelmente em tentar entender. Fui ver com ele se ele queria ajuda pra que eu traduzisse, ele aceitou, depois de tudo entendido ele me convidou para a mesa com o seu amigo e a dona da pousada que eles estavam ficando, que ele ia me pagar uma taça de vinho pela gentileza que fiz. E vamos de alcoolismo

Dois homens, alemães, que estavam percorrendo a américa latina de moto, um deles só falava alemão, então a ordem da mesa era: Ele falava alemão pro amigo, que falava inglês pra mim, que falava espanhol pra dona da pousada, tudo isso enquanto bêbados.

Rendeu muitas risadas, mas precisava dormir, porque amanhã eu necessitava chegar a Jujuy o quanto antes, pois já tinha perdido uma noite que já tinha confirmado com um host do couchsurfing, que entendeu a situação quando mandei mensagem pra ele.

No dia seguinte, estava um tempo horrível, mas fui pra beira da estrada do mesmo jeito. Ninguém parava, que maravilha...

Resolvi ir caminhando até a rodoviária pra ver quando tinha ônibus. Eram 8 da manhã, o próximo era 13:00, com uma conexão ridícula que eu só chegaria em Jujuy tarde da noite (???), voltei pra beira da estrada, uns tornados de areia estavam se formando, pra ajudar.

Eis que para um caminhão e me chama, eu acredito que o caminhão tenha partido do céu, pois 2 minutos depois que eu entrei nele, começou a cair o mundo de chuva. Ele ia me levar até Guemes, uma cidade mais ou menos 1h de Jujuy.

Até dei opções na plaquinhas
Funny story: o caminhão estava indo para Guemes buscar pedras para as obras na ferrovia, justamente as obras cujo responsável foi o homem que me deu carona no dia anterior!

Em Guemes, ele me deixou do lado da rodoviária, vi que tinha um ônibus em 1 hora, resolvi pedir carona mais uns 30 minutos e se não tivesse sucesso, ia de ônibus. Eis que a cidade parecia bem perigosa e veio um noiado pedir dinheiro pra comprar cerveja, me intimidando mas no final me deu uma colher (???). Fiquei com receio e resolvi ir pra rodoviária.

Eu simplesmente APAGUEI no ônibus, quando acordei pensei ter perdido meu destino, mas chegaríamos em 10 minutos, acordei na hora certa!

Chegando em Jujuy, por ser capital de província, pensei "deve ter WiFi" (eu não tinha chip de internet argentino, por mais que era ridiculamente barato). Não tinha, nem lugar pra vender, e agora?

Meu host tinha me mandado seu endereço, beeem longe da rodoviária. Resolvi ir na barraca de informações turísticas pedir qual ônibus eu precisava pegar, lá, explicando minha situação, as meninas que trabalhavam se ofereceram pra ligar pro meu host pra eu falar com ele, queridas!

Falei com meu host, que comentou que estava bem próximo dali, e que ia me buscar. Encontrei ele junto com um casal de espanhóis que também iam se hospedar com ele por uns dias. Conversamos bastante.

Vale explicar um pouco sobre esse host: É um senhor de uns 70 anos de idade, que faz 2 anos que sua esposa faleceu, como seus filhos estão em Mendoza estudando, ele naturalmente se sentia muito sozinho, para "burlar" isso, resolveu abrir sua casa (gigantesca) para o couchsurfing, em 2 anos ele hospedou mais de 500 pessoas. Contou que já teve finais de semana que tinham 10 pessoas ao mesmo tempo em sua casa, ocupando todos os quartos e acampando no quintal. Ele é a pessoa mais gente boa que eu já conheci, nos tratando como seus filhos.

Ele é medico, e tem uma mulher que cozinha refeições pra ele, que vai todo dia buscar no centro, com seus potes. Ele e os espanhóis estavam buscando a comida, me pegaram e fomos para sua casa.

Lá, conheci mais uma guria que estava hospedada com ele. Malaia. Com isso a situação das línguas era engraçada: Na maioria do tempo era falado espanhol, porém quando a Malaia estava na conversa, era em inglês. E ainda, a espanhola tinha feito intercâmbio pra Portugal,falando português comigo.

De noite, os espanhóis me apresentaram sua ideia: Naquela região há várias cidadezinhas históricas e com várias opções de turismo, portanto foi sugerido de alugarmos um carro para explorar, como estávamos em 3 para isso, anunciamos no couchsurfing, onde rapidamente encontramos mais um cara parceiro. Então no dia seguinte partimos para alugar um carro.

Naquela região a cultura de dar carona era MUITO maior, e toda hora tinha gente pedindo carona na estrada para ir para essas cidadezinhas, inclusive quando estávamos com o carro, demos carona para umas 5 pessoas no total, eu acho. Dentro dos vários lugares, o ponto principal foi o Cerro das 14 cores, muuuuito lindo:
É uma pena que eu sou daltônico...
Na volta, o nosso companheiro do CS que foi junto (e era de Jujuy) estava louco para que provássemos "Humita" a todo custo, porém em cada cidadezinha que parávamos, QUANDO tinha, era muito caro, ele só falava bem desse prato então naturalmente fiquei curioso. No final das contas deixamos pra pegar no próximo dia em Jujuy mesmo, que seria mais barato.

No outro dia, ainda tínhamos a manhã com o carro, fomos para uma lagoa muuuito bonita:

Papel de parede do Windows
Na volta, devolvemos o carro e fomos catar as famosas "Humitas", fomos em um mercado de rua NEM UM POUCO higiênico, mas lá tinha as humitas, compramos.

Para a minha decepção, aquilo lá era PAMONHA só que com outro nome. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Continua...
PARTE 4: https://www.reddit.com/brasil/comments/glo5pa/relato_de_um_mochil%C3%A3o_pela_am%C3%A9rica_latina_parte_4/
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2020.04.12 22:03 oppadoesntlikeyou Nesta quarentena, decidi assistir 1 filme estrangeiro por dia. Aqui vai a Lista de Filmes desta semana.

Os filmes tidos como estrangeiros são filmes de outros países fora do Brasil e filmes fora do circuito Inglês/Brasileiro. Assim, filmes em espanhol da América Latina, ou até mesmo Português de Portugal, estão se enquadrando na minha categoria de "estrangeiro".
Devido aos meus estudos em Coreano, a maior parte dos filmes da lista é da Coréia do Sul.
1 - Corpvs Christ - Um filme polonês indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro, trata de um detento que se converte ao catolicismo dentro de um reformatório e deseja se tornar padre, mas pelo seu passado, ele não pode ser aceito no seminário. Ainda assim, ele acaba se passando por um padre numa cidadezinha do interior da Polônia que possui conflitos não resolvidos entre seus moradores. (Nota 7.8).
2 - Juror 8 - O filme trata-se do primeiro caso da história da Coréia do Sul a ser julgado por júri popular em 2008. Até então, os julgamentos eram julgados pelo próprio juiz. O filme trata dos 8 primeiros cidadãos a serem convocados para serem o júri e o caso em que participaram 2008). O filme é de 2019 (ano passado). (Nota: 8.7)
3 - Castaway on the Moon (A Ilha do Sr. Kim) - Um homem decide se suicidar pulando da ponte do Rio Han na Coréia do Sul, mas acaba sendo levado pelo mar a uma ilha-parque de reserva natural que tem nas redondezas do rio. Lá, ele acaba voltando aos hábitos primitivos e uma jovem garota hikkimori que não gosta de sair do quarto, fica observando pela janela tudo que o Sr.Kim faz na ilha. Através de mensagens de garrafas e inscrições na areia, os dois passam a se comunicar. (Nota: 7.0)
4 - O Conto da Princesa Kaguya - Filme do Estúdio Ghibli sobre o conto folclórico da Princesa Kaguya, história do século X do Japão. Kaguya nasce de um bambu e acreditando ser um presente dos deuses, o cortador de bambu acredita que ela é uma princesa celeste. Assim, o cortador de bambu e sua esposa, que não podem ter filhos, acaba adotando a menina e cuidando dela até se tornar adulta. A animação toma influências de antigas pinturas japonesas e é um filme mais slice of life da princesa do que um filme épico. A arte é linda e tem momentos que pode ressonar com pessoas que viveram no interior e vida simples dos campos. (Nota 8.3)
5 - O Labirinto do Fauno - Dirigido por Guillermo Del Toro, é um conto que mescla o realismo com o mágico. O Labirinto do Fauno se passa na década de 40, nos anos da ditadura de Franco, sob o olhar da protagonista Ofélia, que ao encontrar com uma fada, deve passar por provas para provar o seu valor como a filha do Rei do Submundo. Nota (8.9)
6 - A Taxi Driver - Baseado em fatos reais conta a história de um jornalista alemão que viajou ao Coréia do Sul nos anos 80 para fazer uma matéria sobre Gwangju e a censura que estava acontecendo naquele local na época da ditadura no país. Para ir a Gwangju, o jornalista precisou ir de Táxi e o taxista que lhe leva até lá acaba sendo também o responsável por fazer com que a matéria jornalística sobre Gwangju acabe indo para o exterior e chamando atenção dos outros países para o massacre ocorrido. O evento de maio de 1980 e a truculência policial sobre os manifestantes ficou conhecido como Gwanju Uprising. (Nota 9.0)
7 - The Wave - Filme alemão que conta sobre o experimento de um professor que decide mostrar a sua turma os efeitos do fascismo sobre os membros da comunidade. A turma acaba-se dividindo entre os mais fervorosos ao novo comportamento e os outros que rejeitam com veemência. Esse embate entre os estudantes acabam tendo um efeito muito maior do que o professor havia calculado. (Nota 7.8).
Essa foi a lista que assisti esta semana. Dos 7 filmes, o que mais curti sem sombra de dúvida foi A Taxi Driver. O ator principal do filme é o mesmo ator principal de Parasite, Song Kang-Ho, e ele é realmente muito bom ator. Além do filme ter uma pegada mais realista sobre as pessoas (o taxista não queria se envolver com nada perigoso, ele só queria ganhar a grana pra levar o alemão para Gwnagju), ele é um pouco lento para mostrar a forma como a comunidade de Gwnagju estava lhe dando com a censura. Ser baseado em fato histórico ajuda no peso do filme, principalmente no ultimo terço do filme. O Figurino dos anos 80 também é legal de ver e notar que os anos 80 da Coréia não parecia tão distante do nosso. (Que também estava passando por algo parecido). O filme é de 2017 e foi o filme que a Coréia do Sul tentou enviar para concorrer ao oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano. É um baita filme.
Juror 8 também é interessante, mas ele é bem mais leve, e sabe dosar bem humor com o cenário do julgamento do homicídio do suspeito. Ainda assim é bacana ver como julgamentos se comportavam anteriormente sem a presença de um júri.
O que menos gostei da lista foi The Wave. Não que seja um filme ruim, (nota por nota, Castaway on the moon tem uma nota mais baixa, mas o filme é comédia romântica então não tem presunção de ser algo mais sério do que isso), mas achei um pouco exagerado em alguns pontos. No terceiro dia do experimento já tem gente pixando muro e invadindo casa dos opositores. Na minha opinião deixa o filme um pouco surrealista. Mas a mensagem do filme é clara e é importante notar algumas certas semelhanças com alguns de nossos vizinhos (ou familiares de zap zap e twitter).
E vocês já assistiram algum desses filmes, o que acharam? Comentem, vamos fazer de domingo um dia para guardar o cinema, ;)
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2020.03.10 07:22 Nictixs menininhas virtuais

meninhas virtuais, com aquele papo *tiro a calça* me dão paz interior, me deixam bem, pau bate logo na testa, adoro textinhos sexuais *tira o sutiã* ah meu deus que coisa boa, em 10 palavras atinjo o éden, sim o éden, me encontro com seres celestiais, menininhas que fantasiam entre estrelinhas são as melhores uau uh au, adoro minha época de habbo, onde eu dava o habbo ( amor incondicional em espanhol ) é tão lindo, meninas pandinhas u.u lindas
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2019.11.04 23:10 PeruActivo O autoclismo

Estávamos em Manila e tínhamos decidido ir ao Chica Menuda, um restaurante de estilo espanhol, com empregados trajados a rigor, com todos os apetrechos e apeiros distintivos da mais pura hispanidade andaluza.
As serventes saraquitavam num vaivém atarefado, pautado pelo ruge-ruge vermelho vivo dos folhos dos seus vestidos de sevilhana. Uma rosa vermelha, encarrapitada nos longos e lustrosos cabelos negros apanhados de uma delas, cumprimentou-nos sorridente, quando se aproximou da mesa para nos perguntar o que íamos tomar. E um garrido fajuto, desenhado à pressa no canto do lábio superior, encarquilhou-se de dúvidas e hesitações, quando nos tentou explicar num inglês mal-amanhado, e depois num espanhol pior ainda, o conteúdo da ementa.
O repasto foi chegando em grandes e repimpadas travessas. A refeição transcorreu pela noite dentro. As copadas de vinho cantavam de alegres e sucediam-se umas às outras de enfiada. A animada cavaqueira transbordava da mesa, em estrondosas barrigadas de riso ou nos exaltados arroubos de emoção que atonavam na voz dos que contavam desbragadas pataratas românticas ou ousados relatos das suas aventuras rocambolescas pelo sudeste asiático.
Aos poucos e poucos, a noite foi avançando. A lufa-lufa de sevilhanas e de homens de chapéu de aba e jaquetão negros, a estugar pelas coxias das mesas amainou. O restaurante começou aos poucos esvaziar-se. A animação da conversa serenou-se naturalmente e o ambiente adquiriu um natural estado de acalmia divertida, mas ronceira. E eis senão que, depois daquele opíparo banquete, de proporções dignas de um festim romano, senti o chamamento da natureza a roncar dentro de mim. Para poupar os meus convivas aos nada sedutores borborigmos que me tamborilavam no bombo intestinal, escapuli-me de mansinho, rumo ao trono latrinário.
Serpenteio por entre as mesas, de nádegas apertadas e passos curtos. Passo por um servente, que me faz um cumprimento baixando a aba do chapéu e que, depois de um aflitivo impasse linguístico em que lhe tento perguntar pelo WC ou os Lavabos e ele me encara com interrogações franzidas nos olhos, lá me indicou a casa de banho, ao fundo da sala, por um vão de escadas acima.
Entro pela porta que diz caballeros, cifrada com a silhueta de um toureiro. O interior é sumário. Resume-se a uma sanita, com um autoclismo de puxar, que pende do tecto por uma corrente e se remata numa esfera dura de plástico negro na ponta. Não me ponho com grandes contemplações, levanto o tampo, sento-me e ponho fim àquele aperto.
Depois de estar despachado o serviço, quando vou a puxar pela corrente do autoclismo, já a contar com o alívio espiritual do ruído da descarga, fico só com o inquietante tlaque mecânico da alavanca interna do autoclismo a bater no sifão e mais nada. O autoclismo não descarrega.
Torno a puxar da corrente com mais força. Nada.
Dou uma série de puxões. Os elos da corrente chocalham a bater uns nos outros, a alavanca do mecanismo martela meia dúzia de tlaques, mas o refluxo da água, nem vê-lo nem ouvi-lo.
Fico pasmo a olhar para a sanita, para o poio flutuante que me encara com uma impertinência indignada. “E agora?” penso de mim para mim.
Vou-me embora? Deixo isto assim?” relanceio para a porta.
Não, não posso fazer isso. Está cá pouca gente, eles vão saber logo que fui eu… Além disso, tu tens essa cara-podre de sair lá fora, como se não fosse nada contigo? És uma dessas pessoas?
Inspiro fundo, para aclarar as ideias, mas o miasma fétido inunda-me as narinas e traz-me lágrimas aos olhos.
Tenho de avisar alguém, para “tratar” disto.
Saio da casa de banho e, à boca das escadas, procuro avistar algum dos empregados. O mesmo homem que me indicara a casa-de-banho ainda estava ali postado, no mesmo sítio de antes. Envergonhadamente, aproximo-me dele tripetrepe. Toco-lhe no ombro e, com uma expressão compungida, incapaz de o encarar, balbucio qualquer coisa em inglês para lhe dizer que o autoclismo não funciona. O homem não me entende. Com um sorriso solicito, torna a apontar-me lá para cima e diz-me num sotaque cerrado «yes, toilet», enquanto acena vivamente. Tento explicar-lhe que não é isso. Já não estou à procura do quarto-de-banho. A expressão do homem desfaz-se em total desentendimento. Tento explicar-lhe por gestos, mas os meus dotes de mimo são deploráveis. De maneira que parei a meio de uma rebuscada explicação, em que estava a fazer com a mão esquerda um punho aberto (em forma de copo) – neste caso a sanita- e com dois dedos da mão direita que entravam e saiam do copo/sanita – a tentar simbolizar a água do autoclismo. Até porque o homem estava claramente a tentar conter o riso.
Pedi-lhe então por gestos que me seguisse até ao quarto-de-banho, para lhe poder mostrar o problema. Mas aí o homem até deu um passo para trás, de olhos arregalados e cenho cerrado, como se lhe tivesse acabado de fazer uma proposta obscena. «No, no» respondeu-me, gesticulando de dedo espetado, enérgica e vivamente. Apontou-me ainda para uma das colegas, vestida de negro, advertindo-me, porém, com um gatimanho do polegar a esfregar no indicador e no dedo do meio estendidos, que teria de haver alguma espécie de contrapartida monetária para aquilo que ele achava eu estava a propor.
Fiz que «não» veementemente, que «não era isso». E depois de muita insistência, lá consegui convencer o homem a acompanhar-me, a contragosto, ao interior do quarto-de-banho dos homens. Engoli em seco e, com o dedo esticado, apontei para o interior da sanita. O poio boiante cumprimentou o empregado com uma cara de poucos amigos. O homem encarou-me com uma mescla surrealista de horror, surpresa e indignação. No trejeito que lhe ocupou o rosto algo exclamava «não me pagam que chegue para aturar estas merdas». Depois, teatralmente assinalei o autoclismo, como uma menina de um concurso de televisão é capaz de passear as mãos em redor de uma montra de prémios.
E quando fui finalmente puxar da corrente, para lhe explicar a avaria, uma descarga de água jorrou pelo sifão e fez desaparecer o poio pelo cano abaixo.
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2019.04.07 20:23 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #28: CD Feirense 1-4 SL Benfica

LÍDER COM PÉS E CABEÇA

O Benfica não deixou para a segunda parte o que poderia virar na primeira e, com finalizações de Pizzi e André Almeida, colocou-se em vantagem no terreno do Feirense, embalando depois para o 1-4, o seu 12.º triunfo nas últimas 13 jornadas da Liga NOS.
Com 77 golos marcados (18 tiveram a assinatura de Seferovic, o artilheiro-mor da Liga NOS) e 69 pontos colhidos, os encarnados têm o melhor ataque e comandam a prova. Faltam seis finais!
As primeiras iniciativas atacantes no relvado do Estádio Marcolino Castro pertenceram ao Benfica e, aos 7', João Félix teve espaço na área para visar a baliza guardada por Caio Secco, mas o esférico embateu no corpo de um defensor.
A lutar pela sobrevivência na Liga NOS, o Feirense atreveu-se e fez pela vida, procurando chegar-se à grande área encarnada. Aos 10', aproveitando um cruzamento executado na direita por Edson Farias, João Silva escapou à marcação e, sobre o segundo poste, finalizou a jogada com um cabeceamento para as redes (1-0).
Somar três pontos nesta visita a Santa Maria da Feira era a missão do Benfica e a equipa, que teve Samaris e Florentino no eixo do meio-campo, depressa reagiu à desvantagem, mas os remates (de Pizzi e João Félix) ou eram bloqueados, ou erravam o alvo.
De bola parada, o Feirense colocou a bola no interior da baliza encarnada aos 20', mas o lance não contou, porque um jogador do Feirense estava em posição irregular e fez-se à bola batida por Vítor Bruno, prejudicando a ação de Odysseas. Lance prontamente invalidado.
Depois da meia hora, Taarabt (uma estreia como titular) passou por cinco adversários e chutou à figura de Caio Secco (31'). Pizzi também esteve perto de igualar num disparo aos 31', mas o guardião do Feirense voltou a evitar. O 1-1 aconteceria aos 40' na transformação de um pontapé de penálti convertido por Pizzi (nono golo na prova), um castigo a penalizar infração cometida por Ghazal sobre o mesmo Pizzi. A falta existiu, mas, para ser sancionada, foi necessária a intervenção do videoárbitro e posterior visionamento das imagens do lance por parte do árbitro João Pinheiro.
Antes do intervalo (e já depois de um golo anulado a João Félix, aos 42', por fora de jogo), dentro dos três minutos de tempo adicional concedidos pela equipa de arbitragem, o Benfica alcançou o 1-2. Pizzi, num canto à direita, colocou a bola no interior da área, Samaris, vencendo o primeiro duelo, endossou o esférico para a zona onde estava André Almeida e este, de pé direito, não perdoou (45'+2').
No recomeço do desafio viu-se um Benfica a carregar pelo 1-3, que conseguiria faturar logo aos 49' num sensacional chapéu de Seferovic, que, de primeira, depois de ver Caio Secco fora dos postes, atirou de pé esquerdo com precisão máxima. O internacional suíço reforçava o estatuto de melhor marcador da Liga NOS, apontando aqui o 17.º golo nesta edição da prova.
O Benfica tinha os três pontos nas mãos e não permitiu que os mesmos lhe fugissem. Controlou, geriu, atacou, defendeu, ripostou, ganhou cantos (à esquerda e à direita), refrescou-se (Jonas, Cervi e Gedson renderam João Félix, Taarabt e Pizzi) e ainda marcou mais um golo. Aos 89', na segunda vaga de ataque depois do canto cobrado por Cervi na direita, Grimaldo, no corredor contrário, cruzou para o cabeceamento mortífero de Seferovic, o finalizador-mor da competição, que assim elevou a sua conta pessoal para 18 golos. Já o lateral espanhol ampliou para oito o número de assistências na Liga NOS 2018/19.
Os próximos dois jogos do Benfica na Liga NOS são no Estádio da Luz, enfrentando V. Setúbal (29.ª jornada) e Marítimo (30.ª).

BRUNO LAGE: "ESTE É O BENFICA QUE EU QUERO"

Bruno Lage, em conferência de Imprensa, fez a análise ao triunfo do Benfica sobre o Feirense (1-4) em Santa Maria da Feira para a 28.ª jornada da Liga NOS. O técnico das águias sublinhou a exibição em crescendo e afirmou que agora não é "jogo a jogo", mas sim "final a final".
Uma exibição em crescendo
"Jogámos num campo muito difícil e contra uma grande equipa. Independentemente da posição que ocupa na tabela, o Feirense é uma belíssima equipa, está recheado de grandes valores, tem um treinador de grande nível, que tem feito o seu percurso de uma forma fantástica. A entrada no jogo foi um pouco dividida e sofremos um golo numa situação em que o Feirense é muito forte. Houve uma falha nossa que permitiu o golo. A nossa exibição foi em crescendo a partir desse momento. Chegámos ao intervalo a liderar o resultado e depois na segunda parte tivemos uma entrada de campeão, que era aquilo que tínhamos de fazer, ir à procura do nosso terceiro golo e a partir de aí controlar o jogo. Foi uma vitória justa, num campo muito difícil, perante uma belíssima equipa e num grande jogo."
Saber aproveitar o melhor timing
"Temos de ter paciência na circulação, não entrar em ansiedade. Houve um momento em que começámos a cruzar cedo demais e, perante esta equipa e esta organização, tínhamos de ter muita paciência, saber construir bem, isolar um pouco aquilo que é a pressão dos dois homens da frente, procurar os corredores laterais e, se estivessem fechados, tentar procurar o corredor contrário. Há que ter paciência para fazer as coisas bem, não entrar em ansiedade, e acho que a equipa fez isso bem."
A presença de Taarabt no onze
"O objetivo era procurar a sua qualidade individual, que é muita, e procurar os espaços interiores. Percebemos que podia ligar muito bem com o Grimaldo e foi isso que aconteceu. É um jogador que liga bem e, como joga de frente para o jogo, reconhece o espaço quando joga de costas e quando joga entre linhas. Recebe muito bem e depois tem uma forte ligação com os homens da frente, com o Seferovic, com o João, com o Pizzi e mesmo com o Grimaldo a passar-lhe pelas costas. Foi essa a nossa intenção e estamos muito satisfeitos com o Adel, porque regressou e está a dar o contributo à equipa, mas também estamos plenamente satisfeitos com toda a gente que trabalha diariamente connosco."
Este é o apoio. A vitória é para os adeptos
"Vou contar-vos aqui um episódio... No ano passado estava como adjunto de Carlos Carvalhal no Swansea e vivíamos uma situação semelhante à do Feirense. Estávamos no último jogo, precisávamos de vencer o desafio por muitos golos, quatro ou cinco golos [para ficar na Premier League]. Mesmo numa situação muito difícil e praticamente com a descida de divisão garantida, eu tinha este hábito de ir ver a relva, de perceber a atmosfera do jogo, e houve um menino que estava à porta do túnel com um cartaz que dizia: 'Para o ano cá estarei a continuar a apoiar'. Aquilo tocou-me de tal maneira que a equipa estava a descer e o menino dava o exemplo. Peguei no cartaz, levei-o ao balneário e dei-o aos jogadores para eles assinarem. Esta história serve para dizer que a seguir à conferência de ontem [sábado], onde de alguma forma falei diretamente para os nossos adeptos, houve uma menina, a Diana, que me deu um desenho com o mesmo significado: 'Míster, cá estaremos para vos apoiar'. Isto é que é fundamental, as crianças já perceberam a mensagem e eu acho que os adultos também vão perceber. Este é o Benfica de apoio, o único Benfica, dos nossos adeptos, e mesmo a chover... Esta vitória é para eles! Este é o nosso Benfica e o apoio que esta equipa merece já não é jogo a jogo, agora é final a final. Acredito que, com o apoio dos nossos adeptos, vamos disputar todos os jogos como fizemos hoje."
Jogar antes ou depois dos adversários diretos
"Independentemente de jogar antes ou depois a pressão vai existir – para quem quer ser campeão, para quem está a lutar pelas competições europeias e para quem está a lutar para não descer de divisão, porque faltam 18 pontos para qualquer das equipas e para qualquer dos objetivos, por isso essa pressão é inerente a qualquer das equipas em função dos objetivos finais. O nosso é o de vencer, de ganhar, de terminar em 1.º lugar e sabemos disso. O que temos bem ciente é que dependemos apenas de nós e, fazendo bem o nosso trabalho e conquistando os três pontos, vamos andar sempre nesta posição."
Com estes adeptos somos um Benfica
"Nos próximos desafios vamos jogar com equipas que também estão a lutar pela vida, precisam de pontos para a manutenção e vão ser jogos muito difíceis, mas aquilo que eu sinto é que, seja a jogar em casa ou a jogar fora, com o apoio destes adeptos nós tornamo-nos apenas um Benfica, e é este o Benfica que eu quero e que eu desejo até ao final do campeonato."

Coisas e Loisas

  • Adel Taarabt titular pela 1ª vez com a camisola do Benfica em jogos oficiais. É apenas a 2ª participação do jogador na Liga - participou em 19 minutos do Benfica x Tondela;
  • Pizzi marca pela 11ª vez em 2018/2019. O médio iguala a 2ª melhor marca da carreira no que toca à concretização: 13 - 2016/2017; 11 - 2010/2011 e 2018/2019;
  • André Almeida marca pela 2ª vez em 2018/2019. É a 3ª época consecutiva em que o lateral chega ao par de golos pelo Benfica;
  • Penáltis de Pizzi com o Benfica: vs Arouca (2014/2015) - golo; vs V. Setúbal (2014/2015) - golo; vs V. Guimarães (2016/2017) - falhado; vs PAOK (2018/2019) - golo; vs Sporting (2018/2019) - golo; vs Nacional (2018/2019) - golo; vs Feirense (2018/2019) - golo;
  • Haris Seferovic chega ao golo número 21 em 2018/2019. Marcou em 10 das últimas 11 jornadas da Liga;
  • Haris Seferovic tem mais golos na Liga que o Feirense: Golos do Feirense: 17; Golos de Seferovic: 18;
  • Em 13 jornadas com Bruno Lage, o Benfica marcou 3 ou mais golos em 8 ocasiões: Rio Ave, Boavista, Sporting, Nacional, Aves, Chaves, Moreirense, Feirense;
  • Haris Seferović marca pela 22ª vez em 2018/2019. É o quarto bis do avançado na atual temporada;
  • Bis de Haris Seferovic em 2018/2019: Benfica 4x2 Rio Ave - Bruno Lage; Benfica 5x1 Boavista - Bruno Lage; Benfica 10 Nacional - Bruno Lage; Feirense 1x4 BENFICA - Bruno Lage;
  • Benfica regressa às vitórias, depois da derrota contra o Sporting na Taça de Portugal. Os encarnados ganharam 12 das últimas 13 jornadas da Liga;
  • Bruno Lage na Liga: 13 jogos; 12 vitórias; 1 empate; 0 derrotas; 46 golos marcados; 9 golos sofridos;
  • Melhores marcadores da Liga: 18 - Haris Seferovic; 15 - Bruno Fernandes; 14 - Bas Dost e Dyego Sousa;
  • Mais assistências na Liga:15 - Pizzi; 11 - Bruno Fernandes; 8 - Corona, André Almeida, Alex Grimaldo.

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Eintracht Frankfurt na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para as quartos-de-final da UEFA Europa League2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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2018.08.23 02:18 LarienDumbert Desabafo de uma roraimense diante das acusações de xenofobia

Como me enoja ver gente de outros estados cobrando de nós roraimenses a caridade que por três anos jorramos em cima dos venezuelanos que fugiram do Socialismo.
Quando alguém de fora de Roraima nos chamar de xenofóbos, vamos lembrar que semana passada venezuelanos mataram um homem à pauladas para roubar os tênis dele e também venezuelanos montaram uma emboscada para matar um senhor, roubar seu carro e vender as peças na Guyana.
Quando disserem que somos cruéis vamos lembrar que três semanas atrás venezuelanos agrediram as ÚNICAS médicas plantonistas da única maternidade de Boa Vista, fazendo assim com que elas saíssem assustadas para fazer um B.O e resultando em bebês mortos no ventre de suas mães.
Quando disserem que somos desumanos vamos lembrar das vezes que as marmitas entregues em TODOS os abrigos, muitas vezes, foram parar no lixo porque os venezuelanos diziam que frango e peixe eram comida pra cachorro, eles queriam carne vermelha. Cavalo dado não se olha os dentes? Esse ditado só existe pra gente.
Quando nos chamarem de covardes vamos lembrar que no HGR nós não temos preferência e que se eu estiver grávida e chegar num posto da prefeitura só vou conseguir uma consulta pra dali uns dois meses, ao passo que a venezuelana que atravessou a fronteira com um filho doente em cada braço e mais um na barriga consegue uma consulta pro outro dia. Ainda falando em grávidas venezuelanas, vamos lembrar que 40% dos partos na maternidade são de bebês filhos de imigrantes.
Quando disserem que somos bárbaros vamos nos recordar do casal de idosos que foi morto à pauladas (impressionante como eles adoram matar roraimense à paulada) por um casal de venezuelanos que tinham conseguido emprego de caseiros no sítio do casal, lembremos do senhor de Mucajaí, seu Japão, que numa festa da cidade foi também foi morto à pauladas por um venezuelano, o que foi a gota d'água para os moradores de lá, que fizeram a mesma coisa que os moradores de Pacaraima.
Quando nos chamarem de egoístas vamos lembrar que há duas semanas atrás um moleque venezuelano de 17 anos matriculado em escola estadual, tendo moradia, família e recebendo auxílio do governo, resolveu entrar em uma facção criminosa que atua no país todo e foi morto e decapitado por uma facção rival que também atua no país todo. Vamos lembrar dos venezuelanos que bateram num militar do EB porque este disse que eles não poderiam entrar bêbados no abrigo e o que fizeram? Tiraram o militar de lá, colocaram outro e deixaram os venezuelanos bêbados entrarem.
Quando falarem que somos insensíveis vamos lembrar dos moradores do bairro Caimbé que vendem suas casas à preço de banana, pois o bairro inteiro virou ponto de prostituição das "oitchenta", venda de drogas e está entregue aos arrombamentos. Meninas de 15/16 anos saem para comprar pão e são assediadas por quem passa por lá e acha que elas são prostitutas ou que entregam drogas. Já pensou você sequer poder pintar seu muro, pois de noite ele já vai tá pichado com o preço dos programas, que aliás, subiu, não é mais 80; é 100.
Quando falarem que somos irracionais vamos lembrar da dona do restaurante da Ataúde Teive que oferecendo água e comida para dois venezuelanos que apareceram chorando na porta dela quase foi morta à pauladas por eles (adoram bater na gente usando pau, impressionante).
Eu mudo de nome se aparecer alguma mulher que já foi assediada por um haitiano ou por um guyanense, e também mudo de nome se não aparecer uma roraimense que já não ouviu "gostôsssa" "delíssia" "chupa mi verga mi amor" de algum venezuelano na rua. Aliás, quem é de fora não tem a pífia noção do respeito que temos pelos haitianos e eles por nós.
Nós nem sabíamos mais o que era sarampo e, nossos muros passaram a ser adesivados com "esta casa está imunizada" para que agentes de endemias que passassem soubessem que todos ali já foram vacinados. Sem mencionar as vezes que os agentes de saúde do bairro pediam 'por favor' para nós vacinarmos. Eu me senti no Antigo Egito com o sangue do cordeiro no batente da minha porta para espantar o Anjo da Morte na hora que vi aquele adesivo no muro da casa da minha mãe. Mas eu não estava no Antigo Egito, estava num estado com 500 mil habitantes que por conta da imigração desenfreada viu em 2018 sua população atingir o número de habitantes esperado para 2040. Eu estava num estado onde vi o número de furtos, roubos, assassinatos e estupros subir de um jeito a ponto de eu deixar de amar um pouco a terra onde nasceram meus ancestrais maternos. Eu tenho medo de morar em Roraima, eu tenho medo de sair de casa depois das 21:00 ainda que seja pra ir a duas esquinas de casa comprar espetinho com farofa.
Não nos importemos com a opinião de quem não sabe nada de nós ou dos males da imigração sem freios, deixem que os grandes jornais com jornalistas safados redigindo matérias mentirosas digam que somos ímpios, enquanto eles não têm coragem de dizer que é o Socialismo de Chavez e Maduro apoiado pelo preso que eles querem como presidente que trouxe isso aos venezuelanos, e agora, os males disso aterrorizam até a nós.
Nós sabemos o que é ter um terreno invadido enquanto um socialista membro de ONG ensina os venezuelanos a dizerem ao dono do terreno que só sairão de lá com mandado. Nós sabemos o que é passar a noite inteira com dor e não ir ao HGR por medo da meningite bacteriana que isolou áreas inteiras. Nós conhecemos a impotência em vermos venezuelanos criando associação para lutar pelos seus direitos no Brasil (?) enquanto a nós, aparentemente, nos resta o medo. Nós sabemos que o número de venezuelanos é tão grande, mas tão grande que, se eles pudessem votar e algum candidato fizesse campanha SÓ para eles, ele seria eleito e entre os primeiros.
Roraima foi povoado por gente que viu no nosso pedaço de chão uma esperança para um futuro que não existia mais em sua terra natal. Roraima SEMPRE abrigou quem veio TRABALHAR ainda que não tivesse onde dormir no fim do dia. Nunca iríamos negar aos venezuelanos as oportunidades que demos aos haitianos e os brasileiros de outros estados. Meu pai saiu de São Paulo e em 1981 chegou em Roraima, casou com uma Makuxi e foi pai de duas índias. Roraima tem mais gente de fora que do próprio estado, com que direito esses apedeutas dizem que somos xenófobos se somos filhos de imigrantes que desbravaram essa terra quando tudo era só mato? Sempre acolhemos todo mundo. E por TRÊS ANOS, TRÊS LONGOS ANOS ajudamos do jeito que podíamos. Há um ditado que diz que toda caridade deve ser anônima, do contrário, é vaidade. E nada do que fizemos por eles foi por vaidade, sempre fomos um povo generoso, sempre acolhemos quem veio sem nada, sozinho, assustado. A nobreza em se pôr no lugar do venezuelano, que tanto nos cobram, nós já tivemos antes mesmo das pessoas que nos xingam conseguirem apontar Roraima no mapa do Brasil.
Não se preocupem em explicar porque não ajudamos, quando nós sabemos que ajudamos até demais, além das nossas forças. Eu lembro de matéria da TV Roraima de uma senhora no Paraviana que abrigou venezuelanos dentro de casa e o marido a chamou de louca. Também lembro que Pacaraima não tinha um homicídio há três anos e numa tarde teve dois assassinatos em plena luz do dia no meio do comércio. Quem nos julga não sabe que venezuelanos em massa já conhecem audiência de custódia, já falam que somos nós que temos que aprender espanhol e não eles o Português, e não é que estavam certos? Afinal, no edital PCRR estão pedindo espanhol para os candidatos que querem ser policiais.
Todo roraimense já sustentou a frase "mas nem todos" e todo roraimense sabe que isso não se aplica mais ao que vivemos. Já se foi o tempo que podíamos separar o ruim, doente e ilegal daqueles poucos que vieram trabalhar. E que diga-se de passagem nem estão mais em Roraima. São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro já receberam venezuelanos com nível superior, solteiros, sem filhos, sem passagens pela polícia, com cartão de vacina em dia e passaporte em mãos. O que sobrou para nós? Os doentes, os que furtam, roubam, assediam, entram no crime e, ainda há os que defendem Chavez. Eu não vi brasileiros xenofóbos em Pacaraima, eu vi pessoas cansadas, com medo, abandonadas pelo Governo Federal enquanto assistem a construção de mais um abrigo no estado ao passo que comerciantes de lá tem que dormir nos seus mercados para impedir que estes sejam arrombados.
Não demos explicações a ninguém. Ninguém sabe quantos roraimenses estão neste momento com medo, ou mutilados, ou internados depois de espancamento, ou quantos estão de LUTO por causa da imigração.
Quem é de fora e nós critica não têm envergadura moral para falar nada, nem a mais rasa e respeitosa crítica, pois nenhuma dessas pessoas teve culhão ou grelo duro (como dizem as feministas apoiadores do Lula) para apontar o nome do sistema que levou os venezuelanos à ruína ou se fez de cego e surdo quando começamos a dizer que vivíamos à beira de uma tragédia anunciada.
Nós não devemos explicações a quem fechou os olhos para os nossos males e só os abriu agora que estamos cansados. A essa gente que nos critica, mas não tece(u) nenhum comentário sobre Chavez, Maduro ou o Socialismo covarde que destruiu o país vizinho nos limitemos a dizer "vão à merda".
Daniele Custódio, 19 de agosto 20:21
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.11.18 06:16 fetus-wearing-a-suit Depois de muito tempo de ter abandonado meu aprendizagem do português, comecei escutar um pouco de música brasileira, mas tem várias coisas que não entendo bem

Acho que vou fazer um novo thread por dia por tudas as novas músicas* que vou estar escutando pelos próximos dias
Recém escutei ista música e surgiram me dúvidas: "Se você não liga não entendeu nada": Conheco os dois significados da palavra, juntar duas coisas e achar que uma coisa é importante, mas não entendo o porquê no contexto da letra
Balada é só o lugar ou o lugar com as pessoas e o álcool e tudo isso? Ou seja, a balada é uma balada se não tem pessoas? Posso fazer uma balada na minha casa? Se alguém está familiarizado com o espanhol mexicano: ¿es lo mismo que decir una peda?
"Sei que ela é mó gata": Não tenho idea de quê é isto
Entendo mais ou menos o significado de "mancada", mas alguém pode por favor me dar ums exemplos do uso da palavra ou uma explicação diferente á do dicionário?
Quê é dar uma segurada?
"Preta de quebrada"??
"Sem nunca depender de um homem pra ter minhas parada" Quê é "parada" neste contexto? E é errado que não seja plural?
*Uma menina brasileira que conheci me falou que não é comum dizer "canção", quê tão certo é isso?
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2017.10.03 05:12 frahm9 CLORETO DE MAGNESIO

CLORETO DE MAGNESIO Repassando... É sempre bom conferir, pesquisar e concluir
ELE FAZ PARTE DE MAIS DE 300 REAÇÕES QUIMICAS DO CORPO, Quem sofre de bico de papagaio, nervo ciático, coluna e calcificação pode se curar de forma perfeita, indolor, fácil e barata.
Pe. Benno J. Shorr padre jesuíta, Prof de Física, Química e Biologia do Colégio Catarinense.
Minha cura: Iniciei minha cura aos 61 anos. Dez anos antes, eu estava quase paralítico, sentia pontadas agudas na região lombar - um bico de papagaio incurável, segundo o médico. Após cinco anos, o peso virou dor e, apesar de todos os tratamentos, a dor só aumentava. Sem tardar, voltei a Florianópolis com novas radiografias e procurei um especialista. Agora já era um bando de bicos de papagaios, calcificados, duros em grau avançado.
Nada se poderia fazer. As dez aplicações de ondas curtas e distensões da coluna não detiveram a dor, a ponto de nem mais deitado eu poder dormir.
Ficava sentado, até quase cair da cadeira, de tanto sono. Providencialmente, fui ao Encontro dos Jesuítas Cientistas, em Porto Alegre e o Padre Suarez me disse ser fácil a cura com cloreto de magnésio, mostrando-me o pequeno livro do Padre Puig, jesuíta espanhol que descobriu o uso do cloreto de magnésio: sua mão era dura de tão calcificada, mas, com este sal, ficou móvel como a de uma menina.
Em Florianópolis, logo comecei a tomar uma dose pela manhã e uma à noite; mesmo assim continuei dormindo encolhido até o 20º dia; naquela manhã, porém, acordei estirado na casa, sem dor.
Mas caminhar ainda era um sofrimento. Depois de 30 dias, eu me levantei sentindo-me estranho:"Será que estou sonhando?” Nada mais me doía! Dei até uma voltinha pela cidade, sentindo, contudo, o peso de 10 anos antes.
Aos 40 dias caminhei o dia inteiro sentindo menos peso; três meses depois minha flexibilidade aumentava. Dez meses já se passaram e me dobro quase como uma cobra.
Outros efeitos: O cloreto de magnésio arranca o cálcio dos lugares indevidos e o fixa solidamente nos ossos.
Ainda mais: minha pulsação que sempre estava abaixo de 40 - eu já pensava em marca passo - normalizou-se. O sistema nervoso ficou motorialmente calmo, ganhei maior lucidez, meu sangue estava descalcificado e fluido.
A próstata, que eu deveria operar assim que tivesse uma folga nos trabalhos, já não me incomoda muito. Houve ainda outros efeitos, a ponto de várias pessoas me perguntarem: -"O que está acontecendo com você? Está mais jovem! " - "É isso mesmo".
Importância do cloreto de magn� �sio: O cloreto de magnésio produz o equilíbrio mineral, anima os órgãos em suas funções (catalisadoras), como os rins, para eliminar o ácido úrico nas artroses; descalcifica até as finas membranas nas articulações e as escleroses calcificadas, evitando enfartes; purificando o sangue, vitaliza o cérebro, desenvolve ou conserva a juventude até alta idade.
Após os 40 anos, o organismo absorve sempre menos cloreto de magnésio, produzindo velhice e doenças. Uso: dissolver 2 colheres de sopa de cloreto de magnésio (33g) em 1 litro de água filtrada.
Deve ser tomado conforme a idade: dos 20 anos aos 55 anos (1 copinho de café - 50ml); dos 55 anos aos 70 anos (1 copinho e meio - 75ml); dos 70 anos aos 100 anos (2 copinho de café - 100ml). Tomar 1 dose pela manhã e 1 dose à noite.
Quando curado, deve-se tomar o cloreto de magnésio como preventivo, isto é, conforme a idade e 1 x ao dia (noite).
O cloreto de magnésio não é remédio, mas alimento. E não tem contra-indicação.
É compatível com qualquer medicamento simultâneo.
O cloreto de magnésio põe em ordem todo o corpo e é indicado para homens e mulheres.
No caso das mulheres, ele ajuda a prevenir a osteoporose.
Artrose: O ácido úrico se deposita nas articulações do corpo, em particular nos dedos, que até incham. Isso resulta de uma falha no funcionamento dos rins, justamente por falta do cloreto de magnésio.
Depois de curado, continue com as doses normais, como preventivo.
Outros problemas: reumatismo, rigidez muscular, impotência sexual, câimbras, tremores, frigidez, artérias duras, falta de atividade cerebral, sistema nervoso: uma dose pela manhã, uma dose à tarde, uma dose à noite. Sentindo-se melhor, passar para a dose preventiva.
Onde encontrar: em farm� �cias de produtos naturais ou mesmo nas alopáticas.
O cloreto de magnésio para uso humano, tem que ser do tipo P.A . (Puro para Análise) e sua cor bem branca. É normal empedrar, mas isto não altera seu teor de qualidade. (Colaboração do Engenheiro Celso Vietro)
*Pe. Benno J. Shorr - padre jesuíta, Prof de Física, Química e Biologia do Colégio Catarinense / Sta. Catarina., durante mais de 35 anos. Faleceu em maio de 2005, no Colégio Catarinense, com 93 anos, tendo usado cloreto de magnésio por mais de 30 anos consecutivos.
Pesquisando sobre sua doença, descobriu que todos os seus males eram falta do cloreto de magnésio.
Se vc procurar no google (cloreto de magnésio) irá encontrar relatos de sua história.
FAVOR REPASSAR ÀS PESSOAS NECESSITADAS, POIS É MUITO FÁCIL DE USAR E MUITO BARATO, SEM NECESSIDADE DE GASTOS ABSURDOS COM TRATAMENTOS MÉDICOS PALIATIVOS!
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2016.11.16 17:52 popeyers Ter tudo e não ter nada... Pensamentos suicidas, fraco controle emocional, desafeto e ser um estudante fracassado!

A muito tempo me sinto mal com a situação que me encontro então farei uma descrição sobre a minha vida até aqui: Nasci em uma família bem estruturada do interior do Paraná, mas a condição que me encontro é apenas “ok”, situação financeira normal sem nada a reclamar. Poderia ter sido bem melhor se meu pai tivesse ajudado minha mãe nesse quesito. Meu pai era basicamente um pilantra; convenceu minha mãe que havia cursado Direito mas que estava difícil arranjar emprego, minha avó com sua experiência de vida sempre foi contra esse relacionamento, por isso minha mãe não teve ajuda dela para se estabelecer após se formar em Serviço Social.
Antes de eu nascer e minha mãe buscar “fugir” do controle de seus pais, os meus começam a ficar juntos, se mudaram para outra cidade e abrem pequenas empresas bem-sucedidas na área de informática (com condições financeiras invejáveis, minha mãe me conta sobre os bons carros, piscinas, etc). Meu pai era um homem muito inteligente apesar de seu caráter, tinha conhecimentos avançados na área de tecnologia, principalmente porque nesta época ela apenas estava surgindo no solo brasileiro, consequentemente falava bem inglês pois estas matérias se interligavam antigamente. Logo os empreendimentos abertos eram sobre aulas desde inglês até programação (passando por coisas mais básicas como datilografia). Como estes eram estabelecidos em cidades pequenas do interior o único com tal conhecimento era meu próprio pai, sendo este o professor enquanto minha mãe cuidava da administração, limpeza e afins. Meu pai era extremamente preguiçoso e após conquistar uma grande clientela ele parava de prestar serviço, os dois começavam a ficar mal falados e então ele obrigava minha mãe a meter o pé para uma próxima cidade, onde tudo recomeçava. Também gostaria de acrescentar que meu pai era “street smart” então ele enrolava as pessoas com discursos o que ajudou bastante essa vida de gato e rato. Pulando um pouco a história, após eles terem conquistado tal má fama que não havia mais aonde eles fugirem, decidem voltar a cidade inicial (que é onde vivo até hoje). Aqui já mal falados era impossível fazer picaretagem, meu pai passou apenas a ficar em casa mexendo no computador, enquanto minha mãe trabalhava por salários medianos, graças ao curso superior. Neste meio tempo seu primeiro filho nasce, meu único irmão. Após um ano e meio minha mãe engravida de mim, gravidez indesejada por meu pai que tenta a forçar ela a abortar (inclusive dando uma pílula adquirida sem procedência por um traficante sem ela saber, ela diz que sentiu o que aquilo era e fingiu ingerir). Minha mãe sempre foi guerreira sabe? Então quando eu nasci ela teve pessoas conquistadas por confiança que a ajudaram a ir ao hospital e fazer tudo corretamente, já que meu pai se recusava a lhe levar. Eu sou um garoto loiro, de olhos azuis e de descendência germânica. Minha mãe diz que quando ela me levou para casa e meu pai me viu pela primeira vez ele desabou em lágrimas, dizendo que era a coisa mais linda que ele havia visto, parecendo um anjo e foi logo pedindo desculpas por tudo o que fez (este ato fez ela aguentar ele mais tempo).
Na minha infância inteira meu pai apenas fingia trabalhar, chegou a alugar um escritório para jogar jogos e fazer outras coisas que nunca saberemos. Não era de beber, mas seu vício em computadores e o ódio que ele carregava por tudo fazia com que ele batesse muito na minha mãe, bater a ponto de ela ficar arrebentada e afins. Pulando um pouco mais a história um dia eu ouço eles dois brigando, o que era muito comum, eu com minha inocência já havia descoberto que se eu fosse no mesmo cômodo geralmente tudo parava; fiz isto e eles dois me mandaram eu trancar a porta de uma sala junto com meu irmão dentro e não sair de lá. Após um tempo eu não ouço mais nada, saio da sala e vejo minha mãe desmaiada no chão, meu pai disse que ela tentou colocar o dedo na tomada e tomou um choque muito grande. Este ato fez com que minha mãe fosse implorar perdão de meus avós, os quais a acolheram e providenciaram o divórcio de meu pai. A minha guarda e de meu irmão ficaram com ela. Durante todo este processo era mais comum eu sequer ver meu pai, tenho poucas lembranças desta época, deve estar tudo reprimido. Mas minha vida fora dali era muito boa, tinha diversos amigos na escola, mesmo pequeno eu era centro da atenção das garotas, lembro que minha mãe mesmo sendo abusada e tendo pouco tempo me levava com meu irmão pra passear e afins (provavelmente tentando resgatar o pouco de inocência que ainda tinha). Minha vida acadêmica era de excelência, lia muito como passatempo, principalmente aquelas enciclopédias Barsa (tínhamos toda coleção e eu lia do começo ao fim). Meu pai me aplicava provas que ele criava sobre diversos conteúdos e se eu não acertasse sofria punimentos físicos, o que me fazia estudar e aprender muito rapidamente.
Após o divórcio meu pai fugiu com tudo de valor que eles haviam construído juntos, não só isso como contraiu diversas dívidas em nome da minha mãe. Graças a isto ela teve de trabalhar dobrado então eu ficava em casa sozinho, era obrigado a lavar a casa e fazer meus afazeres. Meus avós que como disse eram financeiramente bem estruturados (minha mãe em sua infância tocava piano em casa, desenhava e esculpia muito bem, e, teve acesso a ensino superior, algo raro para uma mulher do interior na época). Passei a ficar sozinho com meu irmão, o computador e a televisão haviam ficado. No começo fazia tudo o que devia, depois de um tempo eu passei a apenas assistir televisão e mexer no computador igual ao meu pai (não sei se foi um ato para fugir da minha realidade ou apenas algo que qualquer pessoa faria). Na época também tive diversos problemas de socialização, cheguei a entrar em diversas brigas na escola, inclusive uma vez quase matei uma pessoa (isto eu tinha uns 12 anos); eu sofria bullying por um grupo mais velho eles viam me enforcar no final da aula e eu saia correndo, um dia apenas um destes garotos veio sozinho me encher enquanto eu brincava com pedras, peguei uma lajota a arremessei contra ele, acertou a testa e abriu um buraco enorme (o garoto quase morreu de hemorragia). Este era filho de uma professora, como disse eu era inteligente na época, mas esta passou a me perseguir. Lembro até hoje de ter passado em primeiro lugar em um concurso nacional sobre astronomia que pegava desde a 4/5ª série não lembro em qual estava até o primeiro ano do ensino médio (estudei incessantemente tudo o que foi repassado possível cair no teste), a professora ao receber os diplomas entregou a todos que haviam passado e eu acabei ficando sem pois segundo ela colei na prova. A partir daí eu perdi todo gosto pelo estudo, e me afundei mais ainda no computador.
Isto nos traz aos dias de hoje. Não me esforcei desde aquela época em nada, sempre passei nas matérias por ter uma capacidade que eu considero um pouco mais elevada (desculpe se estou parecendo arrogante), literalmente não entregava trabalhos ou tarefas, até hoje na faculdade deixo de os fazer. Cheguei a jogar tênis onde meu professor disse que eu tinha potencial e um físico adequado, poderia jogar profissionalmente com esforço, simplesmente faltei quase todas aulas. Cursei também violão, espanhol, alemão, natação, etc (mesma história). No terceiro ano do ensino médio meu irmão estava cursando faculdade em outra cidade, eu estudando manhã, tarde e noite (o último por curso técnico de informática). Neste ano eu entrei em depressão (tinha também ataques de síndrome do pânico) e faltei tanto as aulas que reprovei por falta, engraçado que nos exames simulados estilo Enem eu sempre estava entre os 6 melhores da turma junto com pessoas que estudavam incessantemente, mesmo assim ninguém da coordenação veio socorro de mim ou de minha mãe. Meu irmão desistiu da faculdade e voltou para nossa casa. Cursei novamente o ensino médio e passei; escolhi ensino superior em Direito após ficar em dúvida entre história e filosofia (mas não queria ser professor) ou Ciências da Computação (mesmo curso que meu irmão estava fazendo, mas me afastei da ideia por medo de ficar igual meu pai).
Continuo sendo este cara relaxado que descrevi, não consigo me suceder em nada. Os trabalhos acadêmicos de apresentação eu me dou muito bem. Mas não tenho amigos na faculdade; tive relacionamentos com algumas meninas mas eu sempre me afastava a ponto de ainda ser virgem hoje aos 20 anos de idade. Peguei recuperação em Direito Penal pois não entreguei um trabalho valendo muita nota e tendo ido mal em uma prova, tinha que decorar muitos prazos e teorias, ou seja, investir tempo algo que sabemos que não faria. Tenho chance de pegar mais uma em Processo Civil – Recursos pelos mesmos motivos, a aula de hoje me fez perceber o quanto precisava desabafar. Além do mais eu percebi que meu encantamento era pela busca da Justiça, pra quem estuda Direito sabe que é um absurdo o que é feito com o Direito Positivo brasileiro, somos quase robôs em nosso cotidiano (a área Constitucional, filosófica e histórica me interessam bem mais, o motivo pelo qual não cursei estas é a pouca flexibilidade de carreira e os baixos salários {quero ser bem visto pelos demais}). Aos términos das aulas eu tenho que esperar a van que pego para ir a cidade vizinha na faculdade, faço isso me escondendo no banheiro e assistindo youtube ou navegando no reddit. Sempre balanceio minhas faltas para não reprovar, alguns términos de aula eu saio para caminhar na cidade e volto correndo para pegar a van a tempo. Ao chegar em casa estou tão estressado com minha vida merda, minha mãe idem com a dela, que eu fico extremamente irritado e chego a xingar ou ameaçar de vez em quando, então basicamente após todo este ciclo estou virando meu pai. Me recluso novamente no computador de casa. Eu acho que as pessoas da facul me veem como um cara esquisito, sem amigos, já tentei conversar com algumas, mas geralmente eu fico como algo a não se dar muita atenção sabe? Passei a nem tentar, a única coisa que eu me dedico na vida é vaidade, como perceptível na escrita deste texto; os exercícios físicos + alguns olhares que recebo de algumas meninas são a única coisa boa do meu dia (mas as que já me conhecem me enxergam como um cara chato e param de dar bola).
Nem sei o intuito do porque escrevi este texto. Acho que no meu íntimo tenho esperança de alguém me jogar uma luz; /brasil me socorra.
TL; DR: A vida inteira sofri por consequências principalmente que meu pai me trouxe, após um tempo percebi que estou me tornando igual a ele. Aos poucos vejo o fracasso que sou e tenho medo de não conseguir mudar isto.
Edit: A todos comentando sobre a busca de um psicólogo. No momento todo dinheiro que temos vai para a educação minha e do meu irmão. Sobra algo para de vez em quando fazer academia + aulas de guitarra também de vez em quando.No ano dos ataques fortes de transtornos que tive (+ reprovação) eu busquei tratamento psiquiátrico, implorei a minha família por isto. O que aconteceu foi que minha mãe nos levou a uma terapia conjunta que buscava tratamento "no amor". Me ajudou a me reconectar um pouco com ela já que nós não demonstramos afeto um pelo outro (eu não expliquei mas todo este processo fez com que ela se tornasse provedora, nunca parando em casa). Ela só quis o melhor de mim, mas acho que se eu tivesse aquela ajuda talvez estivesse em uma situação melhor. Mas eu não quero que vocês achem que a culpo, eu sei o quanto ela é foda!
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