Casar com um homem 5 anos mais velho

gente confesso q pensava em casar com um homem da mesma faxa etaria que eu ,mas conhci uma pessoa,que imagino q seria um execelente pai para meu filho ,ele e ultra responsavel ,n tem filho ,e viajado ,tem uma estabilidade boa financeira ,so q nunca gostei de homem com muito dinheiro ,serio para mim homem com dinheiro e um problem,a eles traem ,,e as garotas ficam em cima . 5. A questão financeira. Casar-se com um homem mais velho significa, geralmente, chegar a uma casa já estabelecida, com horários, formas e limites já impostos. Em suma, ela pode incorporar-se a um lar com uma vida feita e com restrições financeiras mínimas, pois já se vive dos frutos de uma vida profissional anterior. Muita gente enxerga a fase entre os 20 e 30 anos como o momento para descobrir o que realmente gosta em vários âmbitos, como hobbies, carreiras e relacionamentos. Analise se o fato de namorar um cara mais velho vai inibir sua capacidade de fazer novas descobertas e a busca pela sua essência, coisas tão inerentes à juventude. Casar Com Um Homem 20 Anos Mais Velho. Posted on Publicado em Geral. veja mais Referência: https://www.amantevip.com. Um risco marcante em um homem de leão é a inevitabilidade de chamar atenção, característica decorrente as tuas qualidades intelectuais ou também pelo seu lado bem humorado. Conheça de imediato as informações de como ... Com todos os anos atrás dele, espera-se que seu homem esteja mais acostumado com o modo de viver dele do que caras mais jovens. Embora isso se aplique a todo tipo de relacionamento, tentar mudar um homem que é muito mais velho não seria uma coisa inteligente para fazer. 2. Aprenda a lidar com provocações 5. Você fica bem com um homem mais velho. Apesar de existir pessoas que julgam, acredite, tem mais gente do seu lado do que você imagina. Um homem mais velho sabe se portar, e isso torna o casal ainda mais bonito e apresentável (em público ou a sós). Tenho 22 anos e estou noive de um homem com 45 anos ele tem mais 20 anos que eu, tamos junto há 4 anos e temos tido muitas crises, eu quero ter filhos e ele diz que é velho demais para isso e já me mentalizei que com ele não vou ter filhos mas mesmo assim é um choque, somos muito felizes viajamos muito mas estou muito na duvida de casar com um homem 20 anos mais velho que eu, eu sou jovem ...

[Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.18 04:53 altovaliriano Nós já conhecemos Urrathon, o Caminhante da Noite?

A primeira e única menção a Urrathon é feita no último capítulo de Daenerys em A Fúria dos Reis, quando Xaro Xoan Daxos tenta convencer Daenerys a se casar com ele pela última vez antes de pedir que ela saia da cidade.
[...] Xaro soube que Pyat Pree andava reunindo os magos sobreviventes para fazer o mal cair sobre ela.
Dany riu quando ele lhe contou isso.
Não foi você quem me disse que os feiticeiros não eram mais do que velhos soldados, gabando-se vaidosamente de feitos esquecidos e capacidades perdidas?
Xaro fez uma expressão de desconforto: – E assim era naquele momento. Mas, agora? Não tenho tanta certeza. Dizem que as velas de vidro estão ardendo na casa de Urrathon, o Caminhante da Noite, velas que não ardiam havia cem anos. [...]
(ACOK, Daenerys V)
Misturados entre os diversos nomes naquele parágrafo, o nome se perde e não chama tanto a atenção. A menção a velas que não queimavam há 100 anos faz parecer que Urrathon é um habitante antigo de Qarth e que sua casa é uma instituição de renome na Rainha das Cidades, sem qualquer ligação com Westeros.
Isto até que, em 2014, o nome reapareceu em O Mundo de Gelo e Fogo, agora em Westeros. Particularmente, em uma cultura muito conhecida por dominar a arte da navegação:
Após a morte do rei Urragon III Greyiron (Urragon, o Calvo), seus filhos mais jovens se apressaram em convocar uma assembleia de homens livres, enquanto o irmão maia velho, Torgon, estava saqueando o Vago, imaginando que um deles podia ser escolhido para usar a coroa de madeira trazida pelo mar. Para decepção deles, os capitães e reis escolheram Urrathon Goodbrother de Grande Wyk. A primeira coisa que o novo rei fez foi ordenar que os filhos do antigo rei fossem mortos. Por isso, e pela crueldade selvagem que ele com frequência demonstrou em seus dois anos como rei, Urrathon IV Goodbrother é lembrado na história como Irmão Mau.
(TWOIAF, Ilhas de Ferro: Coroa de Madeira trazida pelo mar)
A menção ao "Irmão Mau" que foi escolhido rei da ausência do legítimo herdeiro das Ilhas de Ferro foi o suficiente para inflamar a especulação, enquanto que para outros a passagem veio apenas a confirmar suspeitas surgidas na leitura no quinto livro. De fato, em A Dança dos Dragões, a mesma história acima foi contada por Tristifer Botley a Asha Greyjoy, mas o nome do rei tinha outra grafia:
Torgon Greyjoy era o filho mais velho do rei. O rei era velho, mas Torgon era inquieto, então aconteceu que quando o pai morreu ele estava atacando sozinho o Mander de sua fortaleza no Escudocinza. Os irmãos não o avisaram, e em vez disso convocaram rapidamente uma assembleia de homens livres, imaginando que um deles seria escolhido para usar a coroa feita de madeira trazida do mar. Mas os capitães e os reis escolheram Urragon Goodbrother. A primeira coisa que o novo rei fez foi ordenar que todos os filhos do antigo rei fossem condenados à morte, e assim aconteceu. Depois disso, os homens o chamaram de Irmão Mau, embora na verdade não fosse parente de nenhum dos mortos. Ele governou por quase dois anos.
(ADWD, A Noiva Rebelde)
A discrepância de grafia é notória, mas nunca foi corrigida. Quase como se GRRM realmente tivesse entregado, em O Mundo de Gelo e Fogo, o disfarce fonético montado por ele mesmo em A Fúria dos Reis.
Sabemos que o Mundo de Gelo e Fogo não foi escrito diretamente por GRRM. Quem ficou a cargo do livro foram Elio Garcia e Linda Antonsson. Porém, sabemos via Elio que o problema da grafia foi deixado de lado. Nenhuma correção foi feita em nenhum dos livros. Tudo parece indicar que alguém deu com os dentes em algum momento.
De fato, quando eu vi pela primeira vez a menção a Urrathon Peake em 2018 (Fogo & Sangue, Sob os regentes: Guera e paz e exposição de gado), tive a impressão de que GRRM estava tentando fazer parecer que o nome era simplesmente westerosi, não apenas das Ilhas de Ferro. Afinal, se havia Theons tanto na família Stark quanto Greyjoy, nada impedia que homens de ferro e sulistas também dividissem nomes.
Essa cortina de fumaça, no entanto, não serviu para distrair os leitores do fato de que poderia haver um homem de Ferro em Qarth. Isso se torna mais curioso se considerarmos que na Rainha das Cidades existe uma guilda chamada Irmandade da Turmalina, conhecida por abrigar piratas. Porém, caso este pirata exilado das Ilhas de Ferro estivesse vivendo em uma casa que notoriamente abrigava velas de vidro era melhor que o homem de ferro tivesse uma bom histórico de envolvimento com magia. E quem é que tem uma história melhor do que Euron Greyjoy?
Não só a história de Urragon/Urrathon é um espelho da história de como Euron se tornou Rei das Ilha de Ferro, como ele retornou a Westeros com grandes ambições e grandes artifícios. O próprio Euron não esconde o fato de que estava nas redondezas de Qarth quando Daenerys abandonara a Cidade:
Quero abrir seus olhos – Euron bebeu profundamente de sua taça e sorriu. – Sombra da Tarde, o vinho dos magos. Encontrei um barril quando capturei uma certa galeota vinda de Qarth, que trazia também cravinho e noz-moscada, quarenta fardos de seda verde e quatro magos que contaram uma curiosa história. Um deles ousou me ameaçar, de modo que o matei e o dei para os outros três comerem. A princípio recusaram-se a comer a carne do amigo, mas quando ficaram suficientemente famintos mudaram de ideia. Os homens são carne.
(AFFC, O Pirata)
No original em inglês está “galleas out of Qarth”, que melhor transmite a impressão de que ele pudesse estar nas redondezas e não que apenas o navio provinha da cidade.
Euro também é um colecionador de artefatos mágicos. Nós vimos que ele se afeiçoou ao barril de Sombras da Tarde, alega ter tido um ovo de dragão, deu o Atador de Dragões a Victarion e também [Spoilers de Os Ventos do Inverno]tem uma armadura de aço valiriano. Ter velas de vidro consigo explica alguns estranhos acontecimentos envolvendo Euron.
Arquimeistre Marwyn explica a Samwell alguns dos poderes das velas de vidro:
Os feiticeiros da Cidade Livre podiam ver além das montanhas, dos mares e dos desertos com uma dessas velas de vidro. Podiam entrar nos sonhos de um homem e dar-lhe visões, e falar uns com os outros a meio mundo de distância, sentados diante de suas velas.
(AFFC, Samwell V)
Quando Marwyn deixa o recinto Alleras explica como as velas também podem ser usadas para rastrear alguém:
Aonde ele foi? – Sam quis saber, desorientado.
Para as docas. O Mago não é homem de perder tempo – Alleras sorriu. – Tenho uma confissão a fazer. Nosso encontro não foi casual, Sam. O Mago mandou que eu o agarrasse antes que falasse com Theobald. Ele sabia que estava a caminho.
Como?
Alleras indicou a vela de vidro com um aceno.
(AFFC, Samwell V)
Portanto, Euron-Urrathon poderiam estar usando as velas para entrar nos sonhos das pessoas e rastreando outras. Vimos em algum momento Euron fazer isso?
Quanto a rastrear, temos apenas indícios. Mas a capacidade de restreio seria essencial se Euron realemente tivesse contratado um homem sem rosto para dar fim em seu irmão. Inclusive, responderia perfeitamente como foi que Euron conseguiu chegar exatamente um dia após a morte de Balon.
Por outro lado, Euron poderia já está sondando Daenerys por meio das velas de vidro:
A perspectiva de mais um enfrentamento com Meereen a deixou se sentindo cansada. O sono veio com dificuldade, mesmo quando Daario veio, tão bêbado que mal conseguia parar em pé. Sob as cobertas, ela se jogava e se virava, sonhando que Hizdahr a estava beijando... mas seus lábios estavam azuis e feridos, e quando ele se enfiou dentro dela, sua masculinidade era fria como gelo. Ela se sentou, os cabelos desgrenhados e as roupas de cama emaranhadas. Seu capitão dormia ao seu lado e, mesmo assim, ela estava sozinha. Queria sacudi-lo, acordá-lo, fazê-lo abraçá-la, fodê-la, ajudá-la a esquecer, mas sabia que, se fizesse isso, ele apenas sorriria, daria um bocejo e diria:
– Foi apenas um sonho, minha rainha. Volte a dormir.
A masculinidade fria parece combinar com a visão que Daenerys tem na casa dos Imortais, normalmente associada a Euron, em que há "um cadáver ergueu-se à proa de um navio, de olhos brilhantes na face morta, lábios cinzentos sorrindo tristemente".
Por falar em lábios, o único personagem nas Crônicas que é descrito lábios azuis e feridos é Euron Olho de Corvo:
– Rei Olho de Corvo, irmão – Euron sorriu. Seus lábios pareciam muito escuros à luz das lâmpadas, machucados e azuis.
(AFFC, O Capitão de Ferro)
Euron virou-se para encará-lo, com os machucados lábios azuis curvados num meio sorriso.
(AFFC, O Pirata)
Portanto, diversas evidências textuais parece apontar que Urrathon, o Caminhante da Noite, é na verdade um codinome adotado por Euron Greyjoy na cidade de Qarth.
O que vcs acham?
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2020.06.03 19:22 dustobbop FUDIDÃO VOCÊ

FUDIDÃO VOCÊ NÉ CAMARADA? SONSO TONTO BURRO DESPREZADO JEGUE FUDIDO ESTUPIDO CARCARÁ SEM FAMÍLIA SEM AMIGOS DOIDO ESQUIZOFRÊNICO LEPROSO CARA DE MINGAU FIMOSE CAGADA DONA PEIDA CHUPADOR DE MIKE TYSON PERNINHA DE SARACURA FÃ DE GUNS N ROSES GAY GAY GAY GAY GAY TIM MAIA SÍNDICO ESPANTALHO DO FANDANGOS VARETA DE ARVORE VELHA PROSTITUTO DOIDO NARCISISTA LOUCO PERTURBADO AIDÉTICO DESFAMILIAR BOÇAL FEIOSO HOMEM DE INTELECTO LILIPUTIANO BAITOLA BEBUM DEBILOIDE FUDIDO DEFUNTO COCÔ OVO COZIDO FEDORENTO HOMOSSEXUAL ESCROTO IDIOTA IMBECIL MOCORONGO OTÁRIO PASPALHO RIDÍCULO VAGABUNDO XOXO PROSTITUTO PEDERASTA INFANTIL PENTELHO NOJENTO PEIDO DE VELHO DIABÉTICO NOJENTO MODRONGO LADRÃOZINHO GOSMENTO GAIATO FEIOSO DEFUNTO ENDEMONIADO SERVO DE BELZEBU CORRUPTO CHIBUMBO GOGOBOY DE VELHA NA MENOPAUSA CAGALHÃO DIARREICO BICHENTO VIADO BABACA CABELUDO BIFE DE RATO CHORUMENTO BAFO DE BUNDA JOELMA PELADA TIGRE DO CEREAL BUCETA MAGRA PEITER DO EI NERD EPISÓDIO PERDIDO DO CHAVES ACAPULCO QUICO NEGRO MASSAGEM NO SACO PAQUIDERME TREMENDO VACILÃO CHEIRA PEIDO MASSAROCA PAUZINHO DE VELHO BALANÇA BALANÇA DRIFT RODELA DE SALAME DIRETAMENTE NO RATINHONHO ESTUPIDO SAMBA CANÇÃO DE PAPAI PIROQUINHA CHEIROSA(?) OLHEIRO DO THE VOICE KIDS BANHEIRA DO GUGU AIAI TIRE O DEDO DO MEU CU BAIXISTA DA BANDA MALTA EX INTEGRANTE DO CARROSSEL CÉREBRO DE GAFANHOTO CHIP DA TIM MAMADORA DE DESENHISTA MARTELINHO DE QUEBRAR COFRE MC CAROL CHEIRINHO DE SEXO ELE ARREBENTOU MEU BOGA EU DISSE OPA AMIGÃO ÁLCOOL EM GEL PRETO DANIEL MOLO CARRINHO DOS SIMPSONS MARCOS CASTRO DE REGATA PIROCA ESTRANHA BURRA BOBA ARROZ QUEIMADO NO FUNDO HOLYFIELD OLIVER TREE DO CACETE SUA MÃE TA AQUI FALA COM ELE ALO ALO TO MAMANDO TUDO TA MÓ ZUAÇÃO TEU PAI FAZ PROGRAMA DE NOITE BOBÃO ADEUS BOÇA DE MERDA BOCETINHA DE COCÔ MOZAR ESTEVE AQUI PORRA MORDE A CABEÇA DA MINHA PICA BOBALHÃO ROBÔ DO BILSONERO RODO DE PIA ZÉ PILINTRA VENDEDOR DE BALA CEO DO SHOPPING TREM LEITOR DE OLAVO DE CARVALHO ESTRUME PEDERASTA FORAGIDO PIZZA DE ABACAXI CAGADOR SILENCIOSO JACA QUE ENVIARAM O PÉ BESTA-FERA PUTREFATA MACARTHISTA LAMBE BOTA ISSO NÃO É UMA COPYPASTA ENGRAÇADA EU CHORO CONSTANTEMENTE PANACEIA ERRADA BISCATE ARROMBADO MIL VEZES ENCOXADOR DE IDOSAS PACHOLA NARIGUDO FEDIDO A QUEIJO LAMBEDOR DE TELEFONE MENTECAPTO POLICIA DO ZAP CUZINHO LUBRIFICADO PALHAÇO PAGLIACCI MAL DIAGRAMADO SALSICHÃO DO ZORRA TRANCREVEREI O VÍDEO DO BONITO BOLO EU TENHO UM PRESENTE PRA VOCÊ UAU QUE? QUE BONITO BOLO QUE BONITAS VELAS COM A MINHA IDADE! COMPREI PRA VOCÊ, PENA QUE NÃO POSSO COMPRAR UMA COISA MAIS CARA... É QUE EU SOU UM GAROTO POBRE NÉ NÃO NÃO NÃO É O SUFICIENTE, EU TENHO UMA IDEIA QUE PODE SER UM PRESENTE DE GRAÇA EU POSSO FAZER O QUE VOCÊ QUISER DE GRAÇA... UMA PICA VAMO FUDÊ? VOCÊ É INTELIGENTE, COM CERTEZA, VAMO TRANSAR E A CENA QUE SE SEGUE É A DANCINHA DO VAQUEIRO QUE É DO CARALHOOOOOO BESTA DESALMADA FÚTIL ARROMBADA ABOBADA SEM PAI DESNATURADA PINGO DE MIJO CURVA DE PAU TORTO ADVOGADO DA GRETCHEN APATRIADO DOIDO CUIDADOR DE IDOSOS MAL AMADO LAMBE BOTA DE PM SOMELLIER DE DECEPÇÕES YOUTUBER SAPATILHA JEZEBEL TONTO DESVIADO CABELO DO THIE ROCK NA ERA LOIRA INFELIZ SATANÁS ENVIADO PRA DESTRUIR IGREJAS MORADOR DE SODOMA GLANDE FEIA CÁLICE DE PORRA CHORAM AS ROSAS BRUNO E MARRONE GORDO SAFADO MAMUTE DA TETA SUADA DESEMBESTADO JEGUE DANÇARINO DANADÃO SONIA ABRAÃO SEM MORAL EXIBICIONISTA ANCAP MISERÁVEL FARISEU PRAGA DO EGITO CRACUDO DOIDO FILHO DO ALEXANDRE FROTA ARTISTA DE FURRY POETA DA BOCA DE LIXO GALO GORDO IMPURO FILHO PRODIGO POSSUIDOR DE TRANSTORNOS SÉRIOS VÔMITO DA LOLLY PARA MENINAS BICHONA EMO BAIANO CAGA GROSSO CU DE FOSSA ORELHINHA DE JUMENTA COMEDOR DE ANÃO CUECA BOXER PEQUENOS ESPIÕES 3 BURRO CASCA FINA SACO MOLHADO BUNDA ROSA UNHA PINTADA DE VERDE DADO DOLABELLA COALA DO CARALHO JACARÉ DO É O TCHAN CARIOCA BOQUINHA DE VELUDO MOCRÉIA DEPRESSIVO FADA SENSATA CAPOEIRA MATA UM ZUM ZUM ZUM ATAQUE DOS PALHAÇO LOCO MEXILHÃO FEIO AQUI É SUA TIA QUERIDO! SE LEU ATÉ AQUI SAIBA QUE TITIA TE AMA! SACO DE MERDA COM VÔMITO DESMORALIZADO COROINHA DO QUINTO DOS INFERNOS PSICÓTICO INSONIOMANÍACO PAPETE DA M4NU G*SSAVI INFÉRTIL MEU SACO MURCHO NO FRIO IMPURO BUCETA FEDIDA DE GORDA MAL AMADA BRIOCO MAL LAVADO ÁGUA DE CHUCA DE UM VIADO COM DIARREIA CHIBUMBA CHIFRUDO DO TAMANHO DO BURJ KHALIFA TEU PAI É O ARTHUR MAMAEFALEI SEU POUCA-VALIA SEU FRALDA GERIATRICA BACURA FILHO DE UMA PISTOLA SEM BALA DESFORNICADOR EMPATA FODA GONORREIENTE DESVIADO DO CAMINHO DO SENHOR IMPIO MACHORRA MOCORONGO CEGO SURDOMUDO ANALFABETO EM LINGUAGEM DE LIBRAS PASPALHO POSTULENTO *RESPIRA MAL AMADO SULISTINHA FUDIDO JURADO DO SILVIO SANTOS PUNHETEIRO FANTASMA CHEIRADOR DESCABELADO EMPATA FODA TCHOLINHA SEM CULTURA POESIA PRA VOCÊ VIA MESTRE SKYLAB: DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. DEDO NA LÍNGUA, LÍNGUA NO DEDO, CU NA BOCETA, BOCETA NO CU. DEDO NA BOCETA, LÍNGUA NO CU, LINGUA NA BOCETA, DEDO NO CU, DEDO, LÍNGUA, CU, BOCETA TAMBÉM, BOCETA VEZES DEDOS, NOVES FORA CÚ. LÍNGUA, LÍNGUA, LÍNGUA, DEDO NO CU, DEDO DE BOCETA, LÍNGUA DO CU. DEDO, LÍNGUA, CU E BOCETA, DEDO, BOCETA, LÍNGUA E CU. GOSTOU NÉ? GOSTOU PORQUE VOCÊ É UM DESCARADO MALDITO SEM PAI MOLESTADOR DE TRAVESSEIRO INFELIZ E DIGO MAIS: SEU CARLOS BOLSONARO IMBECIL REMELENTO ROLINHA MILIMETRICA PAUZINHO MICROSCOPICO TETUDO SUA BUNDA PARECE UMA BUCETA SEU XEXEQUENTO MAU CARÁTER GOLPISTA CLONADOR DE CARTÃO SEM FUTURO SACANA RETARDADÃO NEM SUA MÃE GOSTA DE VOCE SEU CAMINHÃO DE LIXO QUE PASSA AS SETE DA MANHÃ DE DOMINGO COM OS GARIS GRITANDO CAMINHÃO DO LIXOOOOOOOOOO E TE ACORDA PARTICIPANTE DE CULTO SATANISTA PACTEIRO DE BELZEBU SUA NAMORADA TE ABANDONOU PELO SEU VÍCIO EM FILMES RUSSOS CULT SEU ZERO A ESQUERDA CURTIDOR DE KPOP U DO URUBU ABANDONADO NA FRENTE DO ORFANATO SACOLA DE MERCADO CHEIA DE BARRINHA DE CEREAL SEXTA FEIRA MUITO LOUCA POCT POCT POCT PÓ FICA DE 4 NOIS BOTA SEM (???) TREPA TREPA TREPA TREPA TREPA VIGÉSIMA SINFONIA DE BEETHOVEN FILHOTE DE HITLER BROXADÃO CRIADO POR RATOS MOGLI O MENINO BROXA SEU DROGADINHO DO CARALHO SEU PAI FUMA PRENSADO COM PÉ DE INSETO DENTRO JACK FUDIDO BOCA DE PELO SEU REVIEWER DE LETTERBOXD DINGO BEL DINGO BEL SEU PAU É MURCHO QUE NEM MEL ESQUIZOFREUD SEU TEXTOS CRUEIS DEMAIS PRA LER RAPIDAMENTE AMANTE DA POESIA DE RUPI KAPUR FÃ DO FILME HER POIS É AMIGO EXISTE UMA RAZÃO PRA SUA FAMÍLIA NÃO TE CHAMAR PRO CHURRASCO NO DOMINGO E O MOTIVO É ESSE SEU CHEIRO DE MIJO COM CEBOLA SEM PAU MURCHÃO INCEL FUDIDO ATÉ O TALO UMBIGO SALTADO PRA FORA OUVINTE DA JOVEM PAN CAUBÓI CHORÃO TU GOSTA É DE PESQUISAR POR ROLA BONITA E VERDE NO GOOGLE MAMADOR DE SHREK FUDIDO TU NÃO TEM AMOR PELA SUA PRÓPRIA INTEGRIDADE COMO HUMANO VERMEZINHO DO INFERNO EU ESPERO QUE MORRA DA FORMA MAIS INFELIZ POSSÍVEL SEU LIXO DO CARALHO VOCE VAI COMPRAR COCAINA ATRÁS DA ESCOLA E TE VENDEM MAIZENA POR 100 REAIS SEU BURRÃO BEBEDOR DE PORRA DO CARALHO SUA MÃE OUVIU BTS UMA VEZ E FALOU QUE PREFERIA QUE VOCE FOSSE QUE NEM ELES SEU DESMAMADO TETA DE VACA PIERCING NO CU VOCE CHEIRA A SALGADINHO DE PIMENTA COM PRESUNTO SEUS PAIS CHORAM NO BANHO QUANDO LEMBRAM QUE VOCE GOZOU QUANDO SUA PRIMA TE DEU UM BEIJO NA BOCHECHA VOCÊ ACHA QUE É ENGRAÇADÃO NÃO É? POIS É AMIGO NINGUÉM NUM RAIO DE 200 KM TE SUPORTA SEU ASPIRANTE A TOALHEIRO VOCÊ MERECE CASAR COM UM CACHORRO COM SARNA PRA APRENDER OS PRAZERES NÃO ESCRITOS DA VIDA, VOCÊ PENSA NISSO E FICA EXCITADO SEU DEGENERADO, VOCÊ PENSA NAS NUANCES DA NOBRE ROLA DE UM CACHORRO E NÃO MEDE ESFORÇOS PRA AGARRAR ESSE SEU PINTO MIXURUCA E COMEÇAR A SE DIVERTIR COM AS MAIORES ATROCIDADES DESSA MENTE DOENTIA, FURRO MERDA VOCÊ CORTA CARNE COM TESOURA ESCOLAR E VOCE COME O RESTO DE COMIDA QUE FICA NO RALO DA PIA SEU ESQUIZODOIDO ASPIRANTE A JACK NICHOLSON EM O ILUMINADO APOIADOR DO CHRIS BROWN ESCARNECEDOR IMPIO CAVALO DA CARROÇA DO FARAÓ FILHO PRÓDIGO MÃEFODEDOR BUNDABURACO SEU CLIENTE DA NEXTEL ANARCOCAPITALISTA IMITADOR DO PAULO KOGOS QUANDO VOCE FALA DEUS VULT SUA MÃE EVANGELICA TE METE O CHINELO SEU NAZIPARDO FUDIDO AO QUE PARECE A DEDADA NO CU QUE O PADRE SÉRGIO TE DEU 7 ANOS ATRÁS NÃO FOI SUFICIENTE POIS VOCÊ AINDA PENSA NAQUELA ENORME SALSICHA QUE ERA O DEDO ANELAR DO VELHO HOMEM, AINDA FICA FELIZ PENSANDO NO ATO REPUDIÁVEL E NOJENTO QUE ESTE CONSUMOU, VOCÊ PARECE TRAUMATIZADO E NO FUNDO SABE QUE A SOCIEDADE TE JULGARÁ INEVITAVELMENTE, TAL QUAL FAÇO NESSE EXATO MOMENTO. A MENTE DOS HOMENS É UM MISTÉRIO PRA TODA A ETERNIDADE E VOCÊ SABE DISSO MELHOR QUE QUALQUER UM; QUANTAS FORAM AS NOITES ÍNSONES QUE PASSOU ATÉ PODER SE SENTIR MINIMAMENTE BEM CONSIGO? POBRE GAROTO, VOCÊ AINDA SERÁ CHAMADO DE PODRE POR MUITOS! NÃO SE ACANHE, CÁ ESTOU PRA TE DESGRAMAR SEU MALDITO TEU PAI É GOGOBOY E SUA VÓ É STRIPPER BANANÃO QUANDO UMA MULHER TE VÊ ELA LIGA PRA POLICIA ACHANDO QUE VIU O CTULHU SUA MENTE É PERTURBADA VOCÊ VÊ FANART DE FURRY E SE MASTURBA ENQUANTO IMAGINA UMA VELHA GORDA PISANDO EM VOCÊ COM O PÉZÃO 48 DELA SEU ESCUTADOR DE MUSICAS QUE TOCAM NA C&A DOIDO BURRO SUA CARA É UMA MISTURA DE VOLDEMORT COM SMEAGOL SEU ROMANTIZADOR DE LOLITA SUA ALMA É PODRE NEM TOMANDO MIL E QUINHETAS BOMBAS VOCE IRIA FICAR FORTE MAGRELO FUDIDO FRACO MOMENTO MELHOR CENA DO HUMOR MUNDIAL E O QUE FEZ O GATO ANTES DE SAIR PRA RUA? O MORDEU E 2 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 5 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 10 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO E 20 MINUTOS DEPOIS? VOLTOU A MORDE-LO COMO SE CHAMA ISSO? REMORDIMENTO HAHAHAHAHAHAHA GOSTOU PILANTRA? NÃO CONSEGUE LEVANTAR NEM UMA FOLHA DE PAPEL SEU HITLERZINHO AFINAL ÉS TÃO HORRÍVEL QUE PARECE UMA MISTURA DE HITLER MUSSOLINI IMPERADOR HIROITO VLAD O EMPALADOR GENGHIS KHAN E AS FADAS SENSATAS SEU NOJENTO ESCUTA AQUI SEU BORBOLETINHA NA COZINHA QUE FAZ PORRA QUENTE PRA MADRINHA SEU ESCRAVOCETA FAZENDO AS COISAS POR MULHER INGRATA SEU PERNA DE PAU OLHO DE VIDRO E NARIZ DE PIKA DURA NENHUM DOS SEUS FAMILIARES QUER SER ASSOCIADO COM SUA EXISTÊNCIA MISERÁVEL E ESTÚPIDA, SEU DESCONTROLADINHO QUE BATE PUNHETA PRA RULE 34 DE AVIÃO DA BOEING QUE SOFREU ACIDENTE E AS VÍTIMAS NUNCA FORAM ACHADAS JÁ QUE ELAS ESTÃO NO OCEAN, SEU LIXO POUCA BOSTA. QUANDO VOCE VAI CAGAR A BOSTA OLHA PRA SI MESMA COM DESGOSTO POR TER SAÍDO DESSE BURACO ONDE JÁ ENTROU A BONECA BARBIE DA SUA IRMÃ MAIS NOVA, SEU PERVERTIDO DESGRAÇADO O PLANO DA NASA DE COLONIZAR MARTE NÃO É ATOA NÃO PARCEIRO, NINGUÉM AGUENTA MAIS LEMBRAR QUE VIVE NO MESMO PLANETA QUE VOCÊ, SEU CACHORRO BILLYZINHO FUGIU DE CASA E SE JOGOU NA FRENTE DE UM CAMINHÃO PRA ACABAR COM O SOFRIMENTO QUE ERA TER UM ULTRA FARO E SENTIR SEU CHEIRO DE EGIRL IMPREGNADO EM TUDO QUE É CANTO SEUS PAIS SÓ NÃO TE TROCARAM POR UM PEIXE PALHAÇO PORQUE VOCÊ NÃO VALIA NEM UM TERÇO DO NECESSARIO, E OLHA QUE ELES TENTARAM PASSAR A PERNA NO VENDEDOR, IMUNDO MERDALHEIRO ALA PERA PERA PERA LIGUEI AQUI PRA CÂMARA DOS DEPUTADOS ELES TÃO QUASE APROVANDO A LEI QUE TORNA CRIME SUA APARIÇÃO EM PUBLICO PORRA QUE LINDO VAI VIRAR CRIME VOCÊ MOSTRAR PRA ESSA CARNE CRUA MASTIGADA QUE VOCÊ CHAMA DE FACE E EU TO EXTREMAMENTE FELIZ, SÓ DE PENSAR NO CONCEITO DA EXISTÊNCIA DESSE SEU NARIGÃO DE BATATA EU ME VOMITO TODO SABIA? CHORUMOSO CAGALHADO, VOMITO A COZINHA, A SALA, OS QUARTOS, O SÓTÃO E OPA MINHA CASA TA TODA REDECORADA SÓ POR EU TER ME AVENTURADO EM PENSAR NA DESGRAÇA QUE VOCÊ É, AMALDIÇOADO DE OITO ANOS MENTAIS PIRIRIMPIRIRIMPIRIRIM ALGUÉM LIGOU PRA MIM ADVINHA QUEM É? É ISSO MESMO É O BOLA DE GOZO ELE TA VINDO TE ARREGAÇAR FILHA DA PUTA SORO POSITIVO DO CARALHO TU PEGOU AIDS COM UM ANÃO CALVO E EU SINTO PENA DO PEQUENO HOMEM POR TER QUE COMPARTILHAR ALGO TÃO ESPECIAL COM ALGUÉM TÃO ESBAGAÇADO QUE NEM VOCÊ SEU TRAFICANTE DE VIBRADOR SEM FAMÍLIA MACACO PREGO DESGRAÇADO EU ESPERO QUE VOCÊ TROPECE E ARREGACE A CABEÇA NO MEIO FIO PRA ACORDAR DE UM COMA EM 21 ANOS E DESCOBRIR QUE TODOS OS SEUS PARENTES MORRERAM CARALHOOOOO VOCÊ VAI CHORAR DIA E NOITE ENQUANTO EU TOCO O PUNHETÃO MAIS GOSTOSO NA SEPULTURA DA SUA MÃE E RIO MUITO COM ESSA LEITADA TÃO RADICAL PIOR QUE TU É GORDO NÉ MANO, MAS GORDO MEMO SEU FUDIDO FUI TE DAR UM ABRAÇO TIVE QUE ALUGAR 14 JOGADORES DE BASQUETE PRA FAZER UMA CIRANDA E CONSEGUIR FECHAR ESSA SUA CIRCUNFERÊNCIA DE PURO DESGOSTO E GORDURA ELA NUNCA VAI TE NOTAR CAMARADA, VOCÊ VAI CONTINUAR GOZANDO PRA MENININHAS ANIME E O ELA VAI TA SENDO TORADA PELO TALLL DO MANDRÁÁÀĂKĶƏ DAS QUEBRADA PENSANDO NA SORTE QUE ELA TEM DE TER ALGUÉM ASSIM ENQUANTO VOCÊ CHORA SE AFIRMANDO UM CARA LEGAL, CADA VEZ MAIS PATÉTICO AOOOOO POTENCIAL DE DAR O CU DESGRAÇADO BAITOLÃO BRINCA AQUI COM MEU SACO FILHO DE UMA CONCUBINA, QUER BRIGAS FODA? QUE TAL SUA MÃE VS DIETA? LOL AQUELA IMENSA OU SERÁ TEU PAI VS RUSSIA AQUELE BAITOLA?????? TENHO MUITO MAIS A DIZER: VOCÊ É TÃO NOJENTO QUE SEU MAIOR VÍCIO É CHEIRAR GOZO EM PÓ ENQUANTO BEBE O CÁLICE DE PORRA, SEU BEBEDOR DE GOZO DO CARALHO. MAS SABE O PIOR? É QUE É A SUA PORRA, JÁ QUE NENHUM HOMEM DEIXARIA VOCÊ MAMAR A PICA DELE CONSENSUALMENTE, SEU FUDIDO CARA DE BALÃO DO CARALHO. SUA CARA É TÃO FEIA QUE PARECE UMA ARGAMASSA DE BUCETA, LEROY MERLINZINHO DE MERDA, PARECE UM BONECO DE CERA COM ESSA MERDA DE CARA ESPINHENTA NOJENTA QUE NEM 500 LITROS DE ROACUTAN CONSEGUEM MELHORAR ESSA SUA SITUAÇÃO, ANÊMICO FILHO DA PUTA. FALANDO EM ANEMIA, PARECE VOCÊ, SEU MAGRELO ZÉ PALITINHO DE ENFIAR NO DENTE DO CARALHO, GINA COM PÊNIS SNIF SNIF MINHA NOSSA QUE CHEIRO DE IDOSO MORTO HÁ MAIS DE 3 SEMANAS DE QUEM SERÁ QUE- AH SIM! SEU SUVACO DESGRAÇADO E ESSA PIZZA DE 2 MESES QUE TU CARREGA SEU DESALMADO COMO PODE LEMBRAR DE JOGAR LOL O DIA INTEIRO E FINGIR QUE ESSE ABORTO ESMERDALHADO NÃO DORME NA SUA AXILA? NÃO EXISTE PESSOA SÃ NESSE PLANETA QUE NÃO CONCORDARIA EM TE PRENDER NUM ZOOLÓGICO. OS BABUÍNOS TE TEMEM SÓ PELO CHEIRO SEU BUCETADO QUE DESFEITA UOPA UOPA QUE ANIMAL DE TETA É ESSE QUE ESTOU VENDO? AH É, É VOCÊ SEU PORCO DO CARALHO, VOU ATÉ TE CHAMAR DE POLICIAL, FILHO DA PUTA BACON DO CARALHO. BACONZITOS. É ISSO QUE VOCE É! ALIÁS, VOCÊ TEM CHEIRO DE BACON MESMO. BACON DE UM PORCO TORTURADO DEBAIXO DO PORÃO DO CHARLES MANSON E QUE FICOU PODRE, SEU ARREGAÇADO ARGENTINO ARREGÃO. BIP BIP ALERTA DE CU BIZARRO REPITO ALERTA DE CU BIZARRO AMIGÃO VOCÊ TA PRESO DE ACORDO COM O ARTÍCULO DOZE DA MINHA PICA ALVEJANDO SUA MÃE SEU CU PARECE TANTO SUA CARA QUE EU FICO CONFUSO DE ONDE OLHAR NA HORA QUE VOU CONVERSAR CONTIGO (MEU GUILTY PLEASURE) EU TE ODEIO MAIS DO QUE ODEIO A TAYLOR SWIFT E OLHA QUE ELA ESQUARTEJA BEBÊS PRO CULTO DELA DE SWIFTERS SEU COCÔZÃO NINGUÉM TE LEVA A SÉRIO VOCÊ SE ACHA O REI DA IRONIA, BABACÃO CABEÇA DE NÓS TODOS TETA DE VÉIA FAGOTEZINHO HAHAHAHA MAS VOCÊ AINDA TA LENDO ESSA COPYPASTA??? MAS VÁ SE FUDER AMIGO TU ACHA QUE TA FAZENDO O QUE? ABSORVENDO CONTEÚDO? GASTANDO TEMPO? AMIGO INDEPENDENTE DO QUE VOCÊ ACHA, A RESPOSTA É QUE VOSSA SENHORIA É EXAGERADAMENTE BICHONA E SÓ CONSEGUE SORRIR QUANDO ENFIA UM PACOTE INTEIRO DE SALAMITOS NO CU. O TIÃO DO TRATAMENTO DE ESGOTO AINDA QUESTIONA O MOTIVO DOS TOROÇOS ANDAREM VINDO QUE NEM O PINHEAD COM OS GUERREIROS DE SALAME QUE SOBREVIVERAM AO OCRE QUE É ESSE SEU BURACÃO SEM AMOR, FALAÍ, CHUPETINHA DE COCÔ, ESSE TEU BAFO AÍ É DE QUÊ? DE BOSTA QUE VOCÊ COMEU PELO SEU FETICHE EM SCAT? DE PORRA? DE PELO DO CARALHO DO TEU PAI? AH, DEVE SER DAQUELE CADAVER DE UMA CRIANÇA QUE VOCÊ COMEU SEM NEM ESQUENTAR, SEU PSICOPATA PERTURBADO XUPISCO WHEY PROTEIN DE PIROCA. VOCÊ NÃO PASSA DE UM VIADINHO QUE AMA SENTAR NUM CANAVIAL DE ROLA E ASSISTIR FILMES PSEUDO CULT PRA IMPRESSIONAR A GAROTA DA SUA SALA QUE TEM HORROR A VOCÊ E FOGE DE TI SEMPRE QUE TE VÊ, COM MEDO DE ACABAR MORTA NUMA VALA PELO SEU OLHAR DE QUEM NUNCA VIU UMA BUCETINHA GOSTOSA NA VIDA, FRACASSADO NERDÃO. VASELINA DE ACENDER CUZINHO DE VELHO GORDO ESQUIZOFRENICO GORDO QUILOS MORTAIS DO CARALHO, URUBU LIXO. VOCÊ NÃO É NADA MAIS NADA MENOS QUE UM GRANDE TOLETÃO DE BOSTA, UM ENORME TOLETÃO DE ESTERCO, DE COCÔ, DE MERDA, DE FEZES, SEU TROGLODITA IRRESPONSÁVEL, NEM PRA SER UM OGRO DO CARALHO. PERDÃO AOS OGROS, JÁ QUE ELES SÃO LEGAIS, SHREK TÁ AÍ. VOCÊ É SÓ UM TOSCO, UM SAPO DO OLHO COSTURADO. BOM DIA PRA VOCÊ, MOTIVO DA CRIAÇÃO DESTA LEI QUE PREVÊ COMO CRIME O ATENTADO AO PUDOR, COMO VAI? ANDA SE SENTINDO BEM COM O ENORME PESO DE SER A DEFICIÊNCIA DA NOSSA SOCIEDADE? O BASTARDINHO RODELA DE FURICO COM ESPINHA? EU ESTOU AQUI PARA TE AJUDAR MEU RAPAZ, ACREDITE. VEJA POR EXEMPLO MEU DEDÃO DO PÉ DIRETAMENTE NO SEU OLHO SEU TERATOMA EM FASE ADULTA CURIÓ DO BICO AMARGO PIERCING NA TETA DA DAMARES UIUI PASSIVO AGRESSIVO UIUI PRIMEIRAMENTE VADIA DE BERMUDA, QUEM PASSA AQUI É SUA NAMORADA PASSA MAL VENDO O PEPINO DO PAPAI A AGRESSÃO FICA POR CONTA DO RABÃO DELA QUE JÁ TA ROXO DEPOIS DE ENTRAR EM CONTATO COM MINHA PÉLVIS FURIOSA MLK, FICA ESPERTO AÍ SOMMELIER DE PIROCA TORTA, JÁ QUE O DESEMPREGO TÁ AUMENTANDO E NINGUÉM VAI QUERER CONTRATAR UM XUPINGA PICA MOLE MICROSCÓPICA QUE NEM TU, SIRIGAITO DO CARALHO. VOCÊ DEVIA PARAR DE BATER PUNHETA PRA HENTAI DE CARRO TETUDO E SAIR DO SEU QUARTO, BICHO PREGUIÇA DA PORRA. AH, ESQUECI QUE VOCÊ É TÃO, MAS TÃO TOSCO QUE NEM SUA MÃE QUER OLHAR PRA TUA CARA DE RESTO DE ABORTO. LEMBRA DO SEU PARTO? NÃO NÉ SEU FILHO DA PUTA, MAS QUANDO SUA MÃE GRITOU DURANTE A CIRURGIA NÃO FOI POR DOR E SIM POR SENTIR QUE ESTAVA DANDO LUZ A UM RASCUNHO DO DIABO MAL FEITO CAGADO ESPIRRADO CHUTADO CHORADO E MIJADO. SUA CABEÇA PARECE UMA RASPADINHA DE CASPA, JÁ QUE VOCÊ NÃO LAVA ESSA IMUNDICE FAZ CINCO ANOS, CHEGA CRIOU NINHO DE RATO AÍ NESSA MERDA. QUASÍMODO FILHO DA PUTA, ESSAS COSTAS TODA TORTA VOCÊ ANDA DEITADO POR ESSA INCLINAÇÃO FUDIDA, SEU DESCOMUNGADO. AH, ME DISSERAM (COM LAUDOS MÉDICOS CONFIRMANDO) QUE VOCÊ É PORTADOR DA SÍNDROME DO BUMBUM GORDO GULOSO NECESSITADO DE PIROCA, ESSA BUNDA É UM PORTA-VIBRADOR, SÓ LEVA PIROCADA DE PLÁSTICO JÁ QUE NINGUÉM OUSA ENTRAR NESSA CAVERNA DO DRAGÃO, FEDIDA ESCURA E INFINITA. A INSPIRAÇÃO AÍKKKKKKKKK: "FILHO DA PUTA, VOU COMER SEU CU. ARROMBADO DO CARALHO, SUA MÃE ALUGA A BUCETA PRA COMPRAR FIXADOR DE DENTADURA PRO SEU PAI, AQUELE CORNO BROXA. CHIFRUDO, VOU ENFIAR MEU BRAÇO NO SEU ÂNUS E ARRANCAR SEU INTESTINO. LOGO DEPOIS VOU ENFORCAR SUA AVÓ COM ELE, AQUELA VELHA BISCATE QUE FAZ CROCHÊ PRA FORA EM TROCA DE PICA. SUAS TIAS TÊM PÊLO NO DENTE E SUA IRMÃ TEM POLENGUINHO NA VIRILHA, SEU GRANDE FILHO DA PRÊULA. SUA MÃE DAVA LEITE DA CABEÇA DO PAU DO SEU PAI PRA VOCÊ BEBER, FILHO DA PUTA. ISSO MESMO, VOCÊ TOMAVA MAMADEIRA DE PORRA DESDE CRIANÇA. POR ISSO É O RETARDADO MENTAL QUE É HOJE, SEU ZÉ BEBEDOR DE SUCO DE CARALHO. O PADRE TE BENZEU COM ÁGUA PARADA, HOJE VOCÊ SOFRE OS EFEITOS RETARDADOS DO AEDES AEGYPT QUE SE ALOJA DENTRO DO SEU OUVIDO, SEU MONTE DE ESTERCO. SEU AVÔ ARROMBADO USA FRALDA E TE OBRIGA A LIMPAR OS CAGÕES DELE COM UMA COLHER DE DANONINHO, SEU CAPACHO DO CARALHO. SUA MÃE TE FAZ DORMIR COM O REX, AQUELE CHIUAUA FILHO DA PUTA E CHEIO DE SARNA. E DURANTE A MADRUGADA O REX ABUSA SEXUALMENTE DE VOCÊ, ATÓLA A PATINHA DENTRO DESSE SEU CU PELÚDO, SEU FRACASSADO. LEMBRA DA JANDIRA, AQUELA SUA PRIMA MONOTETA ? POIS É, ENFIEI UM TACO DE BASEBALL NO CU DELA. A MÃE DELA DEU O FLAGRANTE NA GENTE E AO INVÉS DE FICAR BRAVA, PEDIU O TACO EMPRESTADO. VADIA DO CARALHO ESSA SUA TIA, SÓ PODE TER APRENDIDO COM SUA MÃE, AQUELA BISCATE. QUE ALIÁS, CONTINUA CHUPANDO O CARALHO DO ZÉ DO PACOTE, O TRAFICANTE QUE MORA AÍ DO LADO DA SUA CASA DE BARRO, SEU FILHO DUMA MACONHEIRA VAGABUNDA. O CABELO DA SUA MÃE É TÃO RUIM QUE ELA FAZ CHAPINHA NOS PÊLOS DO SOVACO E USA UM DESODORANTE COM CONDICIONADOR CAPILAR, AQUELA VELHA CARCOMIDA DESGRAÇADA. VOCÊ FOI ENCONTRADO NO LIXO, SEU MERDA. E ATÉ HOJE SUA MÃE PEDE DESCULPAS PRA DEUS PELO PEDAÇO DE MERDA QUE PARIU. ATÉ TE EMBALOU NUM SACO PRETO ANTES DE JOGAR NO LIXO, MAS VOCÊ É TÃO HORRÍVEL QUE UM MENDIGO TE ENCONTROU E QUASE TE COMEU ACHANDO QUE TU ERA UMA LAZANHA, SEU ESCROTO FILHO DA PUTA. SEU PAI VENDE CARTA DE MAGIC ROUBADA PRA JOGAR UMA HORA NA LAN HOUSE E ENTRAR EM SITE PORNÔ. DEPOIS ELE SE MASTURBA E GOZA DENTRO DO SEU TRAVESSEIRO. ISSO MESMO, AQUELA MANCHA BRANCA QUE INSISTE EM APARECER TODA VEZ QUE VOCÊ ACORDA NÃO É SUA SALíVA, SEU FILHO DA PUTA. VOCÊ SEMPRE FOI O MAIS ALOPRADO DA CLASSE. LEMBRA QUANDO ENFIARAM UM GIZ NO SEU CU ? VOCÊ FICOU UMA SEMANA CAGANDO BRANCO, PARECIA GESSO. E QUANDO VOCÊ IA RECLAMAR COM A PROFESSORA, ELA TE MANDAVA CALAR A BOCA. AQUELA VELHA SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ TEM PROBLEMAS MENTAIS, SEU RETARDADO. AÍ VOCÊ TINHA QUE CALAR ESSA SUA BOCA ENQUANTO O GIZ DERRETIA DENTRO DO SEU INTESTINO, HAHA. FRACASSADO, VÊ SE PASSA UMA GILLETTE NESSE SEU BIGODINHO RIDÍCULO. TU PARECE O MANO BROWN, PORRA. E DÁ UM JEITO NESSAS SUAS TETINHAS DE BRIGADEIRO, ELAS ESTÃO COMEÇANDO A FEDER. TODA VEZ QUE EU PASSO DO SEU LADO, SINTO CHEIRO DE CACHORRO MORTO. QUE ALIÁS, SE ASSEMELHA AO CHEIRO DA XAVASCA DA SUA MÃE, AQUELA LEITOA MALDITA. DIZ PRA ELA CONGELAR O FEIJÃO QUE HOJE EU VOU CHEGAR TARDE, SEU PUTO. SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO SE ENXERGA PORRA… VAI TOMAR NO MEIO DA ÍRIS DO OLHO DO TEU CÚ SEU FILHO DUMA VENDEDORA DE PIROCÓPTERO! SEU PAI VENDE BILHETE DE LOTERIA ESPORTIVA NA FRENTE DA SAPATARIA SEU FILHO DUMA PUTA DO CARALHO.! TOMARA Q SUA VÓ ESCORREGUE NO BOX ENQTO TIVER TOMANDO BANHO E CAIA DE TESTA NA SABONETEIRA SEU CORNO DO CARALHO.! QUERO MAIS EH QUE VC SE FODA JUNTO COM TODA A SUA FAMÍLIA AKELE BANDO DE CATADOR DE GARRAFA DO CENTRO COMUNITÁRIO.! SUA MÃE DA AULA DE MAMULENGO PROS PRESIDIÁRIOS DO CARANDIRÚ SEU FILHO DA PUTA.! SEU PAI ANDA PUXANDO UMA CARROÇA PELA CIDADE CATANDO PAPELÃO PRA DEPOIS FAZER UM PACOTÃO E VENDER TUDO POR 1 REAL! SUA MÃE ENCAPA SEUS LIVROS E CADERNOS COM SACO DE ARROZ TIO JOÃO SEU FILHO DUMA LAVADERA DO CARALHO.! SEU PAI VENDE REDE NO FAROL SEU FILHO DA PUTA.! SEU AVÔ CONSERTA PANELA DE PRESSÃO E AMOLA FACA DE PORTA EM PORTA SEU FILHU DUM PÉ DE AIPIM.! SEU PAI FAZ CARRETO DE KOMBI PORRA… CARALHO.! VAI TOMA NO CÚ SEU FILHO DA PUTA EH ESSA PORRA DESSE CARALHO ESPACIAL VUANU ATRÁS DE VOCÊ PORRA VAI TOMA NO CÚ CARALHO.! QUERO MAIS EH Q VC SE FODA E QUE A TOWNER Q SEU PAI USA PRA TRABALHAR (PERUEIRO FILHO DA PUTA) PEGUE FOGO COM VC, SUA MÃE, SUA IRMÃ, SUA VÓ E MAIS 3 CLIENTES… SEM CONTAR TBM Q QUERO Q TENHA INFILTRAÇÃO NO SEU BARRACO TODO.! QUERO Q SUA FAMÍLIA TODA SEJA VÍTIMA DUMA EPIDEMIA DE MALÁRIA E FEBRE AMARELA.! E DIGO MAIS! DESEJO QUE VOCÊ TENHA CANCER NO CÉREBRO E QUE SUA MÃE CAIA COM O CÚ NA QUINA DA MESA DA SALA.! SUA MÃE GUARDA PÉ DE MOLEQUE E SUSPIRO QUE ELA FAZ PRA VENDE EM PACOTE DE MANTEIGA CAMPESINA SEU FILHO DUMA BISCATE RAMPEIRA E SEM DONO DO CARALHO QUERO MAIS EH Q VC MORRA JUNTO COM TODA SUA FAMÍLIA PORRA CARALHO VAI TOMA NO CÚ MERDA VAI SE FUDER… FILHO DUM SACO DE ADUBO MANAH…! SEU PAI FAZ GLOBO DA MORTE DE BARRAFORTE COM SUA MÃE NA GARUPA FILHO DA PUTA.! SUA MÃE AGUENTA A TORCIDA TODA DO CORINTHIANS E DO FLAMENGO SOZINHA E AINDA PEDE BIS SEU CORNO DO CARALHO, FILHO DA PUTA! SEU PAI É FEIRANTE AQUELE CORNO VENDEDOR DE ALFACE! SUA MÃE PEDE ESMOLA JUNTO COM TEUS TIOS NA FAROL AQUELA MULAMBA DO CARALHO!…SEU MÃE VENDE AMENDOIM SEM CAMISA NO ESTADIO DE FUTEBOL SEU FILHO DUMA VAGABUNDA VADIA! SEU PAI É GAY IGUAL A VOCE SEU FILHO DUMA CADELA SARNENTA, PEGUEI ELE NA GRAVAÇÃO DO PROGRAMA DO LEÃO LOBO PARTICIPANDO DE UMA SURUBA JUNTO COM O CLODOVIL SUA BICHA ENRUSTIDA DO CARALHO!… SUA MÃE É UMA PISTOLEIRA, (E DAS BOAS) FEZ SERVIÇO COMPLETO PRA MIM E PRA MINHA GALERA, SEU FILHO DE UMA VERDADEIRA PUTA MALDITA!…SEU PAI AQUELE CORNO DO CACETE É GARI, E SUA MÃE É VARREDORA DE RUA SEU FILHO DO CAPETA!… ESPERO QUE VOCE SE FODA, MAS QUE SE FODA MESMO, E QUE VOCE SEJA ATROPELADO POR UM TREM, E QUANDO SEUS PEDAÇOS CHEGAREM NO IML, O LEGISTA AINDA COMA SEU CU HAHAHAHA, ATÉ MORTO SE TA DANDO O RABO RAPAZ… SE FODE FILHO DE UMA RAPARIGA DO MATO…SUA MÃE DIRIGI CAMINHÃO COM AS TETAS DE FORA, AQUELA VACA GORDA FILHA DA PUTA! …SEU PAI TEM CARTEIRINHA VIP NO GALA GAY AQUELE TRANSFORMISTA DO CARALHO…PORRA! VAI SE FUDE SEU NERD DO CARALHO!… VOCE NÃO NASCEU, VOCE FOI CAGADO SEU MONTE DE MERDA DO CARALHO" SÃO MITOS DA COPYPASTA AO VIVÃO SEU PASSARALHO DE MERDA, SEU CANTO É COMO O ARROTO DE UM DRAGÃO DEFICIENTE QUE FICOU PRESO TRÊS MIL ANOS DEBAIXO DO CENTRO DA TERRA E QUE SONHA EM DESTRUIR SUA ALMA, SEU ANTICRISTO LEVA-PIROCADA. ALÉM DE TUDO, É UM PAU-MOLÊNCIO QUE OUVE ANAVITÓRIA ENQUANTO SE MASTURBA PRA FOTO DE CADÁVERES RUSSOS MEQUETREFE ABESTADO PÉ FEIO RUIM TIFE CÃO SATANAS DOS INFERNOS BOBONICA FEB PRETA TAPINHA NÃO DÓI ÉÉÉÉ MEU AMIGO É ISSO AÍ EU VOU COLOCAR A LETRA INTEIRA DE SORRIZO RONALDO E VOCÊ FIQUE BEM QUIETINHO PORRA SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI SORRI, SORRI WE WILL, WE WILL ROCK YOU (É O SORRIZO RONALDO) WE WILL, WE WILL ROCK YOU (SORRI, SORRIZO RONALDO) É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO PU TA QUE PA RIU TACRACATACARACATACARACATATATATATATACARACATACARACATACARACATATATATATA TATATATA TA TA DE VOLTA É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO, ISSO NÃO É LEGAL É O SORRIZO RONALDO QUE CHEGOU QUANDO VÊ O SORRI, SORRI, SORRI, SORRI, SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO DO YOUTUBE, O MAIS PICA DO BAGULHO LÁ VEM, LÁ VEM ELAS PODE SOLTAR, PODE SOLTAR VEM MULHER, VAI QUINHENTAS FOTOS POR MINUTO PODE SOLTAR, PODE SOLTAR FUDEU! É O SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO ESSE É O SORRIZO RONALDO QUEM VAI TE TACAR A PIROCA O SORRIZO RONALDO CONVOCOU, CONVOCOU (OI) CONVOCOU (OI, OI) AÊ, GAROTO (OI, OI) É A VEZ DAS PIRANHA CARALHO! SORRIZO RONALDO SORRIZO RONALDO CARALHO! É O PICA DO YOUTUBE, ELE TÁ EMBRAZADO GERAL JÁ TÁ SABENDO QUE É O SORRIZO RONALDO KMKMKKKJJJKJMEU TU NÃO SABE O QUE ACONTECEU OS CARAS DO CHARLIE BROWN INVADIRAM SUA MÃE ESTÚPIDA DE DOIS NEURONIOS CADEIRANTES ESSA ÉGUA BEBE ÁGUA USANDO UM GARFO É REALMENTE UM VEGETAL AMBULANTE FUI PERGUNTAR SE ELA TAVA GOSTANDO DA PIROCADA ELA FALOU ABLUBLÉBLUBLÉBLUUUUUUUUUU CARALHOOOOOO ELA NÃO GEME ELA SÓ U U UUUU FUI BRINCAR DE HE MAN COM SEU VÔ E ELE TAVA COM A ESPADA DE PLÁSTICO NO CU GRITANDO QUE TINHA A FORÇAKKKKKKKKK BRINCADEIRA! ENFIEI LÁ E AMEACEI ELE COM UMA FACA DE CORTAR PÃO, GRITOU QUE FOI UMA BELEZA QUANDO EU GOZEI NO OUVIDO DELE POOOOORRAAAAAAA TAPINHA NÃO DÓI VAI LATINO ESMAGUE MINHA BUNDINHA COMO FAZIA COM SUAS ITALIANAS NA FESTA NO APÊ VAMOS LATINO EU QUERO TAPÃO DE QUALIDADE LEVANTA AÍ MACACO
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2020.05.11 05:03 altovaliriano Jon Snow (Parte 5)

Começo o texto como uma pergunta: se Jon tivesse se oposto à migração dos selvagens para a Dádiva ainda haveria motim? Em outras palavras, eu estou querendo saber se Bowen Marsh ainda tramaria contra Jon apenas com base na execução de Janos Slynt e na deserção para lutar contra os Boltons.
A reposta desta questão é necessária para entender a natureza dos acontecimentos em Castelo Negro a partir do momento em que Janos Slynt é executado. A impressão mais comum é que as decisões impopulares do Lorde Comandante vão contrariando as facções representadas por Bowen Marsh e Othell Yarwyck, até esgotar a paciência deles quando Jon Snow resolve dar batalha a Ramsay Snow.
Porém, isso não é inteiramente verdade. Eu ouso dizer que ainda haveria motim mesmo que Jon acatasse todos os conselhos de Marsh em relação aos selvagens. O problema de Marsh com o novo Lorde Comandante eram pessoais, e se tornaram ainda mais pessoais com a morte de Janos Slynt.
No final de A Tormenta de Espadas, depois de nove turnos de votação, havia apenas sete candidatos ao cargo de Lorde Comandante, mas apenas cinco com número considerável de votos. Bowen Marsh era o quinto colocado, Othell Yarwyck era o quarto. Entretanto, Yarwyck demorou mais tempo do que Marsh para começar a perder votos:
Depois da noite passada, restavam sete. Sor Denys Mallister reunira duzentos e treze penhores, Cotter Pyke, cento e oitenta e sete, Lorde Slynt, setenta e quatro, Othell Yarwyck, sessenta, Bowen Marsh, quarenta e nove, Hobb Três-Dedos, cinco, e Edd Doloroso Tollett, um. Pyp e suas estúpidas brincadeiras. Sam verificou as contagens anteriores. Sor Denys, Cotter Pyke e Bowen Marsh vinham todos perdendo votos desde o terceiro dia e Othell Yarwyck, desde o sexto. Só Lorde Janos Slynt subia, dia após dia após dia.
(ASOS, Samwell IV)
Somente depois da décima votação foi que Marsh resolveu ceder sua candidatura e declarar a apoio a ninguém menos do que Janos Slynt, justificando seu voto a partir da experiência de Slynt à frente dos Capas Douradas em Porto Real:
Foi seguido por Bowen Marsh, que se ergueu comuma mão no ombro de Lorde Slynt. – Irmãos e amigos, peço que meu nome seja retirado desta escolha. O ferimento ainda me causa problemas e temo que a tarefa seja grande demais para mim... mas não para Lorde Janos aqui, que comandou os homens de manto dourado emPorto Real durante muitos anos. Vamos todos lhe dar o nosso apoio.
(ASOS, Samwell IV)
Porém, na verdade, todos sabemos que essa experiência é apenas uma fachada, um pretexto empregado por Marsh para enfiar a palavra “Porto Real” em seu discurso. Muitos apologistas de Marsh e do motim em Castelo Negro gostam de apontar Marsh como um legítimo homem da Muralha, visceralmente contrário à Patrulha tomar partido em assuntos dos Sete Reinos.
Entretanto, essas alegações não resistem a qualquer releitura. Desde a eleição, Bowen Marsh vinha utilizando o nome de Tywin como forma de persuasão à candidatura de Slynt:
– Lorde Tywin é favorável a Slynt – disse Bowen Marsh, numa voz inquieta e ansiosa. – Posso lhe mostrar a carta dele, Othell. Chamou Slynt de “o nosso fiel amigo e servidor”.
(ASOS, Jon XII)
Que importava a um legítimo homem da Patrulha da Noite se o Trono de Ferro preferia este ou aquele candidato? Com isto não estou querendo dizer que não seja inteligente da parte de Marsh preferir o candidato que conta com o apoio do governo central dos reinos que ele jurou defender. O próprio Jeor Mormont deu o comando da primeira patrulha de Waymar Royce para “não ofender” Lorde Yohn Royce (AGOT, Tyrion III), alguém notoriamente menos poderoso do que Tywin.
Ocorre que Marsh não é Jeor Mormont. Marsh não tem a mínima vontade de se manter neutro nos assuntos dos homens. Mesmo após a morte de Tywin, Marsh continua insistindo a Jon que se oponha a Stannis:
– Eu sei o que dizem. – Jon ouvira os sussurros e vira homens se afastarem quando ele cruzava o pátio. – O que eles queriam que eu fizesse? Que pegasse em armas contra Stannis e contra os selvagens? Sua Graça tem três vezes os homens que nós temos e, além disso, é nosso hóspede. As leis da hospitalidade o protegem. E nós temos uma dívida com ele.
– Lorde Stannis nos ajudou quando precisamos de ajuda – Marsh disse obstinadamente –, mas ele ainda é um rebelde, e sua causa está condenada. Tão condenada quanto estaremos se o Trono de Ferro nos considerar traidores. Devemos ter certeza de não escolher o lado perdedor.
Não pretendo escolher lado algum – disse Jon –, mas não estou tão certo do resultado desta guerra como você parece estar, senhor. Não com Lorde Ty win morto. [...] O leão em Porto Real é um filhote, e o Trono de Ferro é conhecido por fazer homens crescidos em pedaços.
(ADWD, Jon III)
O início da resposta que Jon dá a Marsh é mais próxima do que poderíamos esperar de um homem da Patrulha da Noite. Entretanto, Jon não se limita a isso, fazendo um cálculo político até razoável, que põe tudo que Marsh falou em perspectiva.
Se fosse a intenção de Bowen apenas entrar nos cálculos do custo-benefício para a Patrulha da Noite, deveria então ter respondido a Jon que Tommen até podia ser criança, mas Roose Bolton não era, tampouco Ramsay, e ambos poderiam sentir a necessidade de intervir na Patrulha se ela continuasse a apoiar Stannis.
Contudo, Bowen não faz isso. Sua nova linha de argumento revela que ele não gosta de Stannis, porque ele é um rei herético, enquanto Marsh é fiel aos Setes (como apontei no último texto):
– Ele pode ser um menino, senhor, mas... o Rei Robert era bastante amado, e a maioria dos homens ainda aceita que Tommen é seu filho. Quanto mais eles veem Lorde Stannis, menos o amam, e gostam ainda menos da Senhora Melisandre, com seus fogos e seu sombrio deus vermelho. Eles reclamam.
(ADWD, Jon III)
Bowen Marsh não liga realmente para a Patrulha ou neutralidade política, seus problemas estão mais ligados com a quebra do status quo. E sua convicção quanto a isso é forte o suficiente a ponto de leva-lo a decisões absurdas.
Por exemplo, quando deixou Castelo Negro para ir combater o Chorão na Ponte das Caveiras, Bowen deixou como castelão Sor Wynton Stout, um cavaleiro desmemoriado com mais de 80 anos de idade, simplesmente pelo fato de que ele era o único cavaleiro ungido na guarnição:
[Jon]: – Se Marsh partiu, quem foi que o nomeou como castelão?
O armeiro soltou uma gargalhada.
[Donal Noye]: – Sor Wynton, que os deuses o protejam. O último cavaleiro no castelo, e tudo mais. O problema é que o Stout parece ter se esquecido e ninguém se apressou em lembrá-lo disso. Suponho que sou o melhor que temos agora como comandante. O mais feroz dos aleijados.
(ASOS, Jon VI)
O mesmo acontece quando ele se opõe a nomeação de Cetim como intendente de Jon, Couros como novo mestre-de-armas de Castelo Negro (ADWD, Jon VIII) ou quando inventa um desculpa para fazer com que recrutas sulistas façam seus votos no septo ao invés de diante dos represeiros na Floresta Assombrada (ADWD, Jon VII).
Nada disso foi “surgindo com o tempo”. São questões pessoais de Marsh que acompanham Marsh desde que ele desistiu da candidatura em prol de Janos Slynt. Quando Bowen se aliou ao ex-capa dourada, estava deixando claro sua oposição a Stannis (cuja intenção era deixar passar pela Muralha os selvagens “convertidos”). Após a eleição de Jon, Bowen era facilmente seu terceiro opositor mais influente, depois de Janos e Alliser.
O mesmo não acontecia com os demais candidatos. Othell Yarwick, por exemplo, que sempre aparece ao lado de Bowen para contestar as decisões de Jon, não era motivo de preocupação. Primeiro porque ele era conhecido por ser uma pessoa tratável:
[Cotter Pyke]: Othell é um seguidor, faz o que lhe dizem, e faz bem, mas não passa disso.
(ASOS, Samwell V)
Othell Yarwyck não era um homem de fortes convicções, exceto naquilo que dizia respeito a madeira, pedra e argamassa. O Velho Urso sabia disso.
(ASOS, Jon XII)
Porém, em segundo lugar, a razão principal do porquê Othell não era de longe tão perigoso quanto Marsh decorria justamente do fato de ele ter, mesmo sem convicção, apoiado Jon:
Seja como for, agora que estou aqui em pé, não me lembro por que foi que pensei que Slynt seria uma escolha assim tão boa. Isso seria como dar um chute na boca do Rei Stannis, e não vejo como é que isso nos é útil. Pode ser que o Snow seja melhor. Está há mais tempo na Muralha, é sobrinho de Ben Stark e serviu o Velho Urso como escudeiro. – Yarwyck encolheu os ombros. – Escolham quem quiserem, desde que não seja eu. – E sentou-se.
(ASOS, Jon XII)
Com efeito, Bowen Marsh era tão perigoso que conseguia angariar apoio mesmo entre os seguidores de Yarwick, como ocorreu no impasse com os Selvagens capturados por Stannis e libertados na Dádiva.
Marsh sugeriu que a Patrulha desse a oportunidade dos Selvagens voltarem para suas vilas e que os Portões fossem selados. Jon Snow concorda que o argumento é bom, mas algo lhe diz que seria uma decisão da qual se arrependeria depois, pois precisava de pessoas patrulhando o outro lado. Mas Marsh discorda, pois homens demais foram perdidos em batalha.
– Se selarmos os portões, não poderemos enviar patrulheiros – observou. – Seremos tão bons quanto cegos.
– A última patrulha de Lorde Mormont custou um quarto dos homens da Patrulha, senhor. Precisamos conservar as forças que nos restam. [...]
(ADWD, Jon III)
O que interessa neste impasse é que, embora Marsh não tenha conseguido convencer Jon e os Patrulheiros, ele consegue convencer os intendentes e até os construtores, homens de Yarwick (quem, como vimos, apoiou Jon na eleição):
[Dywen}: – Sele nossos portões e plante nossos gordos traseiros negros na Muralha, sim, e o povo livre vem fervilhando da Ponte das Caveiras ou através de algum portão que você pensou estar fechado há quinhentos anos – o velho patrulheiro Dywen declarara em voz alta durante o jantar, duas noites antes. – Não temos homens para vigiar a mais de quinhentos quilômetros da Muralha. Tormund Terror dos Gigantes e o maldito Chorão sabem disso também. Já viu um pato congelado em um lago, com os pés no gelo? Funciona do mesmo jeito para os corvos.
A maioria dos patrulheiros fez eco com Dywen, enquanto os intendentes e os construtores se inclinavam para Bowen Marsh.
(ADWD, Jon IV)
Jon levou algum tempo para decidir o que fazer com Alliser Throne (um pouco mais de 2 meses, segundo A Mais Precisa Linha do Tempo), porém deixou Marsh no cargo até o momento final. Após a eleição, Bowen se aproximara “para dizer que ficaria feliz por continuar sendo Senhor Intendente” se Jon o aceitasse (ASOS, Jon XII). Se Jon fosse um jogador político, teria nomeado Samwell ou outra pessoa próxima para o cargo, ao invés de ter o único candidato que se aliou a Janos Slynt lhe servindo.
Isso, porém, não quer dizer que Jon estivesse desatento à possibilidade de Marsh o trair.
Quando Marsh estava alegando que a Patrulha ser inimiga dos selvagens e ter feito votos neste sentido, Jon lembra que não há nada nos votos sobre isso. Diante do silêncio de Bowen e Yarwick, Jon dá ordens a cada um que concordam a contragosto. Neste momento, Jon lembra das palavras de Melisandre, indicando saber que de um deles poderia surgir um motim:
– Sim, Lorde Snow – respondeu Bowen Marsh.
E Jon pensou, Gelo, ela disse, e adagas na escuridão. Sangue congelado vermelho e duro, e aço nu. Sua mão da espada flexionou. O vento estava aumentando.
(ADWD, Jon XI)
Entretanto, isso só torna a situação mais desnecessariamente desafiadora para Jon. Ele conhecia os perigos e os riscos, e os correu sem nenhum motivo plausível. Caso ele tivesse cuidado de todos os aliados de Janos como tratou de Alliser Thorne, talvez não teria que ficar com Melisandre buzinando premonições no ouvido.
Possivelmente, Jon parou de dar crédito aos poderes de Melisandre no momento em que ela errou a previsão sobre Alys Karstark chegando na Muralha. Mas isso é assunto para a próxima parte do texto.
O que eu queria estabelecer aqui é que Bowen Marsh não deixaria passar em branco a deserção de Jon, independentemente se os Selvagens fossem mandados embora. Afinal, mesmo depois que Slynt perdeu a cabeça e Tywin estava morto, Bowen continuava a pregar a obediência ao Trono de Ferro. O mesmo Trono de Ferro que estava patrocinando os Bolton como novo Protetores do Norte, que havia legitimado Ramsay e enviado a falsa Arya para se casar com o novo Senhor de Winterfell.
Na verdade, Jon sempre imperava nos debates contra Marsh e Yarwick. Esse cabo de guerra entre Lorde Comandante, Primeiro Intendente, Primeiro Construtor e, às vezes, o Septão servia para deixar o Lorde Comandante cada vez mais dependente de seus homens do Povo Livre, até o ponto em que Jon Snow estava fazendo planos primeiro com Tormund para só depois discuti-los com seus homens.
Haverá uma parte 6.
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2020.05.09 03:01 altovaliriano Petyr Baelish é o herói trágico de ASOIAF

Texto em inglês: shorturl.at/htxCS
Autor: u/BeautifulMania
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Permita-me começar do começo.
Petyr Baelish nasceu em 268 dC, tendo 27 anos no início da A Guerra dos Tronos.
Seu pai lutou ao lado de Hoster Tully na guerra dos Reis das Nove Moedas, e a amizade deles deu a Petyr a chance de ser promovido por uma grande casa depois que ele nasceu.
A lembrança mais antiga que vemos de Petyr é quando as jovens Catelyn e Lysa lhe serviram tortas de lama, as quais ele comeu tanto que ficou doente por uma semana. Isso mostra o quão jovem ele era quando foi enviado para Correrrio, e é muito provável que suas primeiras lembranças conscientes tenham ocorrido em Correrrio.
Ele era jovem demais para perceber as diferenças entre ele e seus irmãos de criação e entender algo de hierarquia social. Ele cresceu ao lado de Cat, Lysa e Edmure como iguais.
Os Tully eram sua família e Correrrio era sua casa.
Vemos o quão influente a criação foi no relacionamento de Ned e Robert. Eles estavam mais próximos um do outro do que seus irmãos verdadeiros, e os dois encaravam Jon Arryn como pai.
Hoster era uma figura paterna para Petyr, e ele foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. Ele cresceu em um castelo idealizado, sonhando com cavaleiros das canções e amor verdadeiro, muito parecido com Sansa.
Até Peixe Negro era como um tio:
E no entanto, durante todos os anos de infância e juventude, foi Brynden, o Peixe Negro, que os filhos de Hoster procuraram com suas lágrimas e suas histórias, quando o pai estava muito ocupado ou a mãe doente demais. Catelyn, Lysa, Edmure… e, sim, até mesmo Petyr Baelish, o protegido do pai deles… Escutara-os a todos pacientemente, tal como a escutava agora, rindo de seus triunfos e solidarizando-se com seus infantis infortúnios.
(AGOT, Catelyn VI)
Quando ele e os Tully ficaram mais velhos, no entanto, as diferenças entre acabaram sendo evidentes.
Petyr, que veio do menor dos Dedos do Vale, ganhou o apelido de Mindinho, um lembrete constante de suas origens humildes, propriedades pobres e nascimento baixo.
No entanto, ele aspirava ser um Tully, como foi criado para ser. Ele era idealista e amoroso, e, apesar do apelido, acreditava que poderia superar seu baixo nascimento. Não era como se ele tivesse escolhido nascer filho de um senhor pobre. O que tornava um homem melhor do que outro, simplesmente por nascer de uma casa diferente? Aos seus olhos, nada.
Eventualmente, à medida que as crianças cresceram, as coisas começaram a mudar. Ele, Cat e Lysa brincavam de beijar, como crianças curiosas costumam fazer, e Petyr acabou desenvolvendo sentimentos por sua irmã adotiva, Catelyn Tully.
Ele se apaixonou por ela e, mais tarde, quando os senhores Bracken e Blackwood vieram visitar Correrrio, ele e Cat passaram a noite dançando. Petyr e Edmure ficaram bêbados naquela mesma noite e ele tentou beijar Cat. Quando ela rejeitou seus avanços, vemos como ele ficou arrasado aqui:
e Petyr tentou beijar a sua mãe, mas ela o afastou. Riu dele. Ele pareceu tão magoado que eu achei que o meu coração fosse estourar, e depois bebeu até perder os sentidos em cima da mesa. Tio Brynden levou-o para a cama antes que meu pai o encontrasse naquele estado.
(ASOS, Sansa VII)
Foi quando ele foi estuprado por sua outra irmã adotiva, Lysa Tully. Ele foi arrastado para a cama, bêbado demais para andar, muito menos para dar consentimento. Lysa então entrou em seu quarto e o confortou. Um jovem Petyr, em sua confusão bêbada, acreditava que ela era Cat e confessou seu amor por ela.
Lysa acabou engravidando desse encontro, algo que abordarei um pouco mais adiante.
Alguns meses depois, quando Petyr tinha apenas 14 anos, ele descobriu que Cat se casaria com Brandon Stark, de 20 anos.
Agora, tente imaginar as coisas da perspectiva de Petyr. Ele ama Catelyn, e devido ao seu encontro bêbado com Lysa, crendo que ela era Cat, acreditava que ela também o ama. Agora aqui vem este homem mais velho do Norte selvagem, conhecido como o lobo selvagem de sangue quente, para roubar Cat contra sua vontade. Foi um casamento arranjado, e até sabemos que Catelyn não amava Brandon, mas estava simplesmente cumprindo seu dever.
Bem, Petyr foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. A família vem antes do dever, e Cat não era apenas sua família, mas a família que ele acreditava erroneamente que o amava como ele a amava. Ele acreditava que tirara a virgindade de Cat e, portanto, tinha que proteger sua honra.
Então, ele fez o que achava certo e desafiou Brandon - apesar da grande diferença de idade e da capacidade física - a um duelo tanto por Cat, quanto por ele mesmo.
Antes do duelo, Petyr pediu a Cat seu favor, ainda acreditando que ela o amava. Como sabemos, ela o recusou e deu a Brandon, pois era seu dever. E Edmure, o garoto com quem havia sido criado como irmão, se ofereceu para ser o escudeiro de Brandon. Dois de seus familiares mais próximos, a quem ele amava, escolheram um estranho a ele, e ainda assim ele lutou.
Aquela luta terminara quase tão depressa como começara. Brandon era um homem-feito, e empurrou Mindinho ao longo de toda a muralha e pela escada da água abaixo, fazendo chover aço sobre ele a cada passo, até deixá-lo cambaleando e sangrando de uma dúzia de ferimentos. “Renda-se!”, ele gritou, mais de uma vez, mas Petyr limitara-se a balançar a cabeça e continuou lutando, carrancudo. Quando o rio já lhes batia nos tornozelos, Brandon finalmente acabou com a luta, com um golpe brutal dado por trás que cortou a malha e o couro de Petyr e se enterrou na carne mole sob suas costelas, tão profundamente que Catelyn teve certeza de que a ferida era mortal. Ele a olhara ao cair e murmurara “Cat”, enquanto o sangue vermelho vivo brotava por entre os dedos recobertos de cota de malha. Catelyn julgara que tivesse esquecido aquilo.
(AGOT, Catelyn VII)
Apesar de ter sido espancado quase até a morte, Petyr nunca desistiu de tentar salvar a mulher que amava. Ele era idealista e sonhador, novamente, exatamente como Sansa.
Esse duelo foi a última vez que ele viu o rosto de Cat (até o começo da história dos livros). Ele enviou uma carta para ela depois, mas ela apenas a queimou sem ler.
Ele ficou tão machucado que não podia andar nem montar a cavalo, e, mesmo assim, o homem que ele via como pai o expulsou de sua casa em uma ninhada liteira antes mesmo de estar completamente curado.
Mas o duelo foi realmente a razão disso?
Gostaria de passar a vida naquela costa desolada, rodeada de mulheres porcas e cocozinhos de ovelha? Era isso que meu pai queria para Petyr. Todo mundo pensou que foi por causa daquele estúpido duelo com Brandon Stark, mas não é verdade.
(ASOS, Sansa VII)
Hoster descobriu a gravidez e providenciou o aborto da criança.
O pai disse que eu devia agradecer aos deuses por um senhor tão grande como Jon Arryn estar disposto a me aceitar manchada, mas eu sabia que era só por causa das espadas. Tinha de me casar com Jon, senão meu pai iria me expulsar como fez com o irmão, mas era a Petyr que eu estava destinada. Estou lhe contando isso tudo para que compreenda como nos amamos um ao outro, quanto tempo sofremos e sonhamos um com o outro. Fizemos juntos um bebê, um precioso bebezinho. – Lysa encostou as mãos na barriga, como se a criança ainda estivesse ali. – Quando o roubaram de mim, prometi a mim mesma que nunca deixaria que voltasse a acontecer.
(ASOS, Sansa VII)
Petyr perdeu sua família e sua casa por engravidar Lysa, depois que ela o estuprou.
De uma só vez, enquanto estava à beira da morte, Petyr perdeu a mulher que amava, sua irmã adotiva, seu tio adotivo, foi traído por seu irmão adotivo, foi expulso de sua casa pelo homem que via como pai. Ele perdeu tudo o que já havia conhecido ou amado. E por que? Por tentar fazer o que ele achava certo e por seguir os ideais com os quais foi criado como Tully.
Todo mundo acredita que seus problemas decorrem de seu amor não correspondido a Cat, mas é muito mais profundo do que isso. Ele perdeu tudo e foi banido do único lugar ao qual sentia que pertencia.
Essa perda devastadora do mundo acaba transformando o Petyr idealista em Mindinho, mas Mindinho é uma máscara necessária.
Petyr Baelish é um herói. Sua história é o conto clássico do oprimido lutando contra a elite corrupta. Um garoto pobre e humilde, pequeno em estatura e desprezado a vida inteira. O amor de sua vida foi arracando dele contra seus desejos por um homem mais poderoso e rico. Um homem que pertencia a uma casa selvagem do norte que detém o domínio de mais de dois terços de Westeros.
Depois que ele testemunha a natureza feia da cultura Westerosi e o sistema que a governa, o jovem Petyr Baelish decide minar e destruir o sistema social distorcido que favorece o nascimento e a crueldade acima do mérito e da bondade.
Através de muito trabalho e planejamento cuidadoso, ele sobe a escada social passo a passo, enfrentando uma elite de classes mais altas muito mais afortunada do que ele.
Uma verdadeira réplica de Davi vs. Golias.
Petyr Baelish, como o clássico herói dos contos de fadas, acaba por acabar com o malvado rei Joffrey.
O próprio Joffrey é uma pura manifestação de quão falho é realmente o sistema Westerosi. Ele representa tudo o que Petyr Baelish despreza. Ele era uma criança cruel e incompetente, mas foi colocado no comando de todo o reino simplesmente por ser seu "direito de nascença".
Enquanto haja um sistema que permita que isso aconteça, o reino nunca poderá realmente prosperar. Um líder deve ser alguém que conquiste sua posição, não alguém que simplesmente tenha o direito a ela.
E assim todo o sistema deve ser destruído e reconstruído.
Esse fardo é pesado, mas alguém precisa dar um passo à frente e suportá-lo. Alguém tem que mudar a maneira como as coisas são, porque simplesmente não podem continuar como estão. Será difícil, haverá sacrifício, inocentes sofrerão no processo, e o homem que carrega esse fardo pode ter que abrir mão de sua própria alma para seguir em frente, mas esse é o preço de um mundo melhor, e Petyr Baelish está pagando. Para todos nós.
Petyr Baelish é o Proxeneta Que Foi Prometido e o verdadeiro herói de As Crônicas de Gelo e Fogo.
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.01.24 03:41 altovaliriano O futuro de A Espada Juramentada

Como explicado no texto anterior, o tom subliminar no fim de A Espada Juramentada é sinistro. O casamento entre Rohanne e Eustace é repleto de desvantagens e potenciais tragédias, mas até o momento desconhecemos as consequências da solução inortodoxa de casar Webber e Osgrey. Porém, talvez possamos estabelecer algumas projeções para o futuro com base nos indícios obtidos em outros livros.
É consenso entre o fandom de As Crônicas de Gelo e Fogo que Rohanne Webber se tornou Rohanne Lannister ao casar-se com Gerold Lannister, o que faz dela a avó de Tywin Lannister. Embora essa conexão nunca tenha sido feita em qualquer livro (nem mesmo no Mundo de Gelo e Fogo), a completa escassez de outras Rohannes em todo o cânone das Crônicas nos permite inferir isso através de pura lógica.
De fato, o interesse de Gerold Lannister em Rohanne Webber não é uma especulação de fã. É uma especulação feita pelos próprios personagens de Dunk & Egg, durante a análise dos pretendentes de Rohanne:
[...] Cleyton Caswell e Simon Leygood têm sido os mais persistentes, embora pareçam mais interessados nas terras do que na pessoa dela. Se eu fosse dado a apostas, colocaria meu ouro em Gerold Lannister. Ele ainda tem que aparecer por aqui, mas dizem que tem cabelos dourados e é rápido de raciocínio, e tem mais de um metro e oitenta...
– ... e a Senhora Webber é muito ligada às cartas dele. – A senhora em questão estava parada na porta, ao lado de um jovem meistre desajeitado, com um grande nariz adunco. – Você perderia a aposta, cunhado. Gerold nunca vai deixar voluntariamente os prazeres de Lannisporto e o esplendor do Rochedo Casterly por alguma pequena propriedade. Ele tem mais influência como irmão e conselheiro de Lorde Tybolt do que jamais poderia esperar ter como meu marido. [...]
(A Espada Juramentada)
Neste diálogo temos evidências de que, por algum motivo, Gerold e Rohanne se correspondem e que há atração entre ambos, mas que Rohanne não acredita que o segundo herdeiro Lannister tenha interesse o suficiente para desposá-la, enquanto que seu cunhado pensa o contrário.
Portanto, quem nos introduziu à ideia de que Gerold poderia aparecer a qualquer momento para tomar a tantas vezes viúva Webber para si foi o próprio GRRM. Assim, não é de se espantar que o fandom tenha pulado direto ao assunto quando viu o nome de Rohanne (sem o sobrenome) ter sido citado como “amada segunda esposa” de Gerold Lannister.
Este tipo de conclusão nos leva a mais perguntas: Quando Alysanne e Eustace morreram para que Gerold e Rohanne tenham ficado livres para que Lannister e Webber pudessem se unir? O que aconteceu com Fosso Gelado depois que Rohanne foi morar em Rochedo Casterly?
Mas O Mundo de Gelo e Fogo não encerra as esquisitices envolvendo Rohanne com seu casamento e filhos. Também ficamos sabendo que a Viúva Vermelha “desapareceu em circunstâncias misteriosas em 230 d.C., menos de um ano depois de dar à luz o quarto e mais jovem filho de sua senhoria, Jason” (TWOIAF, As Terras Ocidentais: Casa Lannister sob os dragões).
Assim, os mais interessantes personagens secundários de A Espada Juramentada parecem fadados ao mistério, o que acrescenta mais uma pergunta à lista anterior “O que levou ao desaparecimento de Rohanne?”. Para tentar entender o que aconteceu a cada um deles precisamos ir respondendo perguntas em ordem.

A morte de Alysanne Farman

Não sabemos quando Gerold e Alysanne se casaram. Apenas sabemos que Gerold estava solteiro e era contado entre os pretendentes de Rohanne em 211 DC (ano em que se passa A Espada Juramentada). Não há como saber se ele nunca havia se casado ou já era viúvo de Alysanne.
Há entre o fandom uma impressão de que ele já era viúvo, decorrente de a Wiki of Ice and Fire afirmar (sem qualquer evidência) que Alysanne teria morrido “em ou antes de 211 DC”. Da minha parte, as menções aos “prazeres de Lannisporto e o esplendor do Rochedo Casterly” me deu a ideia de que Gerold sequer havia se casado pela primeira vez e estava aproveitando a solteirice. Porém, quem pode dizer ao certo? Certamente não eu.
O certo é que Alysanne teria que ter morrido antes de que Gerold desposasse Rohanne. Sabendo que Tytos Lannister nasceu em 220 DC, seus irmãos gêmeos mais velhos Tywald e Tion teriam que ter nascido ao menos no ano anterior, 219 DC. Dessa forma, a primeira esposa de Gerold não poderia ter morrido depois dessa data.

A morte de Eustace Osgrey

Assim como Alysanne, Eustace Osgrey não poderia ter morrido após 219 DC, pois, caso contrário o nascimento de Tywald e Tion seria absolutamente impossível. Porém, para Eustace, morrer no ano de 219 DC teria mais significado do que para Alysanne, uma vez que foi neste ano em que teve início a Terceira Rebelião Blackfyre.
De fato, diante de tudo que presenciamos, seria natural que pensássemos que, por melhor que ele tenha se saído como consorte de Rohanne nos anos seguintes aos eventos de A Espada Juramentada, ele voltaria a se unir aos Blackfyre se houvesse nova chance. Afinal, Eustace é um homem de mais de 50 anos, leal e teimoso. E cães velhos não aprendem truques novos.
Uma vez que Dunk & Egg provavelmente lutaram durante a Terceira Rebelião, talvez veremos Sor Eustace novamente em uma futura novela de Dunk & Egg.
A nova derrota poderá significar sua execução e talvez até alguma culpa possa resvalar em Rohanne. Dentro desta hipótese Gerold poderia casar com Rohanne para evitar sua morte. Mas ela também pode simplesmente ficar disponível diante da viuvez, livre de qualquer responsabilidade sobre os atos de Eustace.
Voltaremos a explorar ambas as hipóteses a seguir. Por enquanto basta entender que Eustace não poderia ter morrido depois de 219 DC e seria muito pertinente que ele morresse naquele ano, no contexto da Terceira Rebelião Blackfyre.

Fosso Gelado após o casamento de Rohanne com Gerold

É de se imaginar que o casamento de ambos resultasse na ascensão do primo Wendel Webber à condição de Senhor de Fosso Gelado. Afinal, cogitar que Rohanne simplesmente acumularia o título de Senhora de Fosso Gelado e Rochedo Casterly parece um pouco forçado.
Porém, a continuidade e sucessão do poder dos Webber sobre Fosso Gelado dependeria de sua lealdade Trono de Ferro (lado vencedor de todas as Rebeliões Blackfyre). Assim, assumindo que os Webber-Osgrey não tivesse se aliado aos Blackfyre, ou ao menos que os Webber não levassem a culpa por atitudes de Eustace na Terceira Rebelião, o controle dos Webber sobre Fosse Gelado estaria seguro.
Entretanto, como dito acima, seria muito pertinente que Eustace tivesse participado da Terceira Rebelião apoiando os Blackfyre com o poder de Fosso Gelado. Neste hipótese, quando a derrota viesse, a reincidência de Eustace custaria sua vida e a participação dos Webber custaria seus domínios.
Dessa forma, a Casa Webber perderia seus prestígio e bens e Rohanne, viúva pela quinta vez, seria absorvida para a Casa Lannister, por um homem que manteve-se interessado por ela ao longo os anos, Gerold.
Pode parecer que eu estou especulando livremente sobre este assunto, mas na verdade estou tentando desenhar uma linha entre dois pontos soltos. O primeiro ponto solto é a proximidade da Quarta Rebelião com todas as datas estimadas acima. O segundo ponto solto é a existência de um suposto integrante da Casa Webber na companhia mercenária Soprados, quase 90 anos depois:
O Príncipe Esfarrapado continuou como se ninguém tivesse falado.
Webber, você sonha reivindicar as terras perdidas em Westeros. Lanster, eu matei aquele menino pelo qual você era tão afeiçoado. Vocês três, dornenses, acham que menti para vocês. A pilhagem em Astapor foi muito menor do que prometeram para vocês em Volantis, e eu fiquei com a parte do leão.
(ADWD, O Soprado pelo Vento)
Assim, me parece que a Terceira Rebelião Blackfyre seria o momento ideal para que essas terras fossem perdidas. O que faria do mercenário Webber um provável descendente do primo Wendel.

O desaparecimento de Rohanne

Este é o evento futuro mais comentado entre os leitores. Especialmente porque as circunstâncias foram expressamente chamadas de “misteriosas”. Pessoas normais entenderiam que isto seria um sinal de que GRRM vai guardar segredo até quando puder. Mas fandoms não são feitos para pessoas normais.
Não surpreende, portanto, que a especulação mais disseminada seja a mais absurda. Em resumo, alega-se que Rohanne fugiu de Rochedo Casterly para se unir aos Blackfyre, assumiu o nome de Calla e se casou com Aegor Rivers, o Açoamargo. Na verdade, postula-se que Rohanne sempre foi a filha de Daemon, só estava sendo criada pelos Webber sob disfarce.
Obviamente nenhuma parte dessa teoria suporta qualquer tipo de auditoria. Desde as datas de nascimento até a idade de Rohanne quando ela teria fugido para se casar. Com 44 anos de idade, seria difícil que ela tivesse produzido um herdeiro para Aegor. Infelizmente, essa crítica perde força quando levamos em conta que, em 2018, GRRM disse que Açoamargo não teve filho algum. Portanto, seu relacionamento com Calla não era marcado pela busca por um herdeiro.
No final, eu acho que GRRM não deixou indícios o suficiente para sequer formularmos um hipótese.
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2020.01.20 17:31 Gab8786 A PIOR SOGRA DO MUNDO. Me livrei, mas doeu.

Considerações:
Primeiro: eu juro que isso não é fanfic. Eu vivi isso, acredite ou não.
Segundo: primeiro post que envio para o turma-feira, ah que emoção. Recentemente seus turma-feira's têm sido meu melhor passatempo, gratidão imensa por fazer meus dias melhores.
Terceiro: Minha vida amorosa é uma tragédia (não a nível de Shakespeare, mas é quase), te contarei apenas um dos casos. Se você gostar, quem sabe eu te conte mais outros...
Provavelmente você terá que fazer um vídeo inteiro sobre isso. Vamos lá.
(Os números e nomes aqui estão trocados. Não mostre isso no vídeo, ok editor?)
Aconteceu em 2014.
Conheci Micaela, a namorada com quem eu casaria se existissem condições. A gente combinava em tudo. Em todas as conversas tínhamos uma harmonia ímpar, gostávamos de estar juntos em todos os momentos, não tínhamos divergência de pensamentos políticos ideológicos (eu nem ligava pra isso na época), ela gostava de muitas coisas que eu gostava, se esforçava pra gostar de outras e eu fazia assim com ela também. Era muito bom estar junto dela.
Eu andava 3 km a pé pra ver ela e valia muito a pena(não existia Uber na minha cidade ainda, mas mesmo que existisse eu iria a pé pq eu n tinha grana, e ela gostava de mim mesmo assim, o que prova a veracidade dos sentimentos dela).
Ela frequentava minha casa algumas vezes, meus pais amaram ela, fez amizade com meus irmãos mais novos, ela jogava videogame comigo. Era um sonho.
Só havia um problema. Dona Gertrudes, a mãe dela. Ah, Dona GERTRUDES... Como posso te explicar, Luba... Imagina uma mulher religiosa ferrenha com uma moral do século 18. Eu não sabia disso até então. Pelo visto nem Micaela sabia que a mãe poderia chegar a um nível tão ABSURDO no final da história. Micaela apenas dizia que não podíamos subir pro quarto dela porque a casa estava bagunçada devido a uma reforma, e a mãe queria me conhecer primeiro (com o tempo), ou que ao menos eu assumisse namoro antes que eu pudesse frequentar lá em cima. Tudo bem? Tudo bem. Não sou acostumado com cerimônias, mas tudo bem.
Isso fazia com que tivéssemos que transar dentro do banheiro do prédio dela(Sim, nos primeiros dias já estávamos apaixonados a esse nível). Tinha uma câmera em frente à porta, mas a gente ligava o foda-se e entrava mesmo assim.
Aí você se pergunta: porque não na minha casa, no meu quarto? Bom, eu dividia meu quarto com meus irmãos. Nosso AP. Era pequeno, apenas 2 quartos. Seria constrangedor, muito embora, algumas vezes considerarmos essa possibilidade mantendo meus irmãos fora, mas era difícil.
Alem disso, dona GERTRUDES não deixava Micaela vir pra casa de um amigo sem mais nem menos. Ela não deixava eu entrar na casa dela, porque ela deixaria a filha entrar na casa dos outros?(Lógica dela). Então as vezes, quase nunca, ela ia escondido pra minha casa. Portanto, o banheiro, quase sempre, era nossa única opção (lembrando, eu não tinha grana pra Uber, imagina pra motel).
Chegou o momento que a gente se cansou disso (3 semanas depois) e resolvemos assumir logo esse namoro. Dona GERTRUDES quis marcar um jantar para perguntar quais as minhas intenções com a filha dela. SIM, não era o pai que queria perguntar isso, afinal ela era....... MÃE SOLTEIRA. SIIIIIIIIM, LUBA, MÃE SOLTEIRAAAAAAAAAA. Pegou raiva né? Saiba que não é nada perto do que vc vai sentir.
Então o dia do jantar chegou. A mãe veio com a famigerada pergunta e eu armei um discurso todo fofinho... "Eu quero amar e respeitar sua filha, quero conhecê-la a fundo, saber dos seus desejos e sonhos de vida, quero aprender com ela e ensinar tbm" pra que que eu disse "quero aprender com ela"? Ela já deu sua primeira patada: "Espera um pouco... Aprender com ela? Minha filha não é professora de ninguém não!"
Eu comecei a dar risada achando que era zueira, mas eu via cada vez mais que não. Que ela estava falando sério mesmo.
"Que absurdo, num relacionamento ninguém ensina nada a ninguém não, tem que estar todo mundo maduro o suficiente sabendo das coisas da vida, e o homem é quem toma a frente e quem sabe mais das coisas, porque é o chefe da família! Se você assume essa postura você é um bunda mole, e eu não quero minha filha casada com um bunda mole. CASADA, sim porque você sabe que um namoro é um preparativo para um casamento. ALIÁS, sexo, nananinanão. Só depois do casamento. Entendeu, senhor Matheus? Aliás... Quantos anos você tem mesmo?"
"19..."
"Pois é. Você que é mais jovem não deveria casar com uma pessoa 6 anos mais velha que você. (Sim, ela tinha 25 anos) Ela tem que se casar com um cara mais velho, com condições de formar uma família. Você trabalha? Você tem uma casa própria? Não. Então eu não acho que você deveria namorar minha filha, mas eu não vou estragar isso no dia da inauguração desse namoro né? Eu abençoo vocês mas com a condição de que você deve assumir essa responsabilidade."
E eu: "Tudo bem."
Sim, Luba eu deveria ter terminado alí, mas eu gostava tanto de Micaela, e eu achava aquilo ridículo demais para ser verdade, além disso eu não sou um cara de se jogar fora, eu não ia deixar que ela me considerasse um cara qualquer, eu fazia faculdade de Medicina na Federal, tinha educação de moral elevada de berço, iria provar meu valor, mas foi muita falta de amor próprio da minha parte. "Deve ser só pressão" eu pensava... Aham... Vai achando!
Os meses foram passando, e eu ainda não podia entrar no convívio da casa de Micaela, e ela ficava cada vez mais ausente, e me dizia por whatsapp que a mãe estava vigiando ela, não deixou mais ela sair de casa por um tempo, até que, quando chegou no sétimo mês, ela me revelou que Dona GERTRUDES não quer mais que ela se encontrasse comigo. E eu "WTF???"
Eu comecei a xingar a mãe dela dizendo ainda "como ela pode controlar tanto assim a filha de VINTE E CINCO ANOS? Micaela, você tem que tomar a independência para sua vida! Não deixe sua mãe te controlar assim! É muita imbecilidade da parte dela."
"Matheus eu ainda não me formei, não tenho condições de construir uma vida sozinha, e apesar de tudo ela é minha mãe, e eu não quero viver brigada com ela!"
"E eu, tudo bem... Como que a gente faz então? Se encontra escondido?"
"Parece ser a única opção né."
Assim fizemos por algumas vezes até o dia que eu fui para o prédio dela escondido. Ela estava fazendo um projeto da faculdade sozinha. Dona GERTRRRRRUUUDES viu pela câmera do prédio e desceu.......................
Eu nunca fui tão humilhado na minha vida.
"O QUE VOCE ESTA FAZENDO AQUI? Eu já não falei pra você não ver mais a minha filha? Você é um imprestável, você não é suficiente para minha filha, você é um qualquer e minha filha merece muito mais. Você é jovem e vai viver muita coisa ainda, vai conhecer muita gente e se relacionar. E se um dia trair minha filha? O que eu faço? Não importa a idade dela ela sempre será minha filha e se você for a causa do sofrimento dela eu n sei o que eu faço com você. Eu sei porque eu vivi isso. Ok? Além disso, você acha que eu não vi vocês dois pela câmera quando entravam no banheiro? Eu vi você falando mal de mim pelo whatsapp da minha filha, alem das fotos dela pelada! Eu fiquei tão chocada com isso que eu não permito mais vocês dois juntos, vagabundo. Saia daqui, vai para sua casa, eu já falei com o condomínio para não permitir mais sua entrada aqui. Não fale mais com minha filha. Está avisado.".
Enquanto isso Micaela morria de chorar pedindo para a mãe não fazer isso e ela estava irredutível. Não me permitiu falar nada. As duas subiram. E eu andei 3km de volta pra minha casa com o coração destruído. Achando que tudo tinha terminado.
Cinco dias depois me liga Micaela dizendo que disse a mãe que ia na casa da amiga Jéssica que morava perto de mim algumas quadras, mas estava vindo para minha casa para conversar comigo, dizendo que não iria desistir de mim.
Conversamos, e daqui a pouco DONA GERTRUDES liga para Micaela dizendo que estava na rua de Jéssica para buscar ela, porque ela havia esquecido de resolver algumas contas da casa no banco e ela queria a ajuda da filha. Depois ela deixava de novo lá na casa da amiga.
Micaela entrou em desespero. Saiu correndo daqui. Chegando no portão da minha casa estava lá a Dona GERTRUDEEEEEEEEES. Ela tinha ativado GPS no celular da filha e sabia de tudo.
Do carro ela falou aos berros e buzinas que chamaria a polícia e me acusar de sequestro se a filha não saísse e entrasse no carro. Eu tive que chamar meu pai que estava trabalhando porque eu não estava aguentando essa situação. Ele chegou e viu a situação insustentável. Falou com Micaela e levou até o portão. Meu pai não falou nada. Chegando em casa ele falou comigo o quão sortudo eu era por eu ter me livrado da convivência com esse ser desprezível como sogra.
Nunca mais vi Micaela.
Fiquei numa depressão profunda durante meses. Pensando no que me aconteceu.
Meu amor foi arrancado de mim sem dó nem piedade. Como se eu a agarrasse e tivessem cortado meus braços para que eu a soltasse.
Depois disso tive alguns namoros que também não passaram dos 7 meses. Hoje estou solteiro. Sem ninguém para eu dizer "te amo". Ao menos não de uma maneira tão sincera quanto eu dizia a Micaela.
Fim.
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2020.01.17 03:59 altovaliriano De inimigos a amantes: Rohanne e Eustace

A Espada Juramentada termina com uma solução inusitada. Eustace e Rohanne deixam de ser inimigos para se tornar marido e esposa. A forma como isso ocorre não nos é mostrada. Tal qual Dunk, não temos consciência de como as coisas realmente se desenvolveram, só ficamos sabendo que a memória do filho de Eustace e antigo amor de Rohanne, Addam Osgrey, os uniu.
Essa solução baseada em sentimentos é particularmente surreal. Rohanne é uma mulher muito consciente da sua condição política para tomar tamanha decisão com base no puro otimismo de que, com o tempo, as coisas se resolveriam naturalmente. Osgrey era um traidor sem posses cujo orgulho poderia facilmente o levar a se aproveitar da condição de marido para arrebatar o controle das propriedades de Rohanne (que, no passado, foram da família dele). Em resumo, Rohanne não tinha aparentemente nada a ganhar casando com ele.
Ainda podemos alegar que o momento não era o melhor para a saúde mental de Rohanne. Com a morte de Lucas Inchfield, ela perdeu um cavaleiro temido que poderia afugentar inimigos. Ela havia se apaixonado por Dunk, mas ele tinha sido retirado do Riacho semi-morto. A disputa estava legalmente encerrado, mas ela havia perdido e o prazo do testamento de seu pai estava se esgotando.
Portanto, é necessário olhar para as medidas que Rohanne tomou logo após a disputa, para tentar entender o que se passou de fato. Antes de analisar o ocorrido, é preciso que estar atento ao fato de que estamos ouvindo um relato de segunda mão, dado pelo Meistre Cerrick, que provavelmente está cuidando de Dunk desde que ele afogou (“Você estava ferido demais para voltar a Pousoveloz, então a Senhora Rohanne ordenou que o trouxéssemos para cá”). Assim, acho prudente analisar descontando fatos muito específicos ocorridos nas terras de Eustace, quando o meistre provavelmente não estava junto de Rohanne para apurar o que aconteceu de verdade. Vejamos:
A Senhora Rohanne pediu a permissão do velho Sor Eustace para cruzar suas terras e visitar o túmulo de Addam, e ele lhe deu esse direito. Ela se ajoelhou diante das amoreiras e começou a chorar, e ele ficou tão tocado que foi confortá-la. Passaram a noite toda conversando sobre o jovem Addam e o nobre pai da minha senhora.
(A Espada Juramentada)
A parte sobre pedir permissão parece ser algo que o meistre poderia ter presenciado. Este tipo de gesto demonstra um respeito que viria a ser útil para amaciar a vaidade de Sor Eustace. E talvez até a tenha ouvido dizer que a intenção era honrar Addam com uma visita ao seu túmulo. Porém, tenho para mim que não foi sentimentalismo que fez com que Rohanne escolhesse visitar o túmulo do filho de Eustace. Afinal, como ela mesma disse a Dunk:
[...] Mal me lembro de Addam agora. Foi mais do que metade da minha vida atrás. Lembro que o amei, no entanto. E não amei nenhum dos outros.
Pode parecer que eu estou forçando algum tipo de malícia nas atitudes de Rohanne, haja vista que o próprio Septão Sefton afirmou categoricamente:
– Gostava? – O septão bufou pesadamente. – Ela amava o garoto, e ele a ela. Nunca passou de um beijo ou dois, mas... foi por Addam que ela chorou após o Campo do Capim-Vermelho, não pelo marido que mal conheceu. [...]
Entretanto, cumpre notar que mesmo o Septão se refere à relação dos dois no pretérito. Rohanne tinha dez anos à época da Batalha do Capim Vermelho e afirma carregar consigo apenas a lembrança de ter amado o garoto, mas não dele em si. Portanto, a parte da fala do septão que tem mais impacto sobre a Viúva Vermelha deveria ser aquela que fala sobre a pessoa viva a quem Rohanne culpa pela morte de seu amor de juventude:
[...] Ela culpa Sor Eustace pela morte dele, e corretamente. O garoto tinha doze anos.
De fato, a reação explosiva de Rohanne quando Dunk pede que ela desfaça a represa em nome de Addam Osgrey se justifica não porque ela guarda sentimentos para com o garoto, mas em razão de ela considerar hipocrisia que um enviado de Eustace, o homem responsável pela morte de Addam, venha fazer um pedido em nome do garoto.
Assim, ainda que eu acredite que Rohanne possa ter derramado lágrimas diante do túmulo (em razão do reavivamento de memórias adormecidas), meu palpite é que a escolha do local de visita foi pensada para persuadir Osgrey. Diante das sepulturas, Eustace poderia estar mais disposto a ser pressionado para uma aliança, especialmente se Rohanne demonstrasse ainda ter sentimentos por um dos filhos que Eustace ainda prestava luto frequentemente:
– Sor Inútil nunca deixa a torre, exceto para ver os meninos nas amoreiras.
Sempre que o velho abria um novo barril de vinho, ele descia a colina para oferecer a cada um de seus meninos uma bebida.
Desse modo, talvez as lágrimas de Rohanne tenham vindo em boa hora (caso não tenham sido até intencionais). Como Addam havia inesperadamente sido mencionado por Dunk, Rohanne pode ter capitalizado sobre o nome do garoto. Porém, parece que nem mesmo assim Osgrey se mostrou fácil na queda. Salvo contrário, por que razão Rohanne passaria “a noite toda” conversando com Eustace?
Um rubor percorreu o rosto de Rohanne. Ela agarrou a trança, torcendo-a entre os dedos.
– Tive que me casar, sabe disso. O testamento do meu pai... ah, não seja tão tolo.
Não acredito que o conforto que Osgrey tenha prestado à Viúva Vermelha ou a conversa que durou a noite toda sejam eufemismos para uma relação sexual. Eu acho que os termos que Rohanne apresentou eram muito prejudiciais para Eustace, por isso ele levou a madrugada barganhando, enquanto fingia falar do passado, algo que Osgrey fizera com o próprio Dunk antes:
– [...] Quando Sor Lucas me informou o que fora feito ao meu pobre Dake, fiz um juramento sagrado de nunca mais colocar os pés dentro daquele castelo novamente, exceto para tomar posse dele. Então, veja, Sor Duncan, não posso ir lá. Não para pagar o preço de sangue, ou por qualquer outro motivo. Não posso.
Dunk compreendeu.
– Eu poderia ir, senhor. Não fiz juramento algum.
– Você é um bom homem, Sor Duncan. Um cavaleiro corajoso e verdadeiro. – Sor Eustace deu um apertão no braço de Dunk. [...]
Entretanto, penso que Osgrey sabia que não tinha outra saída. Diante do fato de que Sor Bennis do Escudo Marrom havia roubado tudo de valor que pôde encontra em Pousoveloz antes de fugir, o Velho não teria nada mais a oferecer a não ser a si mesmo e suas parcas propriedades. Nesse contexto, até que uma negociação durante a madrugada parece curta.
De todo modo, os arranjos de Rohanne e Eustace parecem fadado ao insucesso. Cleyton Caswell e Simon Leygood, os pretendentes persistentes de Rohanne podem se tornar oponentes persistentes de Eustace. Lorde Rowan tem uma irmã casada com Wendell, que perdeu Fosso Gelado, e não gosta de Eustace.
Portanto, a víuva vermelha e o leão xadrez estão cercados por inimigos, tão apertados como se estivessem em uma gaiola de corvos, com os corvos do lado de fora. E eu acredito que Martin utilizou uma metáfora visual para representar esta situação, uma vez no começo das novelas, outra no fim:
A gaiola de ferro quase não era grande o bastante para caber um homem, mesmo assim os dois haviam sido enfiados lá dentro. Estavam rosto com rosto, com os braços e pernas entrelaçados e as costas contra as barras negras de ferro quente. Um tentara comer o outro, roendo o pescoço e o ombro. Os corvos comeram ambos.
Na gaiola de ferro na encruzilhada, os cadáveres ainda se abraçavam. Pareciam solitários, abandonados. Até as moscas os abandonaram, e os corvos também. Só alguns pedaços de pele e cabelo permaneciam sobre os ossos dos mortos.

Estas são minhas impressões.
Como vocês acham que Rohanne e Osgrey ajustaram a aliança por casamento?
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2020.01.10 03:48 altovaliriano Os Webber scretamente apoiavam os Blackfyre?

A marca da história de A Espada Juramentada é assistirmos uma disputa territorial a partir do ponto de vista do lado perdedor. Não sabemos desde o início que a pretensão de Eustace é ilegal, por isso somos levados a considerar a falta de razoabilidade do outro lado. E Rohanne parece tudo menos razoável quando, em meio à seca, nega à população do território vizinho o acesso a um rio que passava por ali.
Ao final da história, depois de entendermos que o poder dos Webber sobre o rio deriva do fato de que a Casa Osgrey de Pousoveloz apoiou a fracassada Primeira Rebelião Blackfyre, o panorama muda. Isso é suficiente para que o próprio Dunk abandone Eustace à sua sorte, por exemplo. Aparentemente, ter sido um apoiador dos Blackfyre é suficiente para que todo seu infortúnio seja justificado.
Mas e se a dicotomia Targaryen x Blackfyre não estiver realmente espelhada na disputa Webber x Osgrey? E se os Webber também tenham sido apoiadores Blackfyre, mas tenham mudado de lado e suprimido este fato para não sofrer as consequências experimentadas pelos Osgreyde Pousoveloz?
Essa teoria já foi proposta por vários leitores das Crônicas, mas acredito que eu estou apresentando aqui, pela primeira vez, os argumentos e evidências de forma organizada e articulada.

Um nome incomum

Assim, como a Rebelião de Robert não foi iniciada em razão de seu amor por Lyanna, a Rebelião Blackfyre não foi surgiu por conta dos sentimentos entre Daemon e Daenerys. Mas é certo que ambos os rebeldes compartilham o fato de terem sido impedidos pelos Targaryen de se casarem com quem pretendiam.
Uma pequena observação: no caso de Daemon, é curioso pensar que o Targaryen que o impediu de casar com quem bem entendesse foi exatamente o mesmo Targaryen que supostamente lhe mimava: seu pai, Aegon IV Targaryen, O Indigno. Realmente, como diz o ditado, "a mão que afaga é a mesma que apedreja".
Deixando de lado a relação pai-filho, o que nos interessa aqui é a identidade da noiva que Aegon impôs a Daemon quando ele ainda era criança:
Embora não pudesse ‒ e não quisesse ‒ rescindir o último desejo do pai, Daeron fez o possível para manter os Grandes Bastardos por perto, tratando-os de forma honrada e garantindo os rendimentos com os quais o rei os agraciara. Pagou o dote que Aegon prometera ao Arconte de Tyrosh, vendo, assim, seu meio-irmão Daemon Blackfyre casado com Rohanne de Tyrosh, como Aegon desejara, ainda que Sor Daemon tivesse apenas catorze anos.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
O nome Rohanne é muito incomum no universo de ASOIAF. Na verdade, mesmo 17 anos depois de ter lançado A Espada Juramentada, as únicas outras Rohanne mencionadas nos livros são Rohanne Tarbeck e Rohanne de Tyrosh. Se levarmos em conta que a Tarbeck pode ter recebido este nome em homenagem à Rohanne Webber (segundo uma fonte semi-canônica), percebemos que ao tempo da Primeira Rebelião Blackfyre só conhecíamos duas Rohannes, uma em Westeros e outra em Essos.
Coincidência? Bem, se for, ela só aumenta ao analisarmos a linha do tempo.
Sabemos que Daemon nasceu em 170 DC e que tinha 14 anos quando casou-se com Rohanne de Tyrosh, a futura mãe de todos os seus filhos. Dessa forma, o casamento deve ter ocorrido por volta do ano 184 DC.
Já Rohanne Webber tinha 10 anos durante a Primeira Rebelião (196 DC) e 25 anos durante A Espada Juramentada (211 DC), o que faz com que seu nascimento deve ter ocorrido em 185 ou 186 DC. Portanto, ao menos um ano depois do casamento de Daemon e Rohanne de Tyrosh.
Seria exagero supor que Wyman Webber teria batizado sua filha em homenagem à esposa de Daemon? Certamente, alguém poderia alegar que Daemon, aos quatorze anos, poderia não inspirar o tipo de lealdade que motiva este tipo de ato. Afinal, Daeron estava vivo e era o herdeiro ao trono. Este tipo de coisa poderia soar como um insulto, certo? Na verdade, não.
Aegon IV já insultava seu herdeiro abertamente quando Daemon não havia feito sequer 4 anos de idade. De fato, pouco antes da fracassada invasão à Dorne em 174 DC, Aegon IV era conhecido por alimentar rumores de que Daeron não era filho seu (ainda que os negasse em público):
As brigas do rei com seus parentes próximos ficaram ainda piores depois que seu filho Daeron cresceu o suficiente para expressar suas opiniões. Vidas de Quatro Reis, de Kaeth, deixa claro que as falsas acusações de adultério da rainha, feitas por Sor Morgil Hastwyck, foram instigadas pelo próprio rei, embora, na época, Aegon negasse. Essas alegações foram refutadas pela morte de Sor Morgil em um julgamento por combate contra o Cavaleiro do Dragão. Que essas acusações tenham parecido na mesma época em que Aegon e o príncipe Daeron estavam brigando por causa dos planos do rei de iniciar uma guerra não provocada contra Dorne certamente não foi coincidência. Também foi a primeira vez (mas não a última) que Aegon ameaçou nomear um de seus bastardos como herdeiro, em vez de Daeron.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Por outro lado, o insulto máximo a Daeron e a exaltação máxima a Daemon já havia acontecido 2 anos antes do casamento com Rohanne de Tyrosh, quando o bastardo ainda tinha 12 anos:
O rei Aegon consagrou Daemon cavaleiro aos doze anos, quando o menino venceu um torneio de escudeiros (com isso, ele se tornou o cavaleiro mais jovem da época dos Targaryen, superando até Maegor I), e chocou a corte, os parentes e o conselho ao lhe conceder a espada de Aegon, o Conquistador, a Blackfyre, assim como terras e outras honrarias. Daemon assumiu o nome de Blackfyre depois disso.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Aegon IV)
Dessa forma, não seria de estranhar que os senhores de Westeros já se sentissem à vontade para bajular Daemon quando ele ainda tinha 14 anos, por enxergarem nele um potencial concorrente de Daeron ao Trono de Ferro.

De amigos a não-amigos

Uma vez que tenhamos entendido a estranheza de Wyman Webber ter batizado sua filha com o nome da mulher recém-casada com Daemon, outro fato aparentemente desconexo começa a chamar a atenção.
Ela se ajoelhou diante das amoreiras e começou a chorar, e ele ficou tão tocado que foi confortá-la. Passaram a noite toda conversando sobre o jovem Addam e o nobre pai da minha senhora. Lorde Wyman e Sor Eustace eram antigos amigos, até a Rebelião Blackfyre.
(A Espada Juramentada)
À primeira vista, a frase em negrito parece indicar, implicitamente, que Wyman e Eustace brigaram porque divergiam sobre a legalidade da pretensão de Daemon Blackfyre. Porém, é preciso observar que bastaria que um dos lados cortasse contato para que a boa relação cessasse. Dito de outra forma, pode ser que Wyman não tivesse nada contra Eustace, mas que apenas Eustace tivesse rancor de Wyman por ter lutado ao lado dos assassinos de seus filhos.
Eustace não deve ter se transformado em um apoiador dos Blackfyre da noite pro dia, às vésperas da Rebelião. Este é o tipo de transformação que leva tempo. E 14 anos separam a entrega de Blackfyre a Daemon (em aproximadamente 182 DC) e a Primeira Rebelião Blackfyre (ocorrida em 196 DC).
Como ficaram a relação entre Wyman e Eustace durante estes anos? Que tipo de conversas eles mantiveram depois que Daeron se casou com Myriah Martell e batizou seu filho em homenagem ao Rei Baelor (por volta de 170 DC)? Ou Aegon IV deu Blackfyre a Daemon (por volta de 182 DC)? Ou Daenerys casou com Maron Martell (em 188 DC)?
Vejam bem, não estou apenas citando ao acaso um bando de eventos. A justificativa de Eustace para apoiar Daemon efetivamente se baseia nestes eventos:
– Sim, meu senhor. Só que... o Rei Daeron era um bom homem. Por que escolheu Daemon?
– Daeron... – Sor Eustace quase arrastou a palavra, e Dunk percebeu que o velho estava meio bêbado. – Daeron era esguio e de ombros caídos, com uma barriguinha que balançava quando ele caminhava. Daemon andava ereto e orgulhoso, e seu abdome era tão reto e duro quanto um escudo de carvalho. E ele lutava. Com um machado, uma lança ou um mangual, era tão bom quanto qualquer cavaleiro que já vi, mas, com a espada, era o próprio Guerreiro. Quando o Príncipe Daemon estava com a Blackfyre nas mãos, não havia homem páreo para ele... nem Ulrick Dayne com a Alvorada, não, nem mesmo o Cavaleiro do Dragão com a Irmã Negra. É possível conhecer um homem por seus amigos, Egg. Daeron se cercava de meistres, septãos e cantores. Sempre havia mulheres sussurrando em seu ouvido, e a corte estava cheia de dorneses. Como não, se ele levara uma mulher dornesa para sua cama e vendera a própria doce irmã para o Príncipe de Dorne, embora fosse Daemon quem ela amava? Daeron tinha o mesmo nome do Jovem Dragão, mas quando sua esposa dornesa lhe deu um filho, ele chamou a criança de Baelor, como o rei mais fraco que já se sentou no Trono de Ferro. Daemon, no entanto... Daemon não era mais devoto do que um rei precisa ser, e todos os grandes cavaleiros do reino se reuniam ao seu redor. Convém a Lorde Corvo de Sangue que os nomes de todos eles sejam esquecidos, então ele proibiu que cantássemos sobre eles, mas eu me lembro. Robb Reyne, Gareth, o Cinza, Sor Aubrey Ambrose, Lorde Gormon Peake, o Negro Byren Flowers, Presa Vermelha, Bola de Fogo... Açoamargo! Eu lhe pergunto, já houve uma companhia tão nobre, tal rol de heróis? Por quê, rapaz? Você me pergunta por quê? Porque Daemon era o melhor homem. O velho rei viu isso também. Ele deu a espada a Daemon. Blackfyre, a espada de Aegon, o Conquistador, a lâmina que todo rei Targaryen empunhou desde a Conquista... ele colocou a espada na mão de Daemon, no dia em que o sagrou cavaleiro, um garoto de doze anos.
(A Espada Juramentada)
Assumindo que as queixas de Eustace foram crescendo ao longo de 14 anos, é de se esperar que Wyman Webber deveria ter uma estranha tolerância à Eustace. A estranheza somente aumenta se considerarmos que Wyman tomou Addam, o filho de Eustace, como pajem e escudeiro em Fosso Gelado. Tendo Addam morrido ao 12 anos na Batalha do Capim Vermelho (ocorrida em 196 DC), fica evidente que Wyman e Eustace tiveram sua relação mais próxima justamente nos anos que precederam a Rebelião Blackfyre.
Some-se a isso o nome com o qual batizou sua filha, e temos um prato cheio de estranhezas.
Mas, então, por que Wyman lutou contra o dragão negro? Vários fatores podem ter levado a isto. Ele pode ter sentido, às vésperas da Rebelião, que o lado de Daemon sairia perdedor. Ou poderia ter sido persuadido com a promessas de terras e recursos. Ou pode ter sido ambas as coisas. Não é O Trono de Ferro não garantiu aos Webber o uso de propriedades que eram antes dos Osgrey, mas apenas por determinado período de tempo e apenas se Eustace não tivesse mais filhos?
– Que palavras estavam escritas naquele papel?
– Era uma garantia de direitos, sor. Para Lorde Wyman Webber, do rei. Pelos serviços leais dele na rebelião recente, Lorde Wyman e seus descendentes tinham garantidos todos os direitos sobre o Riacho Xadrez, desde a nascente na Colina Ferradura até a foz, no Lago Frondoso. Também diz que Lorde Wyman e seus descendentes têm o direito de caçar veados vermelhos, javalis e coelhos no Bosque de Wat sempre que desejarem, e de cortar vinte árvores do bosque a cada ano. – O garoto limpou a garganta. – A garantia é só por um tempo, no entanto. O papel diz que, se Sor Eustace morrer sem um herdeiro do sexo masculino do seu sangue, Pousoveloz reverterá para a coroa, e os privilégios de Lorde Webber acabarão.
(A Espada Juramentada)
Analisando-se a recompensa aos Webber e a punição aos Osgrey, vê-se que ela foi equilibrado e proporcional o suficiente para que a balança não pesasse exageradamente para nenhum dos lados. Isso inclusive torna verossímil o comportamento de Eustace em culpar o Trono de Ferro pelo seu infortúnio, sem nunca acusar a Casa Webber de ser oportunista.
Em verdade, toda o rancor de Osgrey é direcionado à Viúva Vermelha, sem nunca fazer qualquer comentário contra Lorde Wyman, a pessoa que efetivamente ficou com as propriedades perdidas por Eustace.

O que vcs acham?
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2020.01.04 03:14 altovaliriano O Leão na teia da Aranha

Texto original: https://warsandpoliticsoficeandfire.wordpress.com/2016/02/05/heirs-in-the-shadows-the-young-lion/
Autores: GoodQueenAly; @BryndenBFish
Título original: Heirs in the Shadows - The Young Lion

Introdução

Tyrek Lannister pode ser considerado pelos leitores pouco mais que um personagem terciário em As Crônicas de Gelo e Fogo. A avaliação não é irracional: nem mesmo mencionado pelo nome no primeiro livro, aparecendo apenas duas vezes antes de seu misterioso desaparecimento na revolta violenta em Porto Real em A Fúria dos Reis , o jovem Tyrek merece pouco mais do que uma nota de rodapé entre seus parentes Lannister mais proeminentes, muito menos no grande elenco de personagens. Caso notado, ele pode ser lembrado apenas como uma vítima, no mesmo plano que seu primo Willem: um infeliz peão das ambições dinásticas de Lannister, um inocente assassinado pelo povo revoltado da capital.
No entanto, Tyrek desapareceu tão completamente - e tão misteriosamente - que, afinal, seu "simples" desaparecimento pode não ser tão simples. Em vez de ser um dos muitos corpos retirados das ruas nos dias e semanas após o tumulto, Tyrek pode estar vivo e bem (ou pelo menos relativamente bem). Ainda mais, Tyrek pode estar esperando para fazer um reaparecimento dramático em Westeros, enquanto é instruído e preparado por um improvável "aliado". Quem iria querer o jovem primo Lannister e o que poderia estar reservado para ele no futuro?
[...]

Apresentando o Peão

Tyrek Lannister nasceu por volta de 286 dC, o único filho de Sor Tygett Lannister e sua esposa Darlessa Marbrand. Sor Tygett era o terceiro filho de Lorde Tytos Lannister, um irmão mais novo do futuro Lorde Tywin e Sor Kevan. Como os dois irmãos mais velhos de Tygett se casaram e tiveram filhos antes do nascimento de Tyrek, não houve grande pressão sobre esse terceiro filho para se casar e procriar também (embora ainda não saibamos quando Tygett e Darlessa se casaram).
Em uma família mais pobre, Tygett poderia ter sido levado para a Muralha, a Fé ou a Cidadela para reduzir os estoques familiares, mas os Lannisters eram ricos o suficiente para sustentar as famílias dos filhos mais novos. Tygett também não teve que abaixar os olhos para encontrar sua noiva: Darlessa era uma Marbrand, uma casa vassala respeitável dos Lannisters (e parente da mãe de Tygett, Jeyne Marbrand).
Na época em que o bebê Tyrek nasceu, ele era possivelmente o nono na fila de Casterly Rock (dependendo se seus primos Martyn e Willem Lannister e Joffrey Baratheon já haviam nascido e se o pai de Tyrek já havia morrido). Ainda que outros pretendentes tenham enfrentado probabilidades menores (Aegon V pode ter sido o décimo primeiro na fila no momento de seu nascimento), a possibilidade de um recém nascido sentar-se no assento dos Reis do Rochedo parecia muito improvável.
Ainda assim, o jovem Tyrek não teve nenhuma sorte. Como Lannister (e especialmente Lannister do Rochedo), neto da linha masculina de Lorde Tytos, Tyrek nunca teria falta de dinheiro ou influência. De fato, sendo a rainha uma Lannister (e havendo um herdeiro “meio”-Lannister da idade de Tyrek), carregar o nome de "Lannister" faria com que até um membro da família de status relativamente baixo como Tyrek ganhasse importância.
Seu pai, Tygett, recebeu alguns elogios durante a Guerra dos Reis Ninepenny: embora muito jovem - possivelmente até mais jovem do que Tyrek quando desapareceu - Tygett matou um homem em sua primeira batalha e depois matou um cavaleiro da Companhia Dourada. Portanto, Tyrek descendia de uma safra de boa qualidade das Terras Ocidentais e, pelo menos, poderia ter esperado se casar com uma donzela nascida nas Terras Ocidentais quando tivesse mais idade.
A rainha Cersei, no entanto, tentaria elevar seu jovem primo Lannister ainda mais do que ele poderia ter imaginado:
Não conseguiu deixar de reparar nos dois escudeiros: rapazes bonitos, loiros e bem constituídos. Um tinha a idade de Sansa, com longos cachos dourados; o outro teria talvez uns quinze anos, cabelos cor de areia, um fio de bigode e os olhos verdeesmeralda da rainha.
– Aqueles rapazes – Ned lhe perguntou– são Lannister?
Robert assentiu, limpando as lágrimas dos olhos.
– Primos. Filhos do irmão de Lorde Tywin. Um dos mortos. Ou talvez o vivo, agora que penso nisso. Não me lembro. Minha esposa vem de uma família muito grande, Ned.
Uma família muito ambiciosa, Ned pensou. (AGOT, Eddard VII)
Ned foi perspicaz em sua conclusão: a rainha Lannister teve bastante iniciativa no aprofundamento das relações dos Lannister na corte (uma característica que mais tarde ela criticaria na noiva de seus filhos, Margaery Tyrell). Consequentemente, Cersei convenceu o rei Robert a nomear o jovem Tyrek seu escudeiro, junto com o primo de ambos, Lancel (o filho mais velho de Kevan Lannister).
Não se sabe quando Tyrek começou a servir o rei, embora provavelmente não tenha sido mais de alguns anos (se muito) antes do início de A Guerra dos Tronos. Para efeito de comparação, os dois Walders em Winterfell começaram a servir Ramsay Bolton por volta dos oito ou nove e Edric Dayne a Beric Dondarrion aos dez. Assim, Tyrek deveria estar com Robert há cerca de três anos antes da morte do rei, no máximo.
Quanto mais alto o cavaleiro ou senhor, maior seria a honra de ser escudeiro (a razão pela qual, entre outras concessões, Walder Frey exigiu que seu filho Olyvar se tornasse escudeiro do então Lorde Robb Stark), e nenhuma honra maior poderia ser concedida a um menino Westerosi que ser escudeiro do próprio rei.
A nomeação como escudeiro do rei poderia ser o começo de uma carreira na corte para Tyrek, semelhante ao começo cortês do tio Tywin como um pagem para Aegon V. O príncipe Rhaegar, afinal, transformou seus escudeiros, Myles Mooton e Richard Lonmouth, em firmes aliados e amigos. Se Tyrek provasse ser um espadachim tão talentoso quanto seu pai, poderia se tornar o mestre de armas da Fortaleza Vermelha (uma posição que Tywin realmente tentou, mas falhou, em garantir para Tygett). Com um primo na Guarda Real, uma capa branca poderia até estar no futuro de Tyrek (de fato, uma colocação na Guarda Real poderia ter servido para remover cuidadosamente um excesso de Lannisters do Rochedo). Dyanne Dayne pode ter assegurado um casamento real devido à sua nomeação para a corte da rainha Mariah Martell. Um noivado com a princesa Myrcella provavelmente era impossível para um mero primo Lannister, mas na corte Tyrek não careceria de conexões poderosas - enquanto os Lannister permanecerem no poder.
No entanto, também pode ter havido um lado mais sombrio em Tyrek ter se tornado escurdeiro - um não explorado nos livros, mas que, no entanto, é importante considerar à luz do possível papel de Tyrek no futuro. Espera-se que escudeiros sigam seus cavaleiros em todos os lugares, e o exemplo de Justin Massey demonstra que Robert poderia levar seus escudeiros a lugares estranhos:
Massey quer a princesa selvagem também. Ele certa vez serviu meu irmão Robert como escudeiro e adquiriu o seu apetite por carne feminina. (ADWD, Jon IV)
Esse "apetite por carne feminina" quase certamente incluía os bordéis de Porto Real que Robert visitava com alguma frequência. Tyrek era um pouco jovem demais para participar da maneira que Stannis disse que Justin Massey fazia (ou mesmo da maneira que Lancel poderia ter feito, se incentivado por Robert), mas ele não teria que passar tempo com nenhuma prostituta para observar algo muito mais perigoso que os adúlterios do rei.
Os leitores sabem que Robert tinha pelo menos um bastardo de uma prostituta de Porto Real: a bebê Barra, nascido de uma jovem prostituta de Chataya. A bebê, como todos os bastardos conhecidos de Robert, tinha o cabelo preto de seus antecedentes Baratheon - um fato que Mindinho não deixou de notar, o fez levar Eddard para ver a bebê e revelar a conspiração incestuosa dos Lannister.
Certamente, seria demais supor que Tyrek, um garoto de 12 anos, tivesse descoberto que os verdadeiros filhos bastardos de Robert tinham aparência de Baratheon, e que seus primos em primeiro grau eram, na verdade, bastardos nascidos do incesto de Lannisters. No entanto, Tyrek talvez tenha visto demais, mesmo que ele próprio não tivesse juntado as peças do quebra-cabeça. O escudeiro mais jovem do rei provavelmente viu em primeira mão os filhos bastardos de cabelos pretos do rei (com nove bastardos não registrados do rei, parece provável que pelo menos um outro além de Barra e Gendry tenha nascido onde o rei passava a maior parte do tempo: a capital) e, presumivelmente, era amigo de confiança e companheiro dos filhos de aparência Lannister da rainha. Se esse conhecimento fosse posto a disposição de um indivíduo mais ardiloso do que o inocente Tyrek, o garoto poderia se tornar uma testemunha útil na derrubada do regime de Baratheon-Lannister.
No entanto, Tyrek não precisaria servir Robert como escudeiro (ou segui-lo em suas aventuras lascivas) por muito tempo. Em 298 dC, Robert morreu – aparentemente de um acidente de caça, mas de fato por um meio-assassinato criado por Cersei para impedir a descoberta de seu incesto. O veículo que ela usou foi o primo de Tyrek e também escudeiro, Lancel Lannister.
Aparentemente, Tyrek não acompanhou o rei em sua última caçada, mas ele pode ter ouvido trechos da trama via Lancel. Seu status duplamente íntimo - como primo em primeiro grau e companheiro escudeiro (os dois parecem ter sido os únicos escudeiros de Robert no momento de sua morte) - dão a Tyrek maior potencial de conhecer os fatos por trás do assassinato de Robert - fatos que também serviriam para derrubar Linha real de Cersei.
Naquele momento, Tyrek era simplesmente um antigo escudeiro real, então alocado na corte de Joffrey sem qualquer objetivo maior. Os eventos, no entanto, logo perturbariam a existência relativamente pacífica de Tyrek e o empurrariam para uma tempestade de caos político - e ambição secreta.

Um Desaparecimento Estranho

Para acrescentar a todo o mistério que cerca seu desaparecimento, em A Fúria dos Reis, Tyrek é visto apenas uma vez:
Lorde Gyles tossia, enquanto o pobre primo Tyrek vestia sua capa de noivo de pele de esquilo e veludo. Desde seu casamento com a pequena Senhora Ermesande, três dias antes, os outros escudeiros tinham começado a chamá-lo de “Ama de Leite”, perguntando-lhe que tipo de cueiros sua noiva usara na noite de núpcias. (ACOK, Tyrion VI)
Longe de ser a noiva filha de um glamuroso cortesão que Tyrek esperava que sua posição de corte lhe desse - ou mesmo da donzela das Terras Ocidentais que ele poderia ter antecipado em circunstâncias normais - o "primo pobre" de Tyrion fora casado com Ermesande Hayford. Dinasticamente, a combinação foi agradável: a Casa Hayford era uma respeitável dinastia das Terras da Coroa, com pelo menos uma casa de cavaleiros juramentada. Sua atual dama, Ermesande, era a última de sua linhagem, o que significa que as terras e rendas de Hayford seriam graciosamente transferidas para os Lannisters.
Infelizmente para Tyrek, Ermesande também era um bebê. O novo lorde de Hayford teria que esperar até os vinte e poucos anos para contemplar a consumação de seu casamento. No entanto, se era pessoalmente humilhante ser casado com uma garota ainda não desmamada, Tyrek não tinha instância para reclamar. Ele, como todos os seus contatos Lannister, era um peão em um grande jogo de política dinástica e se casaria na forma que pudesse trazer maior vantagem à Casa Lannister.
Tyrek, no entanto, não viu sua noiva infantil amadurecer. Em 299 dC, Tyrion arranjou o casamento da prima de Tyrek, Myrcella, com o príncipe Trystane Martell, de Dorne. A corte fez um evento para acompanhar Myrcella até as docas para vê-la partir para Lançassolar, e Tyrek - como primo da princesa e também representante dos interesses de Lannister - juntou-se à família real, cortesãos, guardas reais e até o Alto Septão na procissão. Um homem na corte, no entanto, estava visivelmente ausente: o mestre dos sussurros, Varys.
A cidade estava em um clima nefasto. A Guerra dos Cinco Reis havia isolado a Capital dos tradicionais celeiros de Westeros. Com as Terras Fluviais em chamas e a Campinas firmemente apoiando de Renly Baratheon no ínico, Porto Real teve que confiar em Rosby e Stokeworth para trazer suprimentos, e as restrições resultaram em fome entre as classes mais pobres da cidade. O que o jovem rei Joffrey não possuía em charme e tato político, mais do que compensava em crueldade. Tyrion, sua Mão, foi responsabilizado pela má sorte após a morte de Robert, odiado por sua retaliação contra Janos Slynt e Pycelle e por seus seguidores mercenários e selvagens. Rumores sobre o incesto dos Lannister e a corrupção real em geral já haviam se espalhado pelas ruas; o ar saturado precisava apenas da faísca certa para explodir.
Quando explodiu, a fúria foi horrível de se ver. Sor Aron Santagar, o mestre de armas da Fortaleza Vermelha, foi espancado até a morte por quatro homens, enquanto Sor Preston Greenfield, da Guarda Real, foi retalhado e esfaqueado tão brutalmente que sua armadura branca ficou manchada de vermelho e marrom. O Alto Septão fora arrancado de sua liteira e despedaçado por membros da multidão, e a Senhora Lollys Stokeworth fora estuprada nas ruas por vários homens. Nove Mantos Dourado foram mortos pela multidão, enquanto mais 40 da Patrulha da Cidade foram feridos nos combates; o número de plebeus mortos não foi registrado, mas provavelmente foi muito maior.
Não foi registrado entre os mortos, porém, o jovem Tyrek Lannister. Presumivelmente, "Ama de Leite" estava na "longa comitiva de outros cortesãos" atrás da liteira do Alto Septão, formada no final da procissão real. Esse posicionamento explicaria por que foi Horas Redwyne, também naquele grupo, quem informou que Tyrek não havia retornado. Tyrion, assumindo o comando logo após o tumulto, ordenou a Jacelyn Bywater, seu novo Comandante da Patrulha da Cidade, que encontrasse seu primo desaparecido:
Tyrek continuava desaparecido, tal como a coroa de cristais do Alto Septão. Nove homens de manto dourado tinham sido mortos, e havia quarenta feridos. Ninguém se incomodara em contar quantos haviam morrido entre a multidão.
– Quero Tyrek, vivo ou morto – Tyrion disse secamente quando Bywater se calou. – Ele não passa de um garoto. Filho do meu falecido tio Tygett. O pai sempre foi bom para mim. (ACOK, Tyrion IX)
Com a confusão e o caos do tumulto, não surpreende que Tyrek Lannister tenha se perdido. Sua aparência óbvia de Lannister e sua associação com a família real pode ter tornado Tyrek um alvo fácil para os manifestantes. Se ele fosse tratado com tanta brutalidade quanto Sor Preston ou Sor Aron, seu corpo poderia nunca ter sido encontrado entre os muitos mortos.
No entanto, o que é insatisfatório nessa explicação simples é o foco que o desaparecimento de Tyrek é dado por vários livros, muito depois que os incêndios na Baixada das Pulgas foram extintos. Em três momentos distintos, Tyrek e o mistério de seu desaparecimento após o tumulto são expressamente mencionados, muito embora nenhum personagens presentes pareça ser capaz de determinar o destino do pobre escudeiro.
O primeiro momento ocorre durante A Tormenta de Espadas. Tyrion, tentando uma reunião com seu pai (a nova Mão), encontra Sor Addam Marbrand na escada. Um cavaleiro bastante talentoso e amigo de infância de Jaime Lannister, Addam havia sido nomeado o novo comandante da Patrulha da Cidade, mas sua primeira tarefa provou ser um fracasso:
– Você vem dos aposentos de meu pai? – perguntou.
– Venho. Temo não tê-lo deixado no melhor dos humores. Lorde Tywin acha que quatro mil e quatrocentos guardas são mais do que suficientes para encontrar um escudeiro perdido, mas seu primo Tyrek continua desaparecido.
Tyrek era filho do falecido tio Tygett, um rapaz de treze anos. Desaparecera no tumulto, não muito tempo depois de se casar com a Senhora Ermesande, um bebê de peito que calhava ser a última herdeira sobrevivente da Casa Hayford. E provavelmente a primeira noiva na história dos Sete Reinos a enviuvar antes de ser desmamada.
– Também não fui capaz de encontrá-lo – confessou Tyrion. (ASOS, Tyrion I)
Pode ou não ser verdade que Sor Addam enviou todos os quatro mil guardas da cidade à procura do jovem Tyrek, mas o tamanho de sua força-tarefa em potencial só fez com que o fracasso em encontrar essa relação Lannister fosse maior – e mais intrigante. Sor Addam é um comandante respeitado, mas ninguém na capital era capaz de revelar maiores informações sobre o paradeiro de Tyrek, ou mesmo mais detalhes sobre o que aconteceu com o escudeiro Lannister durante o tumulto - um fato tornado mais notável em face da autoridade emanada por Addam. Lorde Tywin Lannister manifestou sua intenção de encontrar seu sobrinho, porém nem mesmo a mágica de seu nome conseguiu extrair mais uma gota de informação daqueles que poderiam saber sobre Tyrek.
É verdade que, durante a rebelião de Robert, Jon Connington não conseguiu extrair informações do povo de Septo de Pedra: ele havia oferecido subornos e ameaçado com punições, mas as pessoas se recusavam a revelar onde Robert Baratheon estava escondido na cidade. No entanto, lorde Tywin tinha uma reputação muito mais pavorosa do que Lorde Jon.
]Tywin não tinha vergonha de anunciar sua brutal extinção dos Reynes e Tarbecks por seu desafio aos Lannisters; alguns dos portorrealenses podem até se lembrar do Saque no fim da rebelião de Robert, quando os homens de Tywin mataram crianças na rua e estupraram mulheres em suas casas. Se os portorrealenses mentissem agora e fossem flagrados na mentira mais tarde, a retribuição que Tywin traria sobre eles e seus vizinhos seria implacável.
Então, por que ninguém deu a menor dica sobre o que aconteceu com Tyrek? Não há rumor de que ele teria sido morto (embora Bronn considerasse essa como a opção mais provável); em vez disso, Tyrek parece ter simplesmente sumido.
Mais tarde, o próprio Tywin enfatizou seu desejo de encontrar o filho de seu irmão em uma reunião do pequeno conselho:
– Dragões e lulas-gigantes não me interessam, independentemente de quantas cabeças tenham – disse Lorde Tywin. – Seus informantes terão por acaso encontrado algum rastro do filho de meu irmão?
– Infelizmente, nosso bem-amado Tyrek desapareceu por completo, pobre e bravo rapaz. – Varys parecia perto de rebentar em lágrimas. (ASOS, Tyrion III)
Pode-se questionar por que Tywin procuraria informações de Varys. Se milhares de policiais não puderam extrair o paradeiro de Tyrek daqueles que testemunharam o caos do tumulto, a próxima fonte de informação era naturalmente Varys e sua extensa rede de espionagem. O mestre dos sussurros pode não ser tão onisciente quanto muitos acreditam que ele é, mas seu catálogo de informantes é vasto e suas habilidades na coleta de informações são bem afiadas e praticamente inigualáveis.
Os plebeus podem relutar em admitir a oficiais sob a autoridade de Lorde Tywin que viram Tyrek assassinado e seu corpo destruído ou despejado no Água Negra, mas declarações casuais feitas em ambientes mais informais podem ser facilmente captadas por um agente da Varys e entregues ao mestre de sussurros. Era assunto oficial da coroa desde imediatamente após o tumulto encontrar Tyrek Lannister; era, ostensivamente, a responsabilidade premente de Varys coletar qualquer informação sobre esse ponto.
No entanto, embora Varys ostensivamente não tenha recebido informações, sua conduta nessa cena deve ser analisada. Não foi a primeira vez que Varys exibiu teatralmente uma tristeza dramática diante de um Lannister. Em A Fúria dos Reis, Tyrion organizou a prisão de Janos Slynt e seu exílio na Muralha, muito embora Slynt tivesse se recusado a revelar quem o havia ordenado a perseguir os assassinatos do bebê Barra e sua mãe. Após a cena com Slynt, Tyrion teve a seguinte conversa com Varys:
– [...] Foi a minha irmã. Foi isso que o Ah... tão... leal Lorde Janos se recusou a dizer. Cersei enviou os homens de manto dourado àquele bordel.
Varys sufocou um riso nervoso. Então, ele sempre soubera.
– Não me havia contado essa parte – Tyrion disse, acusadoramente.
– A sua querida irmã – Varys respondeu, tão desgostoso que parecia perto das lágrimas. – É duro contar isso a um homem, senhor. Tive receio de como receberia a notícia. É capaz de me perdoar? (ACOK, Tyrion II)
Mais uma vez, Varys conhecia um segredo que a Mão Lannister não conhecia. Encurralado para revelar a verdade ou passar uma mentira plausível, Varys optou por lágrimas dramáticas para transmitir uma sensação de pesar real à situação em ambos os casos. Suas habilidades na pantomima não haviam desvanecido, apesar de seus anos fora da profissão: como um pantomimeiro perfeito, Varys estava utilizando uma distração em sua demonstração de tristeza para desviar as atenções do público das questões prementes reais apresentadas a ele.
O truque não funcionou em nenhum dos dois homens - Tyrion insistiu em maior transparência do mestre dos sussurros, e Tywin estava pronto para "expressar a sua óbvia insatisfação" antes de ser desviado por Kevan - mas o fato de Varys usar a mesma tática duas vezes, diante de público similar, pode sugerir que Varys está mais uma vez privando os Lannisters de um segredo e que ele sabe exatamente o que aconteceu com o jovem Tyrek.
A conversa de Marbrand com Tyrion, no entanto, não seria a última vez que o herdeiro de Cinzamarca comentaria o caso do desaparecimento de Tyrek. Ao partir da capital, Jaime Lannister levou seu amigo de infância consigo. Permanecendo como convidados em Hayford - o assento brevemente ocupado por Tyrek - Addam falou o seguinte sobre a situação:
– Eu mesmo liderei uma busca, por ordens de Lorde Tywin – interveio Addam Marbrand enquanto tirava as espinhas de seu peixe –, mas não descobri mais do que o Bywater antes de mim. O rapaz foi visto pela última vez a cavalo, quando a força da turba quebrou a formação de homens de manto dourado. Depois disso... Bem, sua montaria foi encontrada, mas o cavaleiro não. O mais provável é terem-no derrubado e matado. Mas, se foi assim, onde está o corpo? A multidão deixou os outros cadáveres no local, por que não o dele? (AFFC, Jaime III)
Addam Marbrand levanta um ponto importante. Os corpos de Santagar e Greenfield foram descobertos mais tarde - mutilados, quase a ponto de não serem reconhecidos, mas identificáveis ​​-, sendo que a multidão não faz nenhuma tentativa de descartar os dois, que eram obviamente funcionários da corte. Certamente, o castigo pelo assassinato de um Lannister, primo em primeiro grau do rei (assumindo que a multidão soubesse quem Tyrek era), seria terrível. No entanto, o assassinato alguém de nascimento nobre como Santagar, ou um cavaleiro da Guarda Real, provavelmente também levaria terríveis punições.
As multidões de tumultos estavam em um estado caótico, mais em busca de sangue do que em fazer cálculos frios sobre suas vítimas, e com Tyrek não teria sido diferente. Por que apenas o corpo de Tyrek seria descartado de maneira tão completa que não restava nenhum vestígio dele?
Lyle Crakehall, outro homem do oeste na companhia de Jaime, fez a seguinte observação:
– Ele teria sido mais valioso vivo – sugeriu Varrão Forte. – Qualquer Lannister traria um robusto resgate. (AFFC, Jaime III)
O pensamento, no entanto, foi rápida e efetivamente descartado por Marbrand:
– Sem dúvida – concordou Marbrand –, e no entanto nunca houve um pedido de resgate. O rapaz simplesmente desapareceu. (AFFC, Jaime III)
Mais uma vez, Marbrand foi direto ao cerne da questão. Bronn havia observado anteriormente a oferta de Varys de uma “bolsa gorda” pela devolução de Tyrek, e sem dúvida Marbrand também acreditava que o eunuco mestre de espionagem tornara pública a oferta. Havia muitas oportunidades para os portorrealenses ganharem dinheiro com o desaparecimento de Tyrek, mantendo-o como refém quando a revolta estourou ou, posteriormente, alegando conhecimento do destino de Tyrek (talvez colocando a culpa pelo assassinato em vizinhos detestados).
No entanto, não havia um pingo de informação que pudesse revelar o que aconteceu com o escudeiro Tyrek. Uma gorda bolsa Lannister raramente falhara em soltar línguas antes, mas mesmo assim os rumores do destino de Tyrek não puderam ser arrancados dos habitantes da Baixada das Pulgas.
No comentário de Marbrand, Jaime fez sua própria conclusão - que os portorrealenses, tendo matado Tyrek, jogaram seu corpo no rio por medo da ira de Tywin - mas isso é insatisfatório, mesmo para o próprio Jaime. Por um lado, Tywin não estava na capital na época do tumulto e não retornaria até a Batalha do Água Negra. Na verdade, os portorrealenses poderiam temer o retorno de Lorde Lannister, mas o corpo de Tyrek teria que ser destruído durante o tumulto (uma vez que Tyrion enviou uma equipe de busca para ele logo ao retornar à Fortaleza Vermelha), fazendo do medo de Tywin uma motivação improvável.
Aprofundando-se na questão, Jaime avaliou o que Tyrek poderia representar:
Mas, mais tarde, sozinho no quarto de torre que lhe fora oferecido para a noite, Jaime deu por si com dúvidas. Tyrek servira o Rei Robert como escudeiro, ao lado de Lancel. O conhecimento podia ser mais valioso do que o ouro, mais mortífero do que um punhal. Foi em Varys que pensou então, sorrindo e cheirando a lavanda. O eunuco tinha agentes e informantes por toda a cidade. Seria coisa simples arranjar as coisas de forma que Tyrek fosse capturado durante a confusão... desde que soubesse de antemão que era provável que a turba entrasse em tumulto. E Varys sabia de tudo, ou pelo menos era isso que gostava de nos fazer acreditar. Mas não deu nenhum aviso a Cersei sobre esse tumulto. Nem desceu aos navios para se despedir de Myrcella. (AFFC, Jaime III)
Pode parecer óbvio demais que o destino de Tyrek nos seja transmitido através dos pensamentos internos de Jaime. Jaime certamente tem todos os fatos sobre o Tyrek aqui, mas o importante a se notar é que Jaime falha em juntar as peças. Ele sabe que Tyrek era um escudeiro, sabe que Lancel também era escudeiro, sabe que Lancel efetuou o plano de assassinato de Cersei, sabe que Varys poderia ter arrebatado Tyrek - mas depois para de pensar no assunto.
O monólogo interno de Jaime pode ser comparado à chance de Arya ouvir a trama entre Varys e Illyrio nos porões da Fortaleza Vermelha em A Guerra dos Tronos. De certa forma, é muito coincidente e direto - os leitores conseguem obter um ponto de vista dos dois conspiradores astutos discutindo abertamente seus planos acerca dos Targaryens exilados - mas porque Arya é apenas uma criança, não uma ladina, seu relatório da conversa é confusa e gentilmente descartada por Eddard. Jaime pode adivinhar que Tyrek pode ser útil, mas o modo como Varys poderia usá-lo está além do desejo ou habilidade analíticos de Jaime.
A evidência não resulta em uma conclusão simples. Todos os membros desaparecidos da comitiva real haviam sido devolvidos à Fortaleza Vermelha ou tiveram seus corpos encontrados - exceto Tyrek. Uma busca realizada após o tumulto não conseguiu encontrar mais do que o palafrém de Tyrek. Uma enorme força-tarefa da Patrulha da Cidade não fez nada para dissipar o mistério em torno do desaparecimento do garoto. Varys, o especialista em espionagem, parece ter deliberadamente ocultado informações que recebeu sobre Tyrek. Para onde o garoto poderia ter ido?
Pode ser que Tyrek não tenha sido assassinado nas ruas da Baixada das Pulgas – mas que ele esteja, de fato, vivo e escondido, sob os cuidados de Varys.

O Leão na teia da Aranha

O fato de Varys ter usado o motim em Porto Real para seqüestrar o jovem Tyrek parece uma conclusão possível, até mesmo provável. É improvável que Varys tenha planejado todo o tumulto em Porto Real - as pessoas estavam com fome e raiva o suficiente para não necessitarem de preparação -, mas uma instigação sutil poderia levar os portorrealenses a se aglomerarem nos pontos desejados, dentro dos quais Varys ou seu agente na multidão poderiam arrebatar Tyrek e o colocar sob custódia da Aranha.
Se ele era de fato o mentor por trás do tumulto, Varys havia improvisado uma hábil pantomima. A mulher com a criança morta que interrompeu a procissão real fora colocada na curva de uma rua morro acima; a comitiva real não apenas se moveria devagar, mas o fim da comitiva ficaria fora de vista. É provável que a mulher e o homem que jogaram sujeira em Joffrey tenham sido plantados, colocada em posição de detonar o conhecido pavio curto de Joffrey.
A mulher que se encaixa no gosto de Varys pelo teatral; e o atirador de estrume também parece obra dele, uma vez que a sujeira foi jogada de cima de um telhado. Previsivelmente, Joffrey enviou seu "cão" para a multidão para mutilar as pessoas obedientemente e assim, como era de se eseperar, a multidão de pessoas famintas e espumando tomou a brutalidade de Sandor Clegane como incentivo para retaliar. Plantando cuidadosamente seus agentes, Varys poderia garantir que o tumulto começasse na frente do desfile real, permitindo que o rei de repente corresse perigo a fim de distrair o sequestro de Tyrek na parte de trás da procissão e antes da curva do Caminho Lamacento.
O que Varys iria querer com Tyrek? Primeiro, Tyrek tem uma forte direito de sangue a Rochedo Casterly. Embora esteja agora distante do lugar em que nasceu, Tyrek saltou algumas posições desde então. Lorde Tywin está morto, Jaime inelegível por conta de seu manto branco e Tyrion, um regicida condenado e um traidor, está há dois continentes de distância de seu assento ancestral. Cersei, a Dama de Casterly Rock, está esperando para ser julgada por incesto, adultério e regicídio; ela provavelmente terá sucesso no julgamento, mas seu domínio sobre a coroa permanece tênue. Depois de Cersei e seus filhos viria Kevan Lannister, mas Sor Kevan foi recentemente assassinado - por ninguém menos que o próprio Varys. O filho de Kevan, Lancel, se tornou religioso após a Batalha do Água Negra, renunciou ao assento em Darry para se juntar aos Filhos do Guerreiro, ao passo que Willem foi assassinado por Rickard Karstark; seu irmão gêmeo Martyn e o pequeno Janei permanecem vivos, embora o paradeiro deles seja desconhecido. O próximo reclamante seria o próprio Tyrek.
Varys precisa de um herdeiro Lannister, para estabelecer uma nova ordem política em Westeros. Por quase duas décadas, Varys e Illyrio criaram o jovem Aegon como o príncipe ideal, futuro Senhor dos Sete Reinos, um salvador glorioso para resgatar o reino do caos. A invasão estrangeira, no entanto, pode ser apenas uma parte dessa nova conquista de Aegon: qualquer conquistador bem-sucedido (especialmente um sem dragões) exige o apoio da nobreza local para não apenas derrotar seus inimigos, mas estabelecer um regime viável para o futuro.
Dorne parece preparado para apoiar o principezinho “Targaryen”: posando como filho de Elia Martell, Aegon parece pronto para incitar muitos dorneses, já inquietos, a agir contra a odiada dinastia Lannister. O próximo e ousado investimento de Aegon em Porto Real garantirá sua posição como conquistador das Terras da Tempestade, e pelo menos dois poderosos senhores da Cmapina - e um número incerto de "amigos" - parecem prontos para se juntar à sua causa.
Para o resto dos Sete Reinos, no entanto, Varys precisará formular um plano de ataque diplomático. Tyrek, um Lannister do Rochedo, um legítimo Lorde leão (assim que algumas peças forem arrancadas do tabuleiro), pode servir como um fantoche útil para ganhar as Terras Ocidentais para o futuro Aegon VI.
É claro que, para sentar o jovem Aegon no Trono dos Reis Dragão, Varys precisa derrubar o rei-criança Tommen (e se desfazer da princesa Myrcella). A hoste que o príncipe de Varys estava liderando nas Terras da Tempestade será um forte punho de aço para defender seu ponto de vista, mas Varys também precisa da luva de seda de embasamento legal para arrancar a coroa de Tommen de seus cachos dourados.
A tática mais óbvia (e verdadeira) seria provar que Tommen e Myrcella eram bastardos nascidos do incesto, sem qualquer pretensão ao Trono de Ferro, assim como qualquer outro westerosi. Sua bastardia já era um boato comum em todo o reino, graças a Stannis, mas para encerrar a discussão, Varys precisava de alguém que pudesse oferecer provas.
Tyrek esteve com o rei, possivelmente o acompanhou a bordéis e viu seus bastardos de cabelos pretos como Barra. Além disso, Tyrek poderia testemunhar o papel que Lancel desempenhou ao provocar a morte de Robert, minando ainda mais a posição de Cersei. Cuidadosamente treinado por Varys, Tyrek poderia prestar testemunho que arrebataria a herança de seus primos, abrindo caminho para Aegon restabelecer a dinastia Targaryen.
Então, uma vez que Tommen e Myrcella fossem denunciados como bastardos, Tyrek permanece como a escolha ideal para ser nomeado Senhor de Casterly Rock por seu agradecido novo rei Aegon VI (Martyn e Janei apresentariam um desafio dinástico, mas considerando que Varys não tinha escrúpulos em assassinar o pai deles [Kevan], parece improvável que ele permita que esses pretendentes rivais também vivam). Desconectado dos escândalos dos Lannister em Porto Real, Tyrek é um candidato atraente para governar o oeste e se tornar parte da nova ordem westerosi de Aegon.

Conclusão

Em 1999, George RR Martin ofereceu esta breve e tentadora opinião sobre Tyrek Lannister:
RMBoye: Pergunta simples, de verdade - será que vamos descobrir o que aconteceu com o "Ama de Leite", Tyrek?
George_RR_Martin: Sim, você vai. Tento não deixar muitas pontas soltas. Mas às vezes é preciso aguardar.
Talvez os comentários dele devam ser feitos com mais do que um grão de sal; afinal, na mesma entrevista, ele insistiu que o crescimento dos livros pararia no sexto. Talvez já tenhamos visto Tyrek, no jovem bonito, com a bolsa de dragões de ouro, que Arya nota ter morrido na Casa de Preto e Branco. Talvez a Navalha de Occam esteja correta aqui: que Tyrek foi morto no tumulto sangrento e que os manifestantes jogaram seu corpo no rio para evitar o castigo severo que os Lannisters e a coroa provavelmente lhes causariam.
No entanto, o assassinato por um plebeu desconhecido, ou uma morte inexplicável na catedral de um culto de assassinos, parece uma revelação ruim para a qual o autor precisaria aconselhar termos paciência. De fato, parece mais provável que Tyrek esteja de fato vivo e que Varys tenha os meios, motivos e oportunidades para arrancá-lo da capital e segurá-lo para seus próprios usos.
Somente Os Ventos do Inverno servirá para mostrar se Tyrek retornará com o suposto Aegon VI e ocupará seu lugar em Rochedo Casterly. No entanto, o mistério absoluto em torno do desaparecimento de Tyrek continua alimentando especulações, e os leitores podem tentar prever como é que esse escudeiro de menor importância dos Lannister retornará à narrativa de modo grandioso.
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2019.12.13 03:18 altovaliriano Daenerys Webber e Stannis Osgrey

Esta é uma teoria de minha autoria, que eu submeto à vocês para execração pública.
Ela defende que “A Espada Juramentada” prenuncia a formação de uma aliança por casamento entre Daenerys e Stannis em “Os ventos do inverno” ou em “Um sonho de primavera”.
Observação: TSS = The Sworn Sword = A Espada Juramentada

Paralelos e prenúncios

Eustace Osgrey x Stannis Baratheon
Rohanne Webber x Daenerys Targaryen
A Espada Juramentada x ASOIAF

Questão Preliminar

Porque Daenerys se casaria com Stannis se ela (atualmente) tem muito mais a perder do que ele?
O propósito desta teoria não é explicar isto. A teoria não advoga que o casamento é a melhor opção para ambos os personagens, mas tão somente que GRRM desenvolveu personagens com circunstâncias políticas e pessoais muito similares àquelas de Deanerys e Stannis e que resolveram seus conflitos casando-se.
A principal distinção entre os dois conflitos é que Rohanne, ao contrário de Daenerys, precisava desesperadamente se casar, recusava insistentemente os pretendentes mais dispostos e não alimentava esperanças de que o melhor deles (Gerold Lannister) estivesse interessado nela.
Assim, GRRM subitamente casou Rohanne com seu antagonista e nos mostrou que esse desfecho aparentemente encerrou os problemas de ambos (afinal, não ouvimos falar de suas consequências em “O Cavaleiro Misterioso”).
Ocorre que, se refletirmos um pouco, perceberemos que, se Rohanne aceitou de boa-fé, o casamento com Osgrey foi uma escolha ruim e pouco estratégica. Eustace era velho, estigmatizado como um traidor e sua Casa já havia perdido terras por ter desagradado um Rei Targaryen (Maegor). Quando Rohanne casou-se com Eustace, ela não só perdeu o controle (formal) sobre suas terras como deu poder a um inimigo da Coroa.
Caso ela não tivesse nenhum plano na manga (tanto para matar ou manipular o novo marido – como meio de burlar a regra prevista no testamento de seu pai), sua decisão serviu apenas para alimentar as intrigas de vizinhos e pretendentes descartados.
No entanto, isso não impediu a Viúva Vermelha de casar-se com um vassalo do Dragão Negro.
No que tange à Daenerys e Stannis, eu levantarei algumas possibilidades nos próximos parágrafos, mas apenas em amor ao debate, pois não são mais do que especulações.

Conflito e harmonia entre Baratheon e Targaryen

A impressão geral é a de que Stannis sobreviverá à Batalha de Winterfell e Daenerys chegará à Westeros em TWOW. Essas presunções tem bastante respaldo no livro, haja vista que Stannis é “o homem [que] lutará até o fim, e mesmo depois” e Daenerys é a "pretendente de Chekhov" ao trono de Ferro.
Além da natural inimizade entre estes personagens (leia-se, Rebelião de Robert), Daenerys e Stannis estarão competindo pelas mesmas terras e títulos, o que aparentemente torna inviável um mero pacto entre eles… a não ser que ambos tenham um perigoso inimigo em comum e que haja um meio de ambos conseguirem o que querem por meio de uma aliança.
Com efeito, se por um lado eles tem mais de um inimigo em comum (Lannisters, Euron, os Outros e – quem sabe – Aegon), por outro, ao casarem, Stannis e Daenerys continuariam a reter os títulos que reivindicam de Rei e Rainha de Westeros. Aliás, a existência de um Rei, mesmo que consorte, inspiraria mais legitimidade ao poder monárquico e permitiria que mesmo aqueles senhores mais apegados à regra da hereditariedade pela linha masculina jurassem lealdade à Coroa com pouca hesitação.
Não que eu pense que Stannis ou Daenerys aceitarão o papel de mero consorte.
O que eu penso é que a combinação do senso de Stannis de querer salvar o reino antes de sentar no trono com a propensão de Daenerys de proteger os mais fracos postergará o enfrentamento entre eles para, digamos, depois da Longa Noite.

Especulações adicionais (e improvisadas)

O que me parece ser o maior obstáculo ao casamento é a memória da Rebelião de Robert.
Eu digo “memória” porque se participação de Stannis na Rebelião de Robert fosse auditada, alguém notaria que ele não lutou nenhuma batalha após a Batalha de Vaufrexo (já que, depois disso, ele estava sob cerco em Ponta Tempestade) e nós temos boas razões para acreditar que pouco sangue foi derramado durante o Assalto a Pedra do Dragão. Portanto, Stannis muito provavelmente não pode ser culpado de nenhuma morte significante.
Essa auditoria, contudo, certamente não teria nenhuma importância para Daenerys, pois, ironicamente, ela compartilha da opinião de Stannis sobre a cumplicidade dos aliados de seus inimigos mesmo pelos atos que eles não praticaram, como se vê a seguir:
— Minha irmã Lysa acusou a rainha de matar seu marido numa carta que me enviou – admitiu. – Mais tarde, no Ninho da Águia, atribuiu o homicídio a Tyrion, o irmão da Rainha.Stannis fungou: — Se puser o pé num ninho de cobra, será que interessa qual delas morde primeiro?
(ACOK, Catelyn III)
— Lannister ou Stark, qual a diferença? Viserys costumava chamá-los de cães do Usurpador. Se uma criança é atacada por uma matilha de cães, faz diferença qual deles rasgou sua garganta? Todos os cães são igualmente culpados.
(ADWD, Daenerys II)
Tendo isso em mente, uma das coisas que podem ajudar a construir uma ponte entre Daenerys e Stannis seria a sugestão, feita por Jorah Mormont, de que Daenerys tivesse dois maridos para montar seus outros dragões.
Devido à minha suspeita de que Viserion tem uma queda por pessoas com “sangue de dragão”, como visto nos casos de Ben Mulato Plumm (que alega ter apenas “duas gotas”, em razão de um parentesco distante com os Targaryens) e Quentyn (provável descendente da primeira Daenerys, que quase domou Viserion), eu acredito que esse dragão poderá demonstrar afinidade com Stannis, cuja própria avó era uma Targaryen.
Assim, dentre outras soluções plausíveis, eu acredito que ao criar um vínculo com um dos dragões de Daenerys, Stannis poderia persuadi-la a aceitar uma aliança por casamento.
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2019.12.06 03:58 altovaliriano Impressões sobre 'A Espada Juramentada'

A Espada Juramentada é a segunda prequel das Crônicas de Gelo e Fogo. Ela foi lançada em dezembro de 2003, mais de três anos após o terceiro livro da saga, A Tormenta de Espadas.
Há que se notar que, em A Espada Juramentada, Martin detalha pela primeira vez que a época de Dunk & Egg foram marcadas por rebeliões de uma Casa fundada por um bastardo legítimo dos Targaryen, sendo que uma das mais relevantes aconteceu 14 anos antes de 'O Cavaleiro Andante'.
Em verdade, como as primeiras menções aos Blackfyre surgiram em A Tormenta de Espadas, fica parecendo que Martin somente os inventou entre os livros 2 e 3 das Crônicas, para explorá-la em detalhes nas novelas de Dunk& Egg. Entretanto, em A Dança dos Dragões vimos que os Blackfyre tornaram-se o segundo elo que une ambas as sagas (além da Tragédia de Solar Estival.
Como ocorreu com a análise da última novela, começaremos a série de posts com uma sinopse e breves impressões e perguntas.
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SINOPSE
A história se passa um ano e meio após os acontecimentos de O Cavaleiro Andante. Dunk e Egg estão no meio de uma seca terrível no verão da Campina, uma seca que começou após à Grande Praga da Primavera. Dunk jurou sua espada para Sor Eustace Osgrey de Pousoveloz, um velho cavaleiro que vive contemplando as honras que sua família um dia teve.
Tudo começa quando Dunk e Egg retornam a Pousoveloz depois de uma pequena viagem até Dosk para obter alguns suprimentos. No caminho, após observarem um gaiola de corvos com criminosos mortos, eles descobrem que o Riacho Xadrez, um córrego local secou enquanto eles estavam fora.
Desconfiado, Dunk começa a investigar o que aconteceu, mesmo depois que Sor Bennis, o Marrom o aconselha deixar isso pra lá. Seguindo o caminho do rio eles descobrem que operários de Lady Rohanne Webber, conhecida como a Viúva Vermelha, construíram uma barragem ali. Quando os homens se recusam a remover a barragem, Sor Bennis fere um deles no rosto, fazendo com que eles levem a notícia à sua Senhora.
Os cavaleiros voltam para Pousoveloz e contam (a contragosto no caso de Sor Bennis) o que aconteceu. Ficamos sabendo que Senhora Webber é uma mulher sinistra que pratica magia, matou seus últimos cinco maridos, abortou dois filhos e é cruel com seus inimigos -- já tendo afogado um homem de Pousoveloz no fosso do castelo que a família dela ganhou da família de Sor Eustace, chamado Fosso Gelado.
Sor Eustace, então, ordena que Sor Bennis e Dunk reúnam homens de suas três aldeias e comecem a treiná-los para lutar. Os plebeus são extremamente pobres e destreinados, sem armaduras ou espadas e Dunk percebe que Sor Eustace estaria levando pessoas inocentes à morte. Então ele sugere à Eustace que encontre outra solução e acaba sendo enviado para conversar com Lady Rohanne em Fosso Gelado, para oferecer o preço de sangue (uma indenização em prata para compensa alguma violência cometida) pelo que aconteceu.
Ao se encontrar com Lady Rohanne, Dunk percebe que algumas das coisas que lhe foram contadas não eram verdadeiras. Lady Rohanne é uma mulher ruiva muito jovem, bela e corajosa, com sardas no rosto e um nariz arrebitado, por quem Dunk acaba desenvolvendo forte atração aparentemente correspondida. Além disso, Dunk descobre que o rio não pertence a Sor Eustace, mas foi concedido pelo Rei Daeron II Targaryen à Casa Webber por seus serviços na Rebelião Blackfyre, enquanto a Casa Osgrey havia perdido-o temporariamente em punição pelo apoio de Eustace a Daemon Blackfyre.
Dunk e Egg também ficam sabendo que a Senhora Webber deverá se casar novamente dentro de um curto período de tempo ou perderá suas terras para Wendell Webber, um primo, como indicado no testamento de seu pai. Seu pai também encarregou Sor Lucas Inchfield, chamado 'Longo Inch', para protegê-la contra os pretendentes indignos. Sor Lucas, porém, interpretou isso como uma maneira de não deixa-la casar com ninguém além dele mesmo.
A reunião não termina bem. Lady Rohanne se recusa a romper a barragem ou tomar o preço de sangue. Ela exige que Sor Bennis seja entregue para que ela lhe arranque o nariz. Chocado e indignado com todas as revelações, Dunk decide deixar o serviço de Osgrey. No entanto, ao perceber que os moradores de Pousoveloz não vão ter uma chance contra soldados armados e treinados de Lady Rohanne, volta atrás e decide ficar.
Na manhã seguinte, Sor Osgrey, Dunk e Egg seguem para o riacho e encontram Lady Webber e seu pequeno exército. A Dunk é concedida uma negociação privada com Lady Webber. Ele mostra o anel-sinete de Egg, provando que o garoto é um príncipe Targaryen. Depois, corta suas próprias bochechas para compensar o ferimento do juramentado dela. Lady Rohanne fica impressionada, mas ainda exige um pedido de desculpas de Sor Eustace, que se recusa. Então eles decidem resolver a questão com um duelo entre seus campeões. Dunk e Sor Lucas se enfrentam. A luta é rápida, Dunk consegue ferir mortalmente 'Longo Inch', mas perde a consciência quase se afogando.
Quando Dunk desperta, Sor Eustace e Lady Rohanne resolveram suas diferenças e se casaram. Dunk é convidado a permanecer em Pousoveloz como capitão da guarda, mas se recusa. Ainda extremamente ferido ele se prepara para partir com o menino Egg. Lady Rohanne o encontra nos estábulos e oferece seu melhor cavalo e suas desculpas. Contudo, Dunk recusa, o que faz com que Rohanne exigir que ele tome alguma coisa dela. Então, eles se beijam apaixonadamente e Duncan corta uma trança dos cabelos dela, para manter como uma lembrança.
Dunk e Egg então partem com intenção de chegar à Muralha, no Norte, onde Dunk acredita que pode encontrar seu desconhecido pai biológico, que era dito ser um ladrão ou larápio.
(Este texto utiliza e modifica informações de O Cavaleiro dos Sete Reinos - A Espada Juramentada da Gelo e Fogo Wiki, compartilhados sob a licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported (CC BY-NC-SA 3.0)
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Perguntas
  1. Você gostou de 'A Espada Juramentada'? Acha a história melhor do que 'O Cavaleiro Andante'?
  2. O que você achou da solução do conflito entre Osgrey e Rohanne?
  3. Você acha que veremos Sor Bennis novamente? Como?
  4. Você acha que veremos Lady Rohanne novamente? Como?
  5. Que teorias sobre 'A Espada Juramentada' você já ouviu falar?
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2019.12.01 03:54 altovaliriano Oberyn Martell

A Víbora Vermelha é o personagem deste sábado.
Oberyn foi o segundo filho da princesa de Dorne e um consorte (ambos sem nome até o momento). A diferença de idade para seu irmão mais velho (aproximadamente 10 anos) o fez mais próximo de sua irmã mais nova, Elia.
Ele é descrito como um homem voluntarioso e destemido, provido de uma mente e uma língua afiadas. Sua fama como guerreiro é reconhecida por metade do reino, assim com seu comportamento errático. Em suma, era considerado poderoso e perigoso.
O segundo príncipe de Dorne foi criado em Arenito, do outro lado da região, bem longe de Lançassolar, em meio à Casa Qorgyle. Talvez essa experiência tenha lhe fornecido amigos entre os dorneses arenosos.
Na juventude, Oberyn viajou com Elia e sua mãe à procura de casamentos entre grandes casas. É sabido que eles foram mal recebidos em Rochedo Casterly, o que depois levou a Princesa sem nome de Dorne a procurar uma aliança por casamento com os Targaryen. O que é menos debatido é que provavelmente durante a estadia em Vilavelha desta viagem é que Oberyn concebeu sua primeira filha, Obara, algo que conheci através das reflexões de um youtuber chamado Maglor.
Assim, Oberyn era amado por toda parte e teve diversas amantes. Uma delas foi a amante de Lorde Edgar Yronwood, que então o desafiou para um duelo. Todos conhecem a história. O duelo que era apenas até o primeiro sangue, resultou na morte de Lorde Edgar e rendeu a Oberyn o apelido de Víbora Vermelha. Para fazer paz, Oberyn foi enviado à Cidadela e a Lys, em exílio, para aplacar os Yronwood.
Como sugere Maglor, deve ter sido durante o tempo em Lys que Oberyn teria concebido Nymeria em uma nobre local. Só depois, quando estudou na Cidadela é que Oberyn teria se envolvido com uma mulher da Fé. Esta ordem parece fazer mais sentido. Caso contrário teríamos que assumir que Oberyn haveria tido um caso uma Septã em Lys, o que seria muito esquisito e digno de nota.
Contudo, há uma sugestão de que Oberyn não tenha permanecido em Dorne após o exílio. Embora não se possa dizer se Oberyn operou como mercenário nas Terras Disputadas durante o depois do exílio em Lys, Martin respondeu em 2008 ser possível que o príncipe estivesse nas Terras Disputadas durante a Rebelião de Robert (vide declarações abaixo).
Assim, Oberyn pode ter conhecido a mãe de Sarella, uma pirata ilhéu do Verão, na Cidadela, em Dorne ou em Essos por volta do ano 280 DC. Como a próxima de suas filhas só nasceria quase 5 anos depois, é possível que Oberyn só tenha iniciado seu romance com Ellaria Sand depois do fim da Rebelião de Robert, quando supostamente retornou a Dorne de uma vez.
Fato é que neste tempo em que esteve em Essos, Oberyn fez parte da companhia mercenária Segundos Filhos por um tempo, para depois fundar sua própria companhia, sobre a qual não temos nenhuma informações, nem mesmo o nome.
Semana passada, eu e u/paulovitor88 estávamos discutindo justamente a identidade da companhia e filtramos as possibilidades até os Corvos Tormentosos, Longas Lanças e Homens Galantes. Nada impede também que a companhia de Oberyn tenha sido a dos Bravos Companheiros, agora liderada por Vago Hoat (como muitos leitores acreditam que seja). Porém, o mais certo é que não tenhamos ouvido falar nela ainda.
Oberyn era presença costumeira em torneios, podendo ter disputado justas até mesmo depois da Rebelião. De fato, como Oberyn acidentalmente aleijou Willas Tyrell no primeiro torneio do herdeiro de Jardim de Cima (que nasceu entre 270-276 DC), existe a possiblidade de que Oberyn tenha comparecido a Jardim de Cima depois que Robert tomou o Trono.
Se o fato ocorreu após a deposição dos Targaryen devem ter sido momentos de tensão, o que combina muito bem com o temperamento ousado de Oberyn. Mas a tensão não perdurou devido a Willas não ter guardado rancor de Oberyn e ainda ter mantido correspondência com o Dornês para falar da paixão comum por cavalos.
Eu particularmente acho que o perdão veio fácil demais para não haver algo a mais. E em vista da fama de Oberyn como bissexual e a liberdade sexual que os filhos de Mace Tyrell parecem desfrutar, não me surpreenderia se entre o dornês e o rapaz tenha havido um relacionamento romântico.
Sobre a Rebelião de Robert em si, a história que se conta é que o Príncipe fez uma tentativa de levantar Dorne em favor de Viserys quando Robert chegou ao Trono. Oberyn só foi acalmado quando a mão do Rei, Jon Arryn, foi pessoalmente a Dorne para selar a paz com Doran. Não se sabe o que foi dito no encontro, mas o fato de que Doran tenha controlado a raiva do irmão e o cooptado para seu próprio plano de vingança demonstram a extensão da influência de Doran sobre Oberyn.
De fato, a relação entre os irmãos é demasiado esquisita. Ambos falam eloquentemente da má fama do outro, mas ainda assim eram muito próximos. Arianne conta que, durante o tempo em que Doran esteve nos Jardins de Água, Príncipe Oberyn era convocado duas vezes por quinzena enquanto a própria Arianne só aparecia duas vezes por ano.
Apesar de sua natureza errática, Oberyn parecia obedecer e confiar em Doran. Oberyn não ter se casado e gerado filhos legítimos parece indicar que tinha pouco interesse em derrubar o irmão. Juntos, Doran e Oberyn foram capazes de selar um pacto de casamento entre Viserys e Arianne em Braavos e quase fizeram os noivos se conhecer em Tyrosh. Tudo somente veio abaixo quando Viserys morreu, mas mesmo assim, como visto acima, Doran e Oberyn continuaram a se encontrar com suspeita frequência.
Não seria estranho que Doran utilizasse o amor que Dorne sentia por Oberyn para manter seus súditos calmos. Oberyn deve ter operado como testa de ferro de Doran por muitos anos. Quando o irmão mais velho se mudou para os Jardins de Água, Oberyn agia virtualmente como Senhor de toda Dorne. Então provavelmente Oberyn foi a pessoa que ficou sabendo primeiro da oferta de Tyrion de trazer justiça para Elia, enviar Myrcella para casar com Trystane e abrir um assento no pequeno conselho para Doran.
Devido a problemática condição de Doran, Oberyn foi indicado para assumir o assento no conselho. Contudo, desde que pisou nas Terras da Coroa, Oberyn tratou de provocar Tyrion com planos de coroar Myrcella e intenções de estender a justiça por Elia até chegar a Tywin. No fim, tudo isso foi a sua perdição. Há uma teoria, contudo, de que Oberyn ao menos teria conseguido envenenar Tywin, o que poderia tê-lo levado à morte caso Tyrion não houvesse assassinado o pai primeiro.
Mas agora ambos Oberyn e Tywin estão mortos e seus legados foram convulsões políticas que não exatamente foram dissipadas ainda, seja em Dorne, seja no restante do Reino.

Declarações de Martin sobre Oberyn

As perguntas

  1. A espada com que Oberyn lutou contra Lord Yronwood estava envenenada?
  2. Oberyn e Willas Tyrell já tiveram alguma relação amorosa?
  3. O que você acha das filhas de Oberyn? São tão interessantes quanto o próprio víbora vermelha?
  4. A companhia de mercenários criada por Oberyn em Essos já apareceu nos livros?
  5. Como Doran conseguiu manter Oberyn sob controle todos esses anos?
  6. Oberyn tinha real intenção de coroar Myrcella ou era apenas papo furado?
  7. Oberyn Martell realmente envenenou Tywin Lannister?
  8. Que impacto a morte de Oberyn terá no futuro da história?
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2019.09.10 04:52 Dreckv Sobre os pais irresponsáveis

Quem ainda estuda vai entender o que eu estou falando, do tanto de menina de 10-13 anos que saem com caras acima de 18 anos. Eu estava olhando para cenas como essas, de meninas de 11 anos se pegando com caras de 20 anos na saída da escola, e comecei a pensar nos pais dessas crianças.
Quando uma criança sofre abuso sexual, aparece os pais dela na televisão, indignados, chorando litros, gritando a condenação do abusador, mas o engraçado é que nesse mesmo dia que ocorreu o abuso, a mãe deixou a filha sair para o baile funk usar drogas. Não estou dizendo que o pedófilo não tem culpa, claro que ele tem, aliás, ele é o maior responsável de tudo isso, afinal, se não existisse pedófilos não existiria pedofilia. Mas eu estou querendo dizer é que na maioria dos casos a família também tem culpa, a irresponsabilidade da família também causa isso.
Quem mora em comunidade vê muito isso, vê crianças e jovens de 11-16 anos saindo para baile funk com um short extremamente curto e com um copão de alguma bebida na mão, isso quando não está com um lança perfume ou com outro tipo de droga. O pior é que quando uma garota menor de idade aparece com um cara muito mais velho em casa, a família aceita. Eu tenho duas primas de 16 anos que namoram com caras mais velhos, um namora com um homem de 22 anos e outra namora com um pseudo-médico de 28; sem contar a minha ex-namorada, que quando tinha 12 anos namorou sério com um cara de 30, sim, quando eu digo sério eu digo com consentimento familiar, inclusive eles dormiam na mesma cama.
Você pode ver que hoje a pedofilia está aumentando muito por causa da internet, tem até testes sociais no YouTube que mostram como um pedófilo consegue facilmente convencer uma criança pelas redes sociais. Quando você vê um caso de pedofilia, normalmente é um vídeo que está circulando pela internet, um vídeo ínfimo que a criança mandou para outra pessoa. Então eu me pergunto, cadê os pais dessas crianças? Os pais simplesmente dão um celular na mão das crianças, e deixam elas fazerem o que bem entenderem no celular e nas redes sociais, não impondo limites, e nem se importando com quem a garota (ou garoto) conversa ou deixa de conversar.
Eu não vou ser hipócrita e dizer que isso só acontece agora, sempre aconteceu, só que antes havia limites e regras, hoje não. Antigamente, existia de uma pessoa da maior idade ter relações com um(a) menor de idade, o que eu acho completamente errado, só que pelo menos havia delimitações, o pai tinha que permitir, e para o pai permitir, o(a) pretendente tinha que casar, dar uma casa, trabalhar, mostrar que vai cuidar bem da pessoa e etc. Hoje não, hoje uma garota de 13 anos aparece com um velho tarado diferente por mês em casa, e a mãe acolhe o velho como se fosse alguém da família, e se a garota aparecer grávida a mãe até propõe casamento.
Essa irresponsabilidade dos pais me preocupa, eu acho que um dos principais passos para acabar com a pedofilia é mudando a educação das crianças, mudando essa educação que os pais dão, tirando essa liberdade que as crianças tem. Até meus 16 anos eu não podia nem sair na esquina, hoje crianças de 11 anos saem para baile funk e tomam anticoncepcionais dados pela própria mãe, isso é de fato preocupante.
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2019.09.08 10:11 altovaliriano De: Tywin - Para: Hoster

Um texto longo, mas com TLDR no final.

1. Pista
Eu estava lendo Jaime contar a Devan sobre os arranjos para o noivado Lysa, quando reparei nisso:
– A primeira vez que vi Correrrio, era um escudeiro tão verde como a grama estival –, disse Jaime ao primo. – O velho Sumner Crakehall me mandou entregar uma mensagem, que ele jurou não poderia ser confiada a um corvo. Lorde Hoster reteve-me durante uma quinzena enquanto pensava na resposta, e sentou-me ao lado da filha Lysa a cada refeição.
(AFFC, Jaime V)
Á princípio acreditei que Sumner havia inventado uma desculpa esfarrapada para que Jaime fosse a Correrrio conhecer Lysa e ser avaliado por Hoster.
Mas a estratégia não parece fazer sentido. Por que Tywin triangularia a notícia com Sumner e faria mistério para Jaime? Se Tywin quisesse que Jaime fosse a Correrrio, bastaria ordenar a Jaime. Além disso, por que um escudeiro faria a viagem a Correrrio sem o cavaleiro a que servia? Não seria mais adequado?
2. Cronologia
Com essas perguntas em mente, comecei a analisar se esta farsa não foi armada depois que Jaime e Cersei começaram a por em prática o plano de tornar Jaime cavaleiro da guarda real. Mas a cronologia não permite:
À mesa, ignorara a pobre Lysa, enquanto pressionava Brynden Tully, pedindo-lhe histórias sobre Maelys, o Monstruoso, e o Príncipe de Ébano. Sor Brynden era mais novo do que sou agora, refletiu Jaime, e eu mais novo do que Peck.
(AFFC, Jaime V)
Jaime está com 34 anos ao falar isso. Segundo este parâmetros, o encontro deveria ter acontecido entre 277 DC (quando Jaime entrou a serviço de Sumner) e 279 DC (quando Peixe Negro teria 34 anos, segundo a estimativa mais flexível). Coincidência ou não, o noivado de Catelyn com Brandon foi realizado por volta de 277 DC.
Por outro lado, o encontro com Cersei se deu depois que Sor Harlan Grandison da Guarda Real já estava morto e Jaime já era um cavaleiro:
Jaime, entretanto, passara quatro anos como escudeiro de Sor Sumner Crakehall e conquistara as esporas contra a Irmandade da Mata do Rei. Mas quando fez uma breve visita a Porto Real no caminho de volta para Rochedo Casterly, principalmente para ver a irmã, Cersei puxou-o de lado e sussurrou que Lorde Tywin pretendia casá-lo com Lysa Tully, chegando ao ponto de convidar Lorde Hoster a vir à cidade para conversar sobre o dote. Mas se Jaime vestisse o branco, podia ficar sempre perto dela. O velho Sor Harlan Grandison morrera durante o sono, o que não podia ser mais apropriado para alguém cujo símbolo era um leão adormecido. Aerys iria querer um jovem para ocupar o seu lugar, portanto, por que não um leão rugindo para o lugar de um sonolento?
(ASOS, Jaime VII)
Como Grandison morreu em 281 DC, a visita a Correrrio deve ter acontecido de 2 a 4 anos antes do torneio de Harrenhal. Como o torneio havia sido anunciado desde 280 DC, podemos afirmar que a visita a Correrrio se deu 1 ou 3 anos antes do anúncio.
Por sua vez, o encontro com Cersei ocorreu meses antes do torneio. Ou seja, Tywin falava abertamente sobre casar Jaime e Lysa após o anúncio do Torneio, o que não fazia antes.
3. Conteúdo
Na carta havia algo sobre um arranjo de casamento entre Lysa e Jaime, possivelmente. Mas não era isso que tornava seu conteúdo não confiável para um corvo. Olhando para a cronologia, o torneio de Harrenhal parece um divisor de águas sobre a divulgação do noivado. Portanto, eu acho que Tywin falou a Hoster de forma explícita sobre Aerys.
A mensagem foi passada no ano 277 ou depois, ou seja, durante ou depois do Desafio de Valdocaso.
Se foi durante, Aerys estava sequestrado e isso dava meios e oportunidade para Tywin conspirar livremente contra Aerys. Inclusive justifica que Tywin tenha se sentido à vontade o suficiente para demonstrar conforto com a morte de Aerys e declarar-se abertamente favorável à sucessão de Rhaegar:
A maior parte dos membros do pequeno conselho estava com a Mão, do lado de fora de Valdocaso, neste momento, e vários deles argumentaram contra o plano de Lorde Tywin, alegando que tal ataque certamente incitaria Lorde Darklyn a matar o rei Aerys. "Pode ser que sim, pode ser que não", dizem que Tywin Lannister respondeu, "mas, se fizer, temos um rei melhor bem aqui". E ergueu a mão para indicar o príncipe Rhaegar.
(TWOIAF, Aerys II)
Se a mensagem foi entregue depois, tanto melhor. Com a visível decadência mental de Aerys depois do evento, certamente Tywin conseguiria provar seu argumento de que Aerys estava fora de controle e necessitava deixar o Trono de Ferro.
Portanto, eu acho que Hoster e Tywin estavam bolando algo, e esse algo se transubstanciou na forma do torneio de Harrenhal, possivelmente para atrair Rhaegar para um terreno neutro. O terreno escolhido foi justamente nas Terras Fluviais, nas terras de um dos súditos de Hoster, com quem Rhaegar tinha alguma conexão via um guarda de sua confiança: Oswell Whent.
o torneio foi anunciado pela primeira vez por Walter Whent, Senhor de Harrenhal, no final do ano de 280 d.C., não muito tempo depois de uma visita de seu irmão mais novo, Sor Oswell Whent, um cavaleiro da Guarda Real.
(TWOIAF, O Ano da Falsa Primavera)
Talvez Oswell tenha ido em pessoa porque também carregava uma mensagem "que não poderia ser confiada a um corvo".
4. Motivo
Certamente, a parte mais especulativa deste texto.
Se era certo que quem governava o reino era Tywin e não Aerys, obviamente que Hoster veria vantagens na aliança por casamento com o homem mais poderoso dos Sete Reinos. Mas seria isso suficiente para Hoster achar que valeria a pena o risco? Talvez, se Tywin demonstrasse ter Rhaegar consigo.
Da parte de Tywin, a razão parece mais fácil de descobrir: Hoster tinha o reino que ficava entre as Terras Ocidentais e as Terras da Coroa. Além disso, era o miolo de Westeros, por onde todas rotas passavam. Um aliado estratégico e com filhas em idade para casar. Pode ser que, inclusive, Tywin tenha visto a rede que os Starks estavam formando com os Tully, Arryn e Baratheon e quis ter uma participação nela também.
5. Comportamento
Quaisquer que tenham sido as reais intenções de Tywin e Hoster, o plano foi por água abaixo com a nomeação de Jaime para a guarda real. Contudo, alguns dos comportamentos de ambos Hoster e Tywin após o fracasso da aliança também parecem apontar para existência de segundas intenções.
Tywin não apareceu para o torneio que eu aqui proponho que ele tenha engendrado. Me parece que por saber que sua presença não contribuiria em nada, salvo sua própria humilhação. Ainda assim, o torneio contou com a presença maciça de homens das Terras Ocidentais:
Embora Lorde Tywin não tivesse se dignado a participar do torneio em Harrenhal, dezenas de seus senhores vassalos e centenas de cavaleiros estavam ali, e aplaudiram com ânimo e vigor o mais novo e mais jovem Irmão Juramentado da Guarda Real.
(TWOIAF, O Ano da Falsa Primavera)
Essa nota sobre a presença dos senhores Ocidentais parece estar cobrindo uma ausência deliberada de Tywin, e parece demonstrar que mesmo diante da derrota Lorde Lannister ainda tinha interesse de continuar com seus planos, mesmo que a margem de lucro a esta altura houvesse minguado significativamente.
Um dos indícios que esta leitura está correta é o fato de que Tywin propôs a Hoster uma nova aliança, substituindo Jaime por Tyrion. Não é surpreendente que Tully tenha recusado com escárnio ("ele respondeu que queria um homem inteiro para a filha" - ASOS, Tyrion III), mesmo que ele soubesse que Lysa não era mais donzela. O que surpreende é que Tywin tenha tentado a todo custo honrar o compromisso.
Veja: a situação não é igual ao que ocorreu quando Tywin ofereceu o filho anão para se casar com Elia Martell. Naquele momento, Tyrion não era apenas um anão bebê, mas também era o segundo na linha de sucessão. Tywin havia recusado disponibilizar Jaime sem nenhuma justificativa, de modo que deixava claro que a intenção era insultar.
Quando Tywin tenta barganhar com Hoster pela manutenção do compromisso, Tyrion tinha 8 anos e era o primeiro na linha de sucessão. Portanto, a jogada soa mais como um ato desesperado de Tywin do que com uma tentativa gratuita de ofender Tully. E o desespero de Tywin parece demonstrar a extensão do interesse que ele tinha no compromisso.
Por fim, outro elemento que liga Hoster a Tywin é o fato de ambos terem começado a rebelião neutros (no caso de Tully, a fonte é semi-canônica, do verbete de Lysa Tully no aplicativo oficial para celular), ainda que Hoster tenha depois se aliado aos rebeldes e, ironicamente, teve que substituir o noivo de Catelyn pelo Stark seguinte na linha de sucessão quando o primeiro morreu.
Um fato que acho esquisito é que Tywin nunca foi procurado ou ameaçado pelos rebeldes (além de aparecer magicamente à tempo nas muralhas de Porto Real para pilhar sozinho a cidade).
6. Conclusão
Ainda faltam algumas lacunas a serem preenchidas, especialmente no quesito das motivações, mas o panorama parece convincente o suficiente para que a tal mensagem que Jaime levou a Correrrio fosse mais do que um estratagema para que ele fosse conhecer e ser conhecido pelos Tully.
Tywin não é o tipo de personagem que você espera que jorre luz num assunto como esse. No entendo, Hoster parecia ser uma pai ligeiramente mais afetuoso e poderia nos dar uma luz. Pena que (convenientemente, talvez) Martin o tenha colocado nos livros como um idoso enfermo e delirante, em seus últimos dias. Nem das palavras soltas que balbuciava em seu leito eu fui capaz de tirar algo sobre o assunto deste tópico.

TL;DR - Tywin Lannister enviou uma carta por meio de Jaime propondo uma aliança secreta com Hoster Tully, concretizada na união das duas casas pelo casamento de Jaime e Lysa. Com o envolvimento de Rhaegar, esta aliança deu origem ao Torneio de Harrenhal. Mas tudo se perdeu quando Jaime entrou para a guarda real (ainda que Tywin tenha desesperadamente tentado manter o compromisso oferecendo Tyrion).
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2019.08.10 07:44 altovaliriano Loucura de Daenerys: realidade, politicagem ou ambas?

Após terminar Festim dos Corvos, me pareceu óbvio que Martin estava construindo terreno contra a reinvidicação de Daenerys para o trono (via insucesso de Cersei e Asha). Quando eu terminei Dança dos Dragões, concluí que o jogo político de Westeros apelaria para a loucura dos Targaryen, prescindindo absolutamente de provas, para descartar Daenerys em favor de Aegon.
Conforme o tempo passava, comecei a alimentar o desejo de que Daenerys parasse de ser personagem POV após "abraçar" o lema da família ("Fogo e Sangue"). Assim Martin nos manteria na ambiguidade, nos forçando a mudança de comportamento dela com base no POV dos outros personagens.
Porém, há opinião para todo lado. Por isso venho perguntar: vocês acham que a loucura será real, apenas uma forma de manchar a reputação de Daenerys ou será ambas as coisas?

Me deêm a liberdade de juntar aqui algumas citações:
(ASOS, Daenerys VI)
– Seu pai é conhecido em Westeros como “o Rei Louco”. Ninguém nunca lhe disse isso?
– Viserys disse. – O Rei Louco. – O Usurpador chamava-lhe assim, o Usurpador e seus cães. – O Rei Louco. – Era mentira.
– [...] A verdade é que queria observá-la durante algum tempo antes de lhe jurar a minha espada. Para me certificar de que não era... [...] louca – concluiu ele. – Mas não vejo na senhora a mácula.
– A mácula? – irritou-se Dany.
– Não sou um meistre para lhe citar história, Vossa Graça. Minha vida foram as espadas, não os livros. Mas qualquer criança sabe que os Targaryen sempre dançaram demasiado perto da loucura. Seu pai não foi o primeiro. O Rei Jaehaerys disse-me um dia que a loucura e a grandeza eram dois lados da mesma moeda. “Sempre que um novo Targaryen nasce”, disse ele, “os deuses atiram uma moeda ao ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá”.
Jaehaerys. Este velho conheceu o meu avô. Aideia obrigou-a a refletir. Amaior parte daquilo que sabia de Westeros tinha vindo do irmão, e o resto de Sor Jorah. Sor Barristan devia ter esquecido mais do que os outros dois algum dia souberam.
(ASOS, Daenerys VI)
– Meu pai era realmente louco? – perguntou antes de conseguir evitar. Por que é que eu perguntei isso? – Viserys dizia que essa conversa de loucura era uma manobra do Usurpador...
– Viserys era uma criança, e a rainha protegeu-o o máximo que pôde. Agora creio que o seu pai sempre teve em si um pouco de loucura. Mas era também encantador e generoso, de modo que suas pequenas falhas eram esquecidas. Seu reinado começou tão promissor... mas à medida que os anos iam passando, as falhas tornaram-se mais frequentes, até que...
(ADWD, Daenerys II)
Dany olhou para trás, em direção ao pé de caqui. Não havia nenhuma mulher ali. Nenhuma túnica com capuz, nenhuma máscara laqueada, nada de Quaithe.
Uma sombra. Uma memória. Ninguém. Ela era do sangue do dragão, mas Sor Barristan a avisara de que esse sangue tinha uma mácula. Estarei ficando louca? Eles haviam chamado o pai dela de louco certa vez.
– Estava rezando – disse para a garota naathi.
(ADWD, O Soprado pelo Vento)
Quanto mais Quentyn ouvia sobre Daenery s Targaryen, mais temia tal encontro. Os yunkaítas afirmavam que ela alimentava seus dragões com carne humana e que se banhava no sangue de virgens para manter a pele suave e flexível. Feijões ria disso, mas gostava das histórias sobre a promiscuidade dela.
– Um de seus capitães vem de uma linhagem na qual os homens têm membros com um metro de comprimento – contou para eles –, mas nem isso é grande o suficiente para ela. Ela cavalgou com os dothrakis e cresceu acostumada a ser fodida por garanhões, então agora nenhum homem pode preenchê-la.
E Livros, o esperto espadachim volantino que sempre parecia estar com o nariz enfiado em algum pergaminho farelento, achava que a rainha dragão era assassina e louca.
– O khal matou o irmão dela para que ela fosse rainha. Então ela matou o khal para se tornar khaleesi. Ela pratica sacrifício de sangue, mente com tanta facilidade quanto respira, se volta contra ela mesma por um capricho. Rompe tréguas, tortura enviados... o pai dela era louco também. Isso corre no sangue.
Isso corre no sangue. O Rei Aerys II era louco, toda Westeros sabia disso. Havia exilado duas de suas Mãos e queimado uma terceira. Se Daenerys é tão assassina quanto seu pai, ainda devo me casar com ela? O Príncipe Doran nunca falara sobre essa possibilidade.
(ADWD, Epílogo)
– [...] Temos essas histórias vindas do leste também. Uma segunda Targaryen, e uma cujo sangue nenhum homem pode questionar. Daenerys Nascida da Tormenta.
– Tão louca quanto o pai – declarou Lorde Mace Tyrell.
Que seria o mesmo pai que Jardim de Cima e a Casa Tyrell apoiaram até o amargo fim e muito além.
– Ela pode ser louca – Sor Kevan disse –, mas com tanta fumaça à deriva no oeste, certamente há algum fogo queimando no leste.
Grande Meistre Pycelle balançou a cabeça.
– Dragões. Essas mesmas histórias alcançaram Vilavelha. Demasiadas para não serem levadas em conta. Uma rainha de cabelos prateados com três dragões.
– Do outro lado do mundo – falou Mace Tyrell. – Rainha na Baía dos Escravos, sim. Seremos gratos se ficar por lá.
– Nisso concordamos – disse Sor Kevan –, mas a garota é do sangue de Aegon, o Conquistador, e não acho que ficará satisfeita em permanecer em Meereen para sempre. Se ela alcançar esta costa e unir forças a Lorde Connington e esse príncipe dele, falso ou não..
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2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.02.02 16:46 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.02.02 16:31 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.01.03 03:18 carloshc O Equilibrista

Marcelo era o caçula com 12 anos e tinha acabado de se mudar. Seus pais tinham prosperado com os negócios da família e puderam se mudar do subúrbio para um apartamento alugado mais no centro. Usavam o aluguel da antiga casa para pagar parte da mensalidade da nova e iam muito bem.
O apartamento era antigo e bem amplo, na beira mar de Olinda, não tinha elevador, mas era no segundo andar. Os três quartos, incluindo a suíte, tinham porta para sala, entregando a planta antiga, provavelmente do inicio da década de 1970.
O pai, com dois filhos, o mais velho com 14, tinha meio que adotado um sobrinho mais novo de nove anos, e todos estudavam no mesmo colégio perto deste novo apartamento. Como já dito, tudo ia muito bem.
Na volta do colégio, os dois irmãos e o primo voltavam a pé, almoçavam em casa com os pais. A empregada, muito bem-quista pela família, tinha acabado de se casar e tinha ganho o benefício de voltar para casa logo depois do almoço dos patrões, apenas deixando a mesa posta para o jantar, para poder cuidar de sua casa e do filho recém-nascido. E os pais, logo depois do almoço, voltavam ao comércio, que ficava ali perto, não mais do que dez minutos de carro.
Toda a tarde as três crianças ficavam então sozinhas, os dois mais velhos eram primos do menor, mas todos se tratavam e se comportavam como irmãos. Estranhamente e de maneira muito harmoniosa faziam a tarefa, assistiam à televisão e brincavam. Raramente se desentendiam.
Sem motivo aparente, o agregado mais novo, todo final da tarde, começava a chorar. E chorava muito. Marcelo se importava, perguntando sempre o que havia, mas não obtinha resposta, só um choro copioso, soluçante do primo-irmão.
O mais velho já tinha perdido a paciência e até mesmo se intrigado porque os pais, ao chegarem do trabalho, agora estavam se deparando com o pequeno adotado chorando. E naturalmente, por inferência, a culpa era dos mais velhos, o que irritava os dois, mas só o primogênito demonstrava um começo de antipatia pelo chorão.
Após quase uma semana deste mesmo início de padrão de choro no fim da tarde, já se cogitava a hipótese de devolver o pequeno aflito aos pais. Isto tudo com o coração na mão, dado que tratavam realmente como filho, mas havia forte suspeita que os filhos legítimos o maltratavam ou de alguma forma a criança sentia falta aguda da mãe biológica.
Marcelo, ao perceber que poderia perder o caçula, não se conformara. Passou a ficar com ele a tarde inteira, procurando distraí-lo para tentar conter o choro vespertino. Não adiantou.
Contudo, de tanto estar exclusivamente com o primo, começou a reparar nos detalhes em busca de uma explicação, visto que ele começava a chorar pontualmente entre cinco e seis horas. Decidiu a não mais dissuadí-lo da lástima inevitável e tentar entender aquilo que seus pais já tinham uma certa certeza.
Notou então um comportamento padrão: dado momento, independente de qualquer cômodo que estivesse, o menino olhava para sala, que a esta hora estava sendo ocupada pelo irmão mais velho que assistia a seu desenho favorito. Acompanhando o movimento dos olhos, notou que o pequeno olhava para o primo e para a televisão e logo depois focava na quina da sala, onde se encontravam a parede da janela e da televisão: daí começava a chorar.
O padrão se repetia como se fosse um relógio e a criança meio que era, em determinada hora, compelida a fazer a mesma varredura ocular. Agoniado e querendo entender para tentar resolver, Marcelo seguiu a metodologia lacrimosa do primo.
Para a sua miséria, descobriu o mistério. Ao lado do rack de ferro onde a TV a cores era apoiada, junto à janela, lá estava um homem vestido de palhaço, com roupas aos trapos, amareladas, fingindo estar desequilibrado, com os bracos abertos, olhando pra baixo, como se estivesse ébrio, em cima de um monociclo ou bola. Ao final do horrendo espetáculo, olhava para o pequeno, e agora para ele também, triste como a morte, desprovido de qualquer êxito ou alegria. Fechava os braços e desparecia, com os olhos fitados nos dois, como se implorasse por palmas que ele mesmo sabia que não merecia.
Mudaram-se para um outro apartamento. Todos juntos.
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NAMORAR ALGUÉM MAIS VELHO VALE A PENA? Casada Com Homem Bem Mais Velho?! Casamento com alguém mais velho no mapa ATRIZ MARINA MOSCHEN NAMORA HOMEM 19 ANOS MAIS VELHO E FALA SOBRE PRECONCEITO Casei Com um Homem 25 Anos Mais Velho Me Arrependi? Relacionamento com homem mais velho(Parte II esclarecendo duvidas) Namorar homem mais velho. Prós e contras.

Dicas para você se relacionar melhor com um homem mais velho

  1. NAMORAR ALGUÉM MAIS VELHO VALE A PENA?
  2. Casada Com Homem Bem Mais Velho?!
  3. Casamento com alguém mais velho no mapa
  4. ATRIZ MARINA MOSCHEN NAMORA HOMEM 19 ANOS MAIS VELHO E FALA SOBRE PRECONCEITO
  5. Casei Com um Homem 25 Anos Mais Velho Me Arrependi?
  6. Relacionamento com homem mais velho(Parte II esclarecendo duvidas)
  7. Namorar homem mais velho. Prós e contras.

Continuação do Primeiro Vídeo. Contamos Um Pouquinho das Dificuldades que Enfrentamos e o que Fortaleceu Nosso Casamento!!! Esperamos que Vocês Gostem de Vídeos Assim. Aproveita e Se Inscrevi ... CASEI AOS 17 ANOS COM UM HOMEM MAIS VELHO, E OLHA SÓ NO QUE DEU com DRIKA CORREIA - Duration: 12:21. Mãe Na Moda 43,868 views. 12:21. Casada com homem 27 anos mais velho/ Diferença de idade importa? - Duration: 10:09. Mundo da natty 41,017 views. 10:09. Casei Com um Homem 25 Anos Mais Velho Olha Só o que Deu... - Duration: 9 ... Olá eu sou a Quezia Figueiredo, sou psicóloga e hipnóloga e uma seguidora me enviou uma pergunta sobre um relacionamento entre um homem mais velho e uma mulher mais nova, nesse vídeo falarei 3 ... Qual será o lado bom e o lado ruim de se namorar um homem mais velho? Venha conferir no vídeo! Se inscreva no canal #pronto!falei! : https://www.youtube.com/... CASEI AOS 17 ANOS COM UM HOMEM MAIS VELHO, E OLHA SÓ NO QUE DEU com DRIKA CORREIA - Duration: 12:21. Mãe Na Moda 41,338 views. 12:21. ESTOU NAMORANDO UM HOMEM MAIS VELHO - Duration: 9:59. Julia Martins 22,790 views. 9:59 ... Homem de 31 anos e mulher de 89 ganham casamento dos sonhos - Duration: 20:57.